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Doações de sangue em Araguaína caíram 50% em maio

 

Reflexo da pandemia, situação gera preocupação, uma vez que cirurgias de emergências e tratamentos oncológicos demandam transfusões

Dezesseis em cada mil brasileiros, ou cerca de 1,9% da população, são doadores de sangue. O percentual está dentro das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) – 1% a 3%, mas a realidade em boa parte dos hemocentros é de baixa constante no estoque.

O problema é que, em tempos de pandemia, essa queda está ainda mais acentuada e coloca em risco cirurgias de urgência e emergência, e tratamentos fundamentais, como os contra o câncer.

Demanda de sangue em várias situações

Wacilla Batich Abdalla Barbosa, médica hematologista da Oncoradium, centro responsável pelo serviço oncológico do Hospital Regional de Araguaína, explica que qualquer câncer pode ter a necessidade de uma transfusão de sangue ao longo do tratamento. 

“Mas principalmente os cânceres em estágio avançados e os que provocam algum tipo de hemorragia, como intestino, estômago, bexiga, tumores ginecológicos e próstata, se houver invasão de bexiga. O próprio tratamento também pode demandar a transfusão, como a quimioterapia, que pode provocar a chamada aplasia medular, que é a queda na quantidade de células sanguíneas”.

Há, ainda, atenção redobrada para os cânceres hematológicos, como o linfoma, que necessitam de transfusão quando há infiltração na medula, além dos mielomas múltiplos, que também podem demandar sangue no início, porque têm relação com a anemia. 

Hemocentro de Araguaína

“As doações caíram demais nos últimos meses. Só em maio, a queda foi de 50%. Estou aqui há 10 anos e nunca tínhamos passado por um mês assim, nem mesmo em meses de férias, que historicamente há quedas nas doações”.

A afirmação é do gerente técnico do Hemocentro de Araguaína, Juliano Ferreira, e demonstra o nível de seriedade da situação, uma vez que, mesmo com as orientações de isolamento, cirurgias e tratamentos continuam acontecendo nas redes de saúde pública e particular.

Por isso, a unidade de Araguaína adotou estratégias alternativas de atendimento.

“Estamos trabalhando com doações por agendamento e ligando para os cadastrados no nosso banco de dados. A ideia é não gerar aglomeração na recepção, por isso estamos marcando dois, no máximo três doadores por hora”, informa Juliano.

Houve também um reforço maior nos protocolos de segurança.

“Por sermos um serviço de saúde altamente especializado, já seguimos os padrões mais rigorosos de higiene e cuidados, mas isso foi reforçado. Salas, maçanetas e outros locais de circulação de pessoas são limpos a cada duas horas, além do uso constante de EPIs específicos. Nenhum servidor nosso está com sintomas gripais, então garantimos que o Hemocentro é um ambiente seguro”, ressalta o gerente.

As cadeiras de coleta e a copa, onde os doadores fazem o lanche, são higienizados com mais frequência, entre um doador e outro. 

No Hemocentro de Araguaína, o estoque está baixo para todos os tipos de sangue (A, B, AB e O), mas o que é mais sentido é o O negativo, usado para atender as urgências e emergências.

Para agendar a doação, é só entrar em contato com o Hemocentro no telefone (63) 3411-2915.

 

Imagem: Jornal Gazeta Regional

 

Hábitos “compulsivos” na quarentena podem ser gatilhos para doenças

O consumo excessivo de comida de má qualidade, bebidas alcoólicas e o uso do tabaco, são preocupações de especialistas oncológicos

Não saber quando a pandemia vai passar e quando poderemos voltar à vida normal tem gerado ansiedade em muitas pessoas. Sendo assim, hábitos ”compulsivos” como o consumo de alimentos pobres nutricionalmente, bebidas alcoólicas e o uso do tabaco têm sido uma válvula de escape para muitos. Isto tem se tornado uma preocupação da classe médica, como conta a oncologista clínica, Ariana Luz.

“Com o isolamento social, houve um aumento do consumo de álcool e tabaco e uma piora no padrão alimentar das pessoas por inúmeras razões. Devemos manter a recomendação para a retomada de hábitos de vida saudáveis, uma vez que esta é a principal forma de prevenir o desenvolvimento de câncer”, comenta.

