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Pacientes em tratamento contra o câncer pelo SUS no Tocantins e Maranhão ganham máscaras de proteção reutilizáveis

Os profissionais das unidades também estão orientando sobre o uso correto e higienização

Pacientes em tratamento oncológico pelo SUS em Araguaína (TO), Imperatriz (MA) e Caxias (MA) ganharam das unidades da Rede Oncoradium, responsável pelos atendimentos, máscaras de pano reutilizáveis para proteção contra a COVID-19, causada pelo coronavírus.

A diretora de Operações da Oncoradium, Janaína Nasser, lembra que muitos desses pacientes não têm condições de adquirir uma máscara, por isso a empresa decidiu contribuir para a proteção dessas pessoas.

“Os pacientes oncológicos integram os grupos de risco para o coronavírus e as máscaras ajudarão a promover uma barreira simples, diminuindo a disseminação do vírus por indivíduos assintomáticos ou pré-sintomáticos. Juntos passaremos por esse momento”, ressalta.

Além da entrega das máscaras em todas as unidades, os profissionais da saúde tem se empenhado em orientar sobre o uso correto e a higienização dessa proteção.  Os espaços de atendimento também contam com álcool em gel disponível para os usuários e comunicados fixados nas paredes com as medidas de distanciamento e para evitar aglomerações.

No total, 1.500 máscaras de tecido foram distribuídas nas unidades que atendem pelo SUS e também nas clínicas particulares da rede em Marabá (PA), Parauapebas (MA), São Luiz (MA) e Patos (PB).

“A entrega das máscaras e a preocupação da equipe em nos ensinar a forma correta de usar a proteção faz toda a diferença! Isso demonstra cuidado com nós, pacientes, neste momento tão complicado”, agradeceu Manoel Sobrinho, paciente em tratamento oncológico na unidade de Araguaína (TO).

 

Tratamentos oncológicos não devem ser interrompidos durante a pandemia

A medida  é tão importante quanto os comportamentos preventivos para não contrair a Covid-19

Pacientes em tratamento contra o câncer não devem interromper os procedimentos durante o período da quarentena. Toda decisão sobre qualquer eventual mudança deve ser tomada junto à equipe de saúde.

Em algumas situações, em caso de acompanhamento no pós-tratamento, consultas e exames poderão ser adiados e remarcados, mas conforme a prescrição do médico responsável.

Consequências de parar o tratamento

“O medo devido à pandemia do novo coronavírus tem atrapalhado os tratamentos oncológicos e outras especialidades com os pacientes cardíacos. Mas interromper  os procedimentos pode desencadear várias consequências, como progressão do tumor, descontrole da doença com a piora dos sintomas relacionados a ela, perda da objeção de cura e prevenção, e o aumento das chances de recorrência. É importante comparecer à unidade de tratamento seguindo todas as orientações para prevenção da Covid-19”, enfatiza Dr. Macilon Irene, oncologista clínico da Acreditar Tocantins.

Pacientes com leucemias, linfomas e mieloma múltiplo, aqueles que passaram por transplante de medula óssea e aqueles em tratamento com quimioterapia têm maior risco de desenvolver a forma grave da infecção pelo novo coronavírus e devem ter o cuidado redobrado.

“É importante ainda que o paciente, caso precise, leve, no máximo, um acompanhante para o centro de tratamento oncológico. Esta pessoa não pode apresentar qualquer sintoma respiratório ou febre”, ressalta Macilon.

Imunidade

Pacientes oncológicos costumam ter queda na imunidade devido à doença ou por causa dos tratamentos aos quais são submetidos. Algumas iniciativas ajudam a fortalecer o organismo, como praticar exercícios físicos leves ou moderados de forma regular (sob orientação profissional e evitando aglomerações), ter o peso adequado, se alimentar bem e de forma saudável, dormir bem, evitar o estresse e não consumir bebidas alcoólicas.

Transmissão

Ela acontece de uma pessoa doente para outra, por meio de aperto de mãos, gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, objetos ou superfícies contaminadas, como celulares, mesas, maçanetas, brinquedos, teclados de computador, etc.

Por isso o médico da Acreditar Tocantins reforça as medidas de prevenção.

“Reduza o contato entre as pessoas ao máximo, permaneça em casa e saia somente para atividades essenciais. Essas são as primeiras medidas a serem adotadas pelos pacientes. Temos que continuar os tratamentos, porque muitos tumores têm comportamento altamente agressivo em caso da paralisação de imediato, principalmente os pacientes que lutam para controle ou paliação de sintomas. Cada caso deve ser analisado individualmente junto à equipe de saúde”.

