Hospital Municipal de Araguaína realiza a primeira cirurgia de fissura labiopalatina

Hospital Municipal de Araguaína realiza a primeira cirurgia de fissura labiopalatina

O procedimento foi feito em uma criança internada na UTI Pediátrica. As fissuras são as más formações congênitas mais comuns que afetam a face

 

O Hospital Municipal de Araguaína (HMA) realizou a primeira cirurgia de fissura labiopalatina, uma má formação que pode ocorrer isoladamente ou como parte de um problema ou síndrome genética. O sinal mais característico é a abertura na boca, que resulta em dificuldade para falar e comer.

O procedimento foi feito em uma criança de um ano e nove meses, que estava internada na UTI Pediátrica da unidade no mês de abril.

A chegada de um bebê com fissura provoca um choque e angústia nos pais e familiares. O dentista Dr.Rufino Klug, especialista em cirurgia bucomaxilofacial e que coordenou a cirurgia, destaca que o processo foi um sucesso.

“A paciente é portadora de microcefalia e veio para Araguaína para ficar na UTI Pediátrica por causa de uma pneumonia. O quadro clínico dela exigiu um cuidado redobrado de toda a equipe multiprofissional do HMA. A cirurgia ocorreu tudo como esperado e, no futuro, a criança vai precisar de uma nova cirurgia para fazer pequenos retoques”, afirmou.

De acordo com o Hospital de Reabilitação de Anomalias da Universidade de São Paulo (USP), referência internacional em tratamento e pesquisa da anomalia, a incidência pode variar de acordo com a população estudada, mas, de forma geral, a fissura atinge uma a cada 650 crianças nascidas.

Referência regional

O diretor técnico do HMA, Luiz Flávio Quinta, ressaltou que, com essa cirurgia, a unidade vai se consolidando ainda mais no atendimento infantil no Estado.

“Foi a primeira cirurgia no HMA pelo Centro de Reabilitação e Anomalias do Tocantins. Uma equipe de médicos, dentistas e outros profissionais capacitados estiveram envolvidos nesse procedimento”, disse.

Causas da anomalia

As causas da fissura labiopalatina ainda não são totalmente esclarecidas. Pode ter origem genética e pode estar associada ou não a outras anomalias. Existe ainda relação a fatores como obesidade e deficiência de vitaminas na mãe, excesso à radiação, uso de determinados medicamentos, cigarro e álcool no início da gestação.

O tratamento é multidisciplinar, incluindo cirurgia para fechamento das fissuras e terapias fonoaudiológicas, odontológicas e psicológicas, principalmente. As cirurgias iniciam ao redor dos 3 meses (lábio) e 9 meses (palato) e quanto mais cedo forem executadas, melhor.

 

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Ricardo Sottero administrator

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