Alimentação de má qualidade

“Alimentos ultra processados como embutidos, alimentos industrializados com conservantes por exemplo enlatados, ensacados ou congelados, e dietas ricas em açúcar podem estar relacionadas com o aparecimento de câncer em geral”, comenta.  Segundo a oncologista clínica, no período do isolamento social, deve-se aumentar a ingestão de frutas, vegetais, fibras, nozes, legumes, pão integral, peixes e azeite e reduzir o consumo de carne vermelha.

Sedentarismo

“Além disso, o mau hábito de não se exercitar regularmente contribui para o aparecimento de sobrepeso/obesidade que também é um fator que pode predispor ao câncer”, completa.

Tabagismo  

O tabagismo é a causa mais evitável de câncer no mundo. É o fator de risco mais importante para câncer de pulmão, por exemplo, aumentando o risco em 10 a 20 vezes, além de causar doenças cardiovasculares.  Segundo Ariana Luz, a prática também é causadora de câncer da cavidade oral, cavidade nasal, seios paranasais, nasofaringe, laringe, esôfago, pâncreas, fígado, estômago, colo do útero, rim, intestino, bexiga, próstata e mama.

“Por isso falamos tanto sobre a importância de evitar a iniciação do uso do tabaco”, ressalta. 

Bebida alcoólica 

O aumento no uso de bebidas alcoólicas como “fuga” do período de distanciamento social durante pandemia do novo coronavírus, também é preocupante. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o álcool, o tabaco e outras drogas são estratégias inúteis para o enfrentamento do isolamento.

A oncologista clínica detalha que a ingestão de álcool, ainda que em quantidades moderadas, aumenta o risco de vários tipos de câncer.

“O abuso de álcool pode desencadear câncer no fígado, intestino, mama, esôfago e orofaringe. Além disso, a combinação de álcool e tabaco aumenta muito a possibilidade do surgimento dessas doenças. Não há uma quantidade segura de álcool que se possa ingerir para não desenvolver câncer a médio ou longo prazo. Portanto, a recomendação é que se evite o consumo de bebidas alcoólicas”, enfatiza.

“Devemos sim manter as medidas higiênicas e o distanciamento social para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, aliadas a bons hábitos de vida durante esse período e após ele também. Importante ressaltar que a mortalidade por câncer é muito maior que por COVID-19”, finaliza Ariana.

 

Campanha de conscientização contra a disseminação do novo Coronavírus é disponibilizada gratuitamente às empresas

A ideia é mostrar o papel importantíssimo dos colaboradores e das empresas nessa luta contra o vírus. 

Que tal engajar empresas no combate a Covid-19 por meio de uma abordagem direta com os colaboradores?

Essa é a proposta de uma agência de assessoria em comunicação empresarial de Araguaína que está cedendo gratuitamente um material de conscientização e abordagem das empresas junto aos seus colaboradores. “A Campanha ‘Sua Atitude’ é uma ação de endomarketing para ser feita dentro das empresas com foco no público interno. Sabemos que as empresas tem um capacidade importante de mobilização junto a sua equipe e são espaços onde é necessário investir em mudança de comportamentos”, comenta especialista em comunicação empresarial e idealizadora da campanha, Cárita Bezerra.

A campanha “Sua Atitude” contém um material de endomarketing que está disponível para todos os interessados. A ideia é entender e mostrar o papel do colaborador nessa luta contra o vírus. Segundo Cárita, quanto mais segurança a empresa passa ao seu consumidor por meio de boas práticas internas, melhor ainda vai ser o seu desempenho de equipe e, consequentemente, de vendas.

“Manter a confiança da equipe e do consumidor em relação aos processos que a empresa está tomando neste período é um dos principais objetivos da campanha. Nós sabemos que a insegurança de quem está trabalhando impacta diretamente na sua produtividade. Por isso, quanto maior o engajamento dos colaboradores, líderes e da empresa no geral, maior será o ganho”, ressalta Cárita.

O cliente já criou o hábito de observar os protocolos de segurança da empresa para consumir com mais confiança, além de indicar aquele estabelecimento.