 

 

 

Giz de cera e lápis de cor podem ser doados para pacientes infantis do Hospital Municipal de Araguaína

Por causa da pandemia, unidade  adotou medidas preventivas,  como suspensão  temporária das atividades dentro da brinquedoteca, para evitar aglomerações

A Assistência Social do Hospital Municipal de Araguaína (HMA), gerido pelo Instituto Saúde e Cidadania – ISAC, deu início a uma campanha junto à sociedade araguainense para doações de lápis de cor e giz de cera aos pacientes infantis internados na unidade. Brinquedos de plásticos também são aceitos na doação.

A ação “Vida com mais cor é mais divertida” é uma iniciativa para garantir momentos lúdicos e de distração para as crianças, uma vez que a brinquedoteca do HMA precisou ser fechada provisoriamente em razão da pandemia da COVID-19, causada pelo coronavírus.

Visando a redução dos impactos da pandemia na sociedade, as visitas também foram suspensas como  forma de preservar a saúde dos  colaboradores, pacientes e familiares.

“O isolamento acabou deixando as crianças mais tristes, ansiosas e inquietas, dificultando até mesmo o tratamento. Por isso tivemos essa ideia de entreter os pequeninos com arte e desenho, para que elas fiquem mais alegres. Estamos torcendo para que tudo dê certo, que toda essa situação passe logo e que essas crianças elevem o alto-astral”, destacou a assistente social, Marleide Teodoro.

Como doar?

Os interessados podem realizar as doações de lápis de cor e/ou giz de cera diretamente no na recepção do HMA, localizada na  Av. Tibúrcio José Dantas, 650, Lot. Manoel Gomes da Cunha. Não há prazo de encerramento para a campanha.

 

Perda de olfato e paladar podem ser sintomas de alerta para a COVID-19

Sentidos voltam ao normal após o desaparecimento dos sintomas. Otorrinolaringologista alerta para observação pontual em quadro leves

Quase 80% dos contaminados pela COVID-19 terão quadros leves ou assintomáticos, por isso é muito importante que alguns sintomas sejam observados como diferenciais para o diagnóstico e redobramento dos cuidados. 

Segundo o otorrinolaringologista Daniel Nunes, um estudo feito na Bélgica com 417 pacientes infectados de forma “não grave” mostrou que 86% deles tiveram alterações no olfato e 88% no paladar, análise também feita em outros países.

“Temos relatos de pacientes no Brasil sobre a perda total do olfato no 3º ou 4º dia de sintomas, mas isso pode variar em ordem e intensidade. Esse pode ser um diferencial no diagnóstico ou na própria observação do indivíduo”, pontua o médico.

Os sintomas da COVID-19 são muito parecidos com os da gripe comum ou outras infecções de vias aéreas superiores e tentar buscar alterações mais específicas pode ajudar os pacientes a ficarem em estado de alerta sobre seu comportamento de isolamento para não disseminarem a doença.

Mesmo que possa servir como sintoma diferencial, a perda de olfato e paladar não representa risco ao paciente e a sensibilidade volta assim que o paciente fica curado.

“O sintoma que mais inspira observação e alerta nos quadro de COVID-19 é a falta de ar progressiva que deve servir de termômetro para buscar ajuda médica”, retifica.

Segundo Daniel, além disso, profissionais devem ficar alertas e considerar os sintomas como quadro suspeito de COVID-19.

“É uma recomendação da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-facial tanto para proteção dos profissionais no atendimento ao paciente, quanto para encaminhamento e diagnóstico do novo coronavírus”.

Comunicação é fator determinante para produtividade “work home”

Em época de pandemia, profissionais estão tendo que acumular funções e, além da ansiedade da situação, o futuro é  incerto. Todos esses fatores combinados impactam diretamente no desempenho de trabalho e os líderes são peças chave

A pandemia do novo coronavírus fez com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendasse que as pessoas ficassem em casa como forma de prevenir o contágio da doença. Tal medida incentivou as empresas a expandirem a prática de home office, ou work home, que é o trabalho executado de casa.

Trabalhar de casa pode trazer conforto e flexibilidade nos horários, mas também pode ser um cenário não muito ideal, principalmente em um período de pânico sobre os riscos da doença e os fatores financeiros.

Rotina diferente

Para quem precisa se adaptar a essa nova rotina é necessária muita dedicação. A jornalista, Cárita Bezerra, especialista em comunicação para empresas, explica que essa mudança de cenário pode atrapalhar na produtividade do colaborador.

