É hora de prevenir o 3º câncer mais comum entre as mulheres brasileiras

É hora de prevenir o 3º câncer mais comum entre as mulheres brasileiras

Estamos falando do exame Papanicolau: simples, rápido e eficiente

Vamos começar trazendo alguns dados sobre o câncer de colo de útero, o terceiro mais incidente entre as brasileiras:

– Segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA, em 2020, a previsão é que surjam 16.590 casos da doença entre as mulheres;

– Em 2018, ainda segundo o INCA, 6.526 brasileiras morreram por causa desse câncer;

– Para o Maranhão, em 2020, (dados no INCA), a previsão é de 890 casos.

Apesar dos números preocupantes, uma informação traz esperança: o câncer de colo de útero pode ser diagnosticado precocemente, o que aumenta, e muito, as chances de cura.

E como? Por meio do Exame de Papanicolau.

O que é este exame?

É a coleta das células da parede da vagina para análise de laboratório. O objetivo é encontrar lesões ou alguma alteração que denuncie a presença do HPV, vírus responsável por quase todos os casos de câncer de colo de útero.

Só serve para isso?

Não. No papanicolau também podemos identificar outros acometimentos vaginais, como candidíase e vaginoses bacterianas.

Com a palavra, a especialista

De acordo com a ginecologista da Oncoradium Imperatriz, Dra. Fabiana Santos Barreto, o resultado do Papanicolau não é um atestado de que a mulher está com câncer.

“Muito pelo contrário. Uma vez que identificamos qualquer alteração, podemos fazer o diagnóstico das doenças por meio da biópsia e iniciar o tratamento o mais precoce possível. Feito isso, as chances de cura são enormes”, afirma a médica.

Se o quadro do câncer for inicial, as chances de cura podem atingir 90%.

E quando começar?

Recomenda-se a partir dos 25 anos e já com vida sexual ativa. Conforme orientação do Ministério da Saúde, os dois primeiros exames devem ser feitos anualmente. Se não houver alterações, a frequência passa a ser de três em três anos.

“Nós também orientamos que as mulheres continuem fazendo as coletas até os 64 anos, na média. Mas é comum mulheres com essa idade nunca terem feito o exame, aí precisamos conversar e organizar a coleta em um intervalo menor”, acrescenta Dra. Fabiana.

Imagem: Internet (https://www.boaconsulta.com/)

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Ricardo Sottero administrator

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