Sua Atitude

A campanha traz sugestões que devem ser aplicadas dentro do ambiente institucional com todos os colaboradores. A especialista em comunicação empresarial destaca que o engajamento da equipe é muito importante para um bom resultado. “Nós preparamos um material bem completo. A campanha ‘Sua Atitude’ contém um vídeo explicativo mostrando como implantar as ações com a equipe, um conteúdo de orientação de desenvolvimento da ação por parte do RH, além de um material visual para ser impresso e colocado dentro do ambiente de trabalho”, afirma.

Disponibilidade

Com a abordagem “Sua atitude protege a todos”, a campanha está disponível para todas as empresas que desejarem ter acesso ao material pelo link https://bit.ly/3eBHc53 de forma totalmente gratuita. “É uma cadeia em que todos ganham! A cidade ganha segurança para os seus moradores, as empresas ganham confiança laborativa por parte das equipes e confiança do consumidor e todos nós ganhamos no contexto de educação e consciência coletiva. Essa foi a forma que encontramos para somar em meio a essa luta contra a Covid – 19”, finaliza Cárita.

O uso excessivo de telas no período de quarentena é prejudicial para as crianças

Entre 0 e 1 ano  o acesso a telas não é recomendado; os estímulos luminosos e visuais excessivos são prejudiciais para os pequenos.

Em período de quarentena, procurar atividades que possam ser feitas em casa com as crianças é um desafio. O uso das telas representa uma facilidade de entretenimento que vem sendo usada em excesso.

Um estudo realizado nos EUA mostrou que durante a quarentena, crianças de 6 a 12 anos estão passando 50% do dia em frente a telas. Segundo Daniel Nunes, especialista em medicina do sono, uma das interferências importante dos estímulos visuais é na qualidade do sono.

“Ficar exposto à luz de tablets, smartphones e outros aparelhos antes de dormir, interfere diretamente na produção de melatonina, um hormônio essencial para o sono”, afirma.

Para adultos o impacto é o mesmo, mas ainda falando de crianças, o desenvolvimento cognitivo também sofre consequências importantes. “Tudo que a criança recebe de estímulo precisa ser processado pelo cérebro e, em algumas faixas etárias ainda não há desenvolvimento neurológico para tantos estímulos visuais e isso pode prejudicar seriamente o desenvolvimento cognitivo dos pequenos”, explica Daniel.

Impacto nas crianças  

As crianças também podem apresentar ansiedade, transtorno alimentar, além de dificuldade para dormir.  Daniel ressalta que os eletrônicos não são vilões e podem ser usados de maneira equilibrada e em conformidade com a faixa etária.

“Crianças de 0 a 1 ano não devem ter acesso a tela em virtude do pouco desenvolvimento neurológico para processamento de estímulos. Entre  2, 3 e 4 anos, a exposição deve ser de até uma hora por dia. Evite horários próximos ao de ir dormir para que o excesso de luz não interfira na qualidade do sono” finaliza.

 Alternativas  

Para evitar esse uso excessivo de telas, estimular brincadeiras que não envolvam aparelhos eletrônicos é muito importante. Fazer com que as crianças tenham contato com alimentos, brincadeiras ao ar livre, estimulam além do desenvolvimento cognitivo, sensorial, além de permitir ganhos fundamentais ao sistema imunológico.

ONGs de apoio a pacientes com câncer de Marabá e Parauapebas recebem doações de máscaras reutilizáveis de pano

A proteção é fundamental, já que pessoas em tratamento oncológico fazem parte do grupo de risco da COVID-19

Pacientes em tratamento contra o câncer são considerados grupo de risco para a COVID-19 e toda proteção é necessária, além do isolamento social. Por isso as ONGs Grupo de Apoio Esperança, de Marabá, e IVECAN (Instituto Vencendo o Câncer), de Parauapebas, receberam a doação de 200 máscaras de pano reutilizáveis da Rede Oncoradium, especializada no tratamento oncológico.

Parauapebas

Maria do Socorro Plácido, co-fundadora do IVECAN, agradeceu a doação, fruto de uma parceria de longa data com a clínica de Parauapebas.

“As máscaras estão compondo um kit de ajuda que montamos com alimentos e produtos de higiene. As doações foram muito bem-vindas e só temos a agradecer à Oncoradium pelo apoio”, conta Socorro.