“O work home planejado dá para acontecer nos critérios estabelecidos. As pessoas que trabalham em situações normais têm um planejamento, rotina rigorosa e não acumulam tarefas. Mas nesse atual contexto, onde tudo está diferente, o comportamento do profissional muda”, ressalta.

Comunicação eficiente

Uma comunicação eficiente pode melhorar a produtividade do work home em tempos de coronavírus, principalmente no que diz respeito a expectativas e possibilidades. 

“A comunicação de lideranças é sempre uma peça-chave em qualquer contexto, mas nesse, especificamente, é um fator que pode estimular ou desanimar o colaborador. O líder precisa ser empático, sincronizar a equipe sem desconsiderar as particularidades de cada um nesse exato momento. Para isso precisa ter a confiança de seus liderados”, pontua Cárita.

Produtividade é tempo otimizado

O grande desafio é manter a produtividade, alinhando as possibilidades de execução, e para isso é preciso estratégia. 

“Uma equipe coesa e com planejamento realista consegue ser produtiva. Nem sempre é o tempo de trabalho que diz sobre produtividade e sim a qualidade e integração de equipe. E é isso que precisa ser considerado nesse momento. É papel do líder usar as ferramentas de comunicação e mensuração, e o manejo da comunicação para fazer esses alinhamentos para manter seus colaboradores produtivos dentro da realidade em que eles estão”, ressalta a jornalista.  

Ansiedade, grande vilã

A ansiedade é uma das grandes vilãs para o colaborador nesse novo ambiente de trabalho.

“Para  ajudar a controlar a ansiedade em tempos de trabalho em casa, é muito importante trazer à nossa consciência que essa é uma situação temporária, procurar pensar nas  adaptações como algo positivo, aproveitar a ocasião para se reinventar e quem sabe até descobrir novas habilidades, como, por exemplo, como se concentrar em diferentes ambientes. Entender que poderão acontecer momentos de oscilação nos ajuda a não nos frustrarmos e por consequência diminuir o estado de ansiedade”, pontua a psicóloga Janine Curi.

Família x work home

A rotina da casa, dos filhos ou cônjuge precisam ser atendidas e devem ser levadas em consideração. Cárita ressalta que o momento é de otimizar o tempo.

“Planejar e programar a rotina, definir horários, atividades a serem desenvolvidas e a meta a ser cumprida em cada dia. Mantenha a sintonia com a empresa e com seu líder, e seja transparente sobre as possibilidades. Quando estiver em trabalho, trabalhe sem dispersão, nem que seja por duas ou três horas”, conclui.

Dicas falsas para o combate a COVID-19 podem ser prejudiciais à saúde

Soluções salinas usadas na lavagem do nariz, gargarejo com água, vinagre e sal e comer alho não combatem o coronavírus

Com o avanço diário de casos de contágio pelo novo coronavírus (COVID-19) no Brasil e no mundo, muitas pessoas acabam buscando soluções caseiras e dicas para tentar combater a doença. Neste cenário se sobressai o poder das redes sociais com diversas dicas de saúde, variando de algumas inúteis a relativamente inofensivas até outras muito perigosas.

Não é verdade!

Recentemente, pelas redes sociais, mensagens afirmavam que fazer gargarejo com água morna, sal e vinagre eliminaria o coronavírus. Mas a notícia é #FAKE, como conta o otorrinolaringologista, Daniel Nunes.

“Notícias como essas, mesmo sendo comuns, são totalmente falsas. Soluções salinas usadas na lavagem do nariz, gargarejo com água, vinagre e sal e comer alho para prevenir infecções, inclusive de coronavírus, não procedem. Embora seja um alimento saudável que possa ter algumas propriedades antimicrobianas, não há provas de que comer alho possa proteger as pessoas do novo coronavírus. Assim como não tem nenhuma comprovação sobre o gargarejo e a lavagem do nariz com sal para prevenir infecções respiratórias”, afirma Daniel.

Locais arejados

De acordo com o Ministério da Saúde, até o momento não há nenhum medicamento, substância, vitamina, vacina ou alimentos específicos que possam prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

A COVID-19 é transmitida de uma pessoa para outra, por gotículas de saliva ou secreções de espirros, tosse ou fala de pessoas contaminadas que atinjam olhos, nariz ou boca de outra pessoa. Também pode acontecer pelas mãos após o contato com superfícies contaminadas e posterior contato com olhos, nariz e boca.