O IVECAN está solicitando que os pacientes busquem as máscaras na Proativa, localizada na Rua J, número 185,  esquina com Rua 14, Sala 3, acima da Ótica Visão, das 9 as 12 horas. Os responsáveis pedem também que os interessados comuniquem, no grupo da ONG no Whatsapp, o horário que pretendem buscar as máscaras para evitar a aglomeração de pessoas no local.

Marabá

Maria Aparecida de Oliveira, responsável pelo Grupo de Apoio Esperança, lembra que muitos pacientes e seus familiares precisam se deslocar com bastante frequência por causa do próprio tratamento e todos devem estar protegidos.

“É um sinal de carinho, zelo e cuidado que a Oncoradium sempre teve com seus pacientes, isso é muito gratificante para nós. Sempre que precisamos de apoio e orientação, contamos com a ajuda do Dr. Rodolfo e Dr. Leandro”, diz Maria Aparecida.

Ela solicita que as máscaras sejam retiradas na sede da ONG, na Rua Curitiba, Novo Horizonte, em Marabá.

Parcerias

Janaína Nasser, diretora de Operações da Rede Oncoradium, destaca que a iniciativa contemplou pacientes de todas as unidades em Marabá (PA), Parauapebas (PA), Araguaína (TO), Imperatriz (MA), Caxias (MA), São Luís (MA) e Patos (PB) com 1.500 máscaras.

“Os pacientes oncológicos integram os grupos de risco para o coronavírus e as máscaras ajudarão a promover uma barreira simples, diminuindo a disseminação do vírus por indivíduos assintomáticos ou pré-sintomáticos. Juntos passaremos por esse momento”, ressalta. 

 

Pacientes em tratamento contra o câncer em Imperatriz podem receber atendimento remoto durante a pandemia

A alternativa é para apresentação de exames de imagens durante acompanhamentos. Consultas presenciais seguem protocolo de segurança

O isolamento social é principal medida de segurança contra a proliferação do novo coronavírus, responsável pela COVID-19. No entanto, pacientes que lutam contra o câncer não podem, em nenhuma hipótese, interromper os tratamentos.

Diante deste cenário, a Oncoradium Imperatriz, centro especializado em tratamentos oncológicos públicos e privados, criou canais alternativos de comunicação entre médicos e pacientes para dar andamento aos atendimentos ao mesmo tempo que zela pela segurança de todos os envolvidos.

Janaína Nasser, diretora de Operações da Rede Oncoradium, explica que a principal ferramenta utilizada são os aplicativos de mensagens para receber alguns exames de imagens de pacientes que já tiveram câncer, mas que estão em acompanhamento.

“Os exames são encaminhados para os médicos, que avaliam a necessidade de uma consulta presencial ou não. Se não precisar, marcamos a consulta para um outro momento”.

Caso o médico precise prescrever uma medicação ou novo exame, o documento fica na recepção da unidade e é orientado que um familiar ou amigo do paciente vá buscar.

Os atendimentos por Tele-Medicina estão respaldados pelo Conselho Federal de Medicina em caráter de urgência para enfrentamento da pandemia.

E por quê?

Dra. Camila Sá, médica oncologista da Oncoradium, ressalta que pacientes oncológicos são considerados do grupo de risco para a COVID-19, porque estão com o sistema imunológico fragilizado.

“A própria doença e alguns tratamentos, como a quimioterapia e a radioterapia, acabam debilitando um pouco o paciente, o que o deixa exposto a uma ação mais agressiva do vírus”.

Outro detalhe é que alguns pacientes, mesmo curados do câncer, possuem outras doenças que são fatores de risco para a COVID-19. Por isso a rotina de atendimento no centro foi modificada para preservar a  todos.

“Os tratamentos não podem parar sob o risco de um retorno mais agressivo do câncer em muitos casos”, completa Dra. Camila.

Mais cuidados

Durante todo o período da pandemia, a Oncoradium Imperatriz doou máscaras de pano reutilizáveis para seus pacientes e colocou álcool em gel em vários locais do prédio para uso.

“Damos também várias orientações sobre o distanciamento social das pessoas dentro da clínica e pedimos para que o paciente, se precisar, venha com apenas um acompanhante, para diminuir o fluxo de pessoas. E tomamos o cuidado de avaliar antes se o paciente está com algum sintoma gripal ou da COVID-19”, reforça Nayara Nascimento, Coordenadora Administrativa da rede.

 

Atendimento por mensagens e vídeo-chamadas são adotadas proteger pacientes em tratamento contra o câncer pelo SUS em Caxias

Cada caso é analisado individualmente para evitar exposições desnecessárias do paciente fora do isolamento social

Mesmo durante a pandemia da COVID-19, os tratamentos contra o câncer não podem parar, por isso a Oncoradium Caxias, responsável pelo serviço de Oncologia do Hospital Macrorregional, adotou um sistema de atendimento remoto para os casos em que não há necessidade da presença do paciente na unidade.

“Nossa demanda é alta e a responsabilidade é maior ainda, visto que atendemos 48 municípios da região. Por isso estabelecemos alguns canais de comunicação direta com o paciente para receber alguns tipos de exames e orientar quanto à execução de outros”, explica Otto Ribeiro, administrador da Oncoradium Caxias.

Os atendimentos por Tele-Medicina estão respaldados pelo Conselho Federal de Medicina em caráter de urgência para enfrentamento da pandemia.

Atendimento remoto

A primeira forma de atendimento à distância implantada no centro oncológico foi o envio de alguns tipos de exames de imagem por aplicativo de mensagens.

“É um serviço estendido para os pacientes que já tiveram câncer e estão em acompanhamento. Eles enviam para o médico, que avalia e decide se há necessidade de uma consulta presencial. Se não houver, marcamos a consulta para outro momento. E se houver alguma prescrição por parte do médico, informamos o paciente para que mande alguém buscar o documento”, conta Andréia Ribeiro, assistente social da Oncoradium Caxias.

Vídeo-chamadas

Outro recurso são as vídeo-chamadas para realizar consultas online para alguns casos específicos, como pacientes que precisam fazer o exame de Cintilografia óssea (medicina nuclear). 

“Em outro contexto, essa consulta seria presencial, mas é possível fazer online, porque o médico pode preparar o paciente e dar as devidas orientações. Assim ele só precisa se deslocar uma vez, que é para fazer o exame”, ressalta Andreia.

Consultas e tratamentos presenciais

Pacientes em tratamento, como a quimioterapia, precisam comparecer ao serviço de oncologia para consultas e procedimentos presenciais. Neste caso, a Oncoradium faz uma triagem no paciente e, caso apresente algum sintoma suspeito, ele é direcionado para uma ala mais aberta do hospital para receber atendimento.

“E toda a equipe de assistência estará devidamente paramentada com os equipamentos de proteção individual adequados e seguindo os protocolos oficiais”, completa Otto.

Cuidados necessários

Pacientes oncológicos fazem parte do grupo de risco para a COVID-19, porque muitos estão com o sistema imunológico comprometido.

“Isso acontece por causa da própria doença e também por causa de alguns tratamentos, como a quimioterapia e a radioterapia. Há casos, também, de pacientes curados que possuem alguma comorbidade de risco para o coronavírus. Por isso estamos tomando todas as medidas de prevenção para expor o mínimo possível esses pacientes fora do isolamento social”, afirma o médico oncologista Eduardo Sá.

Pacientes oncológicos do SUS de Araguaína podem enviar resultados de exames por mensagem

A iniciativa visa evitar aglomerações no centro de tratamento contra o câncer durante a pandemia da COVID-19

Pacientes que já tiveram câncer e que estão fazendo consultas de rotina podem enviar exames de imagem para avaliação médica remota via aplicativos de mensagens para a Oncoradium, empresa responsável pelo atendimento oncológico via SUS no Hospital Regional de Araguaína.

Os exames laboratoriais são colhidos dentro da própria ala de quimioterapia da unidade, portanto o resultado é enviado direto para o prontuário do paciente.

A medida foi implantada desde que as primeiras recomendações para evitar a aglomeração de pessoas foram feitas pelos órgãos públicos de saúde.