“Quando o vírus entra no organismo, não há como matá-lo: seu corpo apenas precisa combatê-lo. Deixar os locais bem arejados é uma das saídas para a não propagação de vírus e a redução no número de pessoas com doenças respiratórias.  Ao invadir uma célula de qualquer organismo vivo, os vírus podem desencadear doenças comuns que geralmente causam febre, dor de cabeça e no corpo, além da falta de apetite e indisposição” explica médico o otorrinolaringologista.

Recomendações sobre o coronavírus

A Organização Mundial da Saúde recomenda que seja feita frequentemente a lavagem das mãos com água e sabão e a limpeza de superfícies, como móveis, celulares e corrimão com álcool 70%, desinfetantes ou água sanitária.

Também é recomendado evitar o compartilhamento de copos, talheres e toalhas. Evitar apoios de mão no transporte coletivo, maçanetas, botões de elevador ou corrimões também é fundamental nesta prevenção.

A limpeza de todos os cômodos dificulta a transmissão do vírus. É recomendável fazer a higienização de pisos e banheiros duas vezes ao dia.

Março Lilás: exame Papanicolau pode diagnosticar câncer do colo do útero

O exame é recomendado para mulher a partir da primeira relação sexual

Até o final de 2020 devem ser registrados 780 novos casos de câncer de colo do útero no Pará, a estimativa é do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Ele é o segundo tipo mais comum no Estado entre as mulheres, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. A campanha Março Lilás alerta para a prevenção e combate a doença.

“A doença é causada pela infecção por alguns tipos do Papilomavírus Humano, que é o HPV. Ele é um câncer que apresenta um desenvolvimento lento e que não necessariamente apresente sintomas na fase inicial”, frisa o médico da Oncoradium de Marabá e Parauapebas, Dr. Rodolfo Amoury Jr.

Nos casos mais avançados, pode evoluir para sangramento vaginal ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais.

Vacinação

Para prevenir o HPV a vacinação é fundamental. Ela protege quatro tipos do HPV, sendo que dois destes são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos devem ser imunizados.

Exame Papanicolau

“O diagnóstico da doença é feito por acompanhamento médico e o exame Papanicolau. A recomendação é que mulheres façam o exame, a partir da primeira relação sexual, uma vez por ano”, explica Rodolfo.

Alguns fatores de riscos podem causar o câncer do colo do útero, como o início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros, tabagismo e uso prolongado de pílulas anticoncepcionais. O ideal é ter relação utilizando preservativos.

Caso seja diagnosticado na fase inicial, o câncer do colo pode apresentar chances de 100% de cura.

Pacientes oncológicos fazem parte do grupo de risco do coronavírus

Evitar o contato com outras pessoas e manter a higienização das mãos são as principais medidas para a prevenção

A pandemia do novo coronavírus deixa o mundo em alerta. Além de idosos e pessoas com doenças crônicas, a preocupação também é com os pacientes oncológicos, pois muitos deles estão mais vulneráveis a doenças infectocontagiosas por causa de alguns tratamentos que afetam o sistema imunológico.

Dados oficiais da China, divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que, enquanto a taxa de mortalidade geral do coronavírus é de 2,3%, nos pacientes com câncer fica em 5,6%.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), entre os pacientes com câncer, os de maior risco são aqueles com leucemias, linfomas, que passaram por transplante de medula óssea e em tratamento com quimioterapia.

 “O paciente oncológico apresenta uma diminuição da imunidade provocada pela própria doença, por causa da recuperação pós-cirúrgica e pelo efeito de alguns tratamentos, como a quimioterapia”, explica o médico oncologista da Oncoradium de Marabá e Parauapebas, Dr. Rodolfo Amoury Jr.

As recomendações da SBOC são para que o paciente não interrompa o tratamento oncológico.

“É importante e necessário que se evite o contato físico com outras pessoas e principalmente com aquelas que apresentam sintomas gripais. Caso o paciente oncológico tenha sintomas graves como febre, coriza, tosse e falta de ar, a ajuda médica deve ser acionada imediatamente”, destaca.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina contra a gripe também é recomendada e a Campanha Nacional de Vacinação terá início no dia 23 de março, quando idosos e profissionais de saúde terão prioridade para se vacinarem.

A vacina contra a influenza garante proteção para três tipos de vírus (H1N1, H3N2 e Influenza B). Mesmo que a vacina não apresente eficácia contra o coronavírus, é uma forma de prevenção para outros vírus, ajudando a reduzir a demanda de pacientes com sintomas respiratórios e acelerarem o diagnóstico para o coronavírus.