“Pacientes oncológicos fazem parte do grupo de risco da COVID-19, uma vez que o sistema imunológico fica comprometido em função do tratamento com quimioterapia ou radioterapia. Caso sejam infectados, o quadro pode se tornar severo com maior facilidade. Além disso, muitos pacientes já curados, que fazem apenas consultas de rotina, têm outras comorbidades que também são fatores de risco para uma infecção grave pelo novo coronavírus. Portanto estes pacientes de seguimento de rotina devem ir à consulta somente se estiverem com sintomas suspeitos de recidiva do câncer ou se for detectada alteração nos exames enviados”, explica a médica oncologista clínica, Ariana Luz.

Os atendimentos por Tele-Medicina estão respaldados pelo Conselho Federal de Medicina em caráter de urgência para enfrentamento da pandemia.

Como acontece

O Serviço Social da Oncoradium entra em contato com os pacientes e pede o envio dos exames para um número institucional.

“O médico avalia os exames e, de acordo com as informações contidas no prontuário, decide se o paciente deve vir em consulta durante a pandemia ou se poderá aguardar. Se o médico avaliar que a consulta presencial não é necessária, é feito um novo agendamento dentro de um prazo de três meses. Além de evitar a exposição do próprio paciente, a iniciativa também assegura um fluxo menor de pessoas no centro de tratamento, já que muitos vêm de fora do Estado e com acompanhantes”, conta Michelle Freitas, Assistente Social da Oncoradium, em Araguaína.

Tratamento não pode parar

Ariana reforça que os tratamentos contra o câncer não devem ser interrompidos em nenhuma hipótese, mesmo diante das restrições. Por isso a Oncoradium está tomando todas as medidas necessárias para garantir o distanciamento social durante os atendimentos, além de oferecer álcool em gel aos paciente, distribuir máscaras de pano reutilizáveis, entre outras orientações.

“Pacientes em quimioterapia precisam seguir à risca as sessões e as consultas, que estão acontecendo normalmente. E os que fazem hormonioterapia, que é um tratamento oral, se estiverem se sentindo bem, não precisam comparecer à consulta, podem mandar os exames por mensagem e podem enviar alguém para buscar os comprimidos”, reforça a médica oncologista.

Campanha pede a doação de espaçadores de asma para pacientes pediátricos

Dispositivo serve de alternativa aos aparelhos de nebulização, que podem potencializar a transmissão do novo coronavírus

O Hospital Municipal de Araguaína – HMA abraçou uma campanha iniciada pela Dra. Ana Carolina Meier Simão, pneumopediatra da unidade, e está mobilizando seus colaboradores e toda a sociedade para doar espaçadores de asma, as conhecidas “bombinhas”, para os pacientes pediátricos.

O grande propósito da ação é que as crianças levem o dispositivo para casa, evitando assim idas desnecessárias aos serviços de emergência.

Os espaçadores podem ser comprados em qualquer farmácia e entregues diretamente na recepção do HMA aos cuidados da Fabrícia, no atendimento. O hospital fica na Av. Tibúrcio José Dantas, 650, no Lot. Manoel Gomes da Cunha.

“Algumas medicações são disponibilizadas pelo SUS, porém o espaçador, não. Por isso, estamos começando a campanha #DOEFÔLEGO e esperamos que a comunidade araguainense se junte a nós e doe espaçadores”, explica Dra. Ana Carolina.

Prevenção

O ideal é que cada paciente tenha o seu e a criança que utilizar o dispositivo durante a internação hospitalar possa levá-lo para casa para continuar o tratamento. Assim fica mais fácil controlar a doença e evitar idas desnecessárias aos serviços de emergências já tão sobrecarregados.

“Diante da pandemia atual do COVID-19, vimos a necessidade de evitar ao máximo o uso de aparelhos de nebulização, porque eles geram partículas de aerossóis que podem disseminar o vírus”, destaca a pneumologista.

A Asma

A asma é uma doença inflamatória crônica mais comum da infância. Ela não tem cura, mas tem controle, e para que isso aconteça os pacientes precisam inalar medicações em forma de spray a partir dos espaçadores, que garante que o remédio chegue diretamente aos pulmões.

O equipamento acrescenta espaço na forma de uma câmara entre o inalador e a boca do paciente, permitindo ao paciente inalar a medicação respirando lentamente.