 Como prevenir o contágio

Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel;

Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir;

Evite aglomerações;

Saia de casa apenas quando realmente necessário;

Mantenha os ambientes bem ventilados;

Não compartilhe objetos pessoais.

Foto: Divulgação

Acompanhamento médico desde a infância é fundamental para o bom desenvolvimento dos portadores da Síndrome de Down

Problemas na fala e audição são frequentes

Além de promover a conscientização para quebrar preconceitos e promover mais inclusão, o dia 21 de março chama a atenção também para a necessidade de acompanhamento constante da saúde das pessoas com Síndrome de Down. A data é reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A Síndrome de Down é uma condição genética causada por um descontrole na divisão celular, resulta em material genético extra do cromossomo 21. Daí advém o nome Trissomia do Cromossomo 21.

A síndrome provoca uma aparência facial distinta, deficiência mental, atrasos no desenvolvimento e pode ser associada a doenças cardíaca ou da tireoide.

Dificuldades na audição

Um dos problemas comuns neste público é a dificuldade na audição. Segundo as Diretrizes de Atenção às Pessoas com Síndrome de Down do Ministério da Saúde, cerca de 75% delas sofrem perda auditiva ao longo da vida.

“Todos os bebês devem passar por exames para descobrir se têm algum problema auditivo. Já o diagnóstico com os bebês com síndrome deve ser feito de forma mais completa, sendo repetido aos seis meses de idade e depois anualmente”, explica o médico otorrinolaringologista Dr. Daniel Nunes.

Essa perda auditiva pode reduzir os estímulos necessários ao desenvolvimento da criança, podendo estar relacionada a distúrbios do comportamento, dificuldades em relacionamentos sociais, entre outros.

Os pais precisam observar o comportamento dos filhos, perceber se eles estão atentos aos sons, conversas e aos ruídos.

“O problema da audição pode ser irreversível se não for diagnosticada precocemente. Os prejuízos são vários e, ao longo dos anos, essa pessoa vai apresentar dificuldades em seu desenvolvimento. A escola também tem um papel fundamental na observação”, explica Daniel.

Fala

Os ossos do crânio e da face das pessoas com síndrome são menores que o padrão. Essa variação pode acarretar em uma boca e garganta também menores, prejudicando a produção dos sons. Além disso, o sistema nervoso apresenta diferenças, afetando a linguagem e a fala.

“Todas as crianças desenvolvem a fala com a ajuda da audição. Se esse conjunto não estiver correto, alguma dificuldade deve aparecer. Os portadores de síndrome apresentam também dificuldades para mover a língua”, completa Daniel.

A gagueira é uma das dificuldades mais apresentadas pelas pessoas com Síndrome de Down.

“A fala vai conter pausas prolongadas, repetições de som e palavras. O grande recado que a gente deixa é que todas essas dificuldades podem ser evitadas ou diminuídas, mas é preciso sempre a avaliação do médico especialista que vai definir o procedimento a ser adotado em cada caso”, frisa o médico.

Foto: bebe.abril.com.br

Março Lilás: Maranhão deve registrar 890 novos casos de câncer do colo do útero

O câncer do colo do útero é o segundo tipo mais prevalente no Maranhão.  Até o final de 2020 devem ser registrados 890 novos casos no Estado, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

A campanha Março Lilás pretende conscientizar as mulheres a realizarem o exame Papanicolau frequentemente, o único capaz de detectar o câncer de colo de útero no começo. Caso a doença seja identificada na fase inicial, a chance de cura é muito alta.

Esse tipo de câncer é causado pela infecção por alguns tipos do Papilomavírus Humano, conhecido como HPV. A transmissão da infecção do HPV ocorre por via sexual.

“O câncer do colo do útero pode apresentar um desenvolvimento lento e sem sintomas na fase inicial. O grande número de casos em nosso Estado chama a atenção para a prevenção e diagnóstico precoce da doença”, pontua o médico oncologista da Oncoradium de Caxias, Carlos Eduardo Sá.

Sinais e sintomas

Nos casos mais avançados da doença, a mulher pode apresentar sangramento vaginal ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais.

“Caso apareçam esses sintomas, a mulher precisa procurar ajuda médica para o diagnóstico e monitoramento da doença”, pontua o especialista.

Prevenção
A prevenção eficiente do câncer do colo do útero é a vacinação contra o HPV. Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos fazem parte do público-alvo da vacina. O uso de preservativo é uma medida que reduz o risco de contágio durante a relação sexual.

“Alguns fatores de riscos podem causar o câncer do colo do útero como o início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros, tabagismo e uso prolongado de pílulas anticoncepcionais”, explica o médico.