Liderança Tóxica: como ela pode impactar a produção da equipe

Liderança Tóxica: como ela pode impactar a produção da equipe

Líderes que não dedicam tempo para ouvir seus colaboradores deixam de receber informações fundamentais

A atuação da liderança é fundamental em qualquer empresa e, por isso, é tão importante que os líderes vivenciem a cultura e sejam um modelo positivo de comportamento para as outras pessoas. Quando isso não acontece, o resultado pode ser tóxico ou destrutivo, criando um impacto de longo prazo que a empresa pode demorar anos para reverter.

Como identificar? 

A jornalista Cárita Bezerra, especialista em comunicação para empresas, explica que uma liderança tóxica não tem um perfil, mas emite algumas características que podem ser observadas.  

“Quando a equipe é desmotivada, ou extremamente introspectiva, ou quando ela não participa, é ausente das ações da empresa, provavelmente ela está sendo vítima de alguma toxicidade por parte do líder. Uma liderança que não motiva provoca uma grave baixa na autoestima dos colaboradores”, esclarece. 

Segundo o Instituto Panamericano de Alta Direção de Empresas – IPADAE, foi constatado que entre 5% e 10% dos colaboradores de uma empresa dedicam-se por longas horas a reclamar de tudo o que acontece dentro do ambiente de trabalho quando se tem uma liderança tóxica. 

Conheça o comportamento do seus liderados 

Líderes que não dedicam tempo para ouvir seus colaboradores deixarão de receber informações fundamentais que podem impactar nos resultados da empresa.

“É muito importante que o líder tenha uma autocrítica, que ele tenha autoconhecimento e se observe. É importante observar se os colaboradores não participam dos seus projetos, ou se fora do ambiente de departamento eles não fazem questão de interagir com o líder. Fique atento se o liderado se sente à vontade com a sua presença ou apresenta algum medo ou nervosismo quando é chamado para uma conversa. São indícios que merecem autocrítica”, diz Cárita Bezerra. 

Colocando em prática 

Líderes tóxicos geralmente adotam posturas autocráticas e não têm muita abertura ao diálogo com a equipe. Impõem o que deve ser feito e não se preocupam muito com os impactos de suas decisões nas pessoas. A jornalista, especialista em comunicação para empresas, afirma que a mudança é feita no dia a dia. 

“Após fazer essa avaliação do envolvimento do departamento com o líder, o próximo passo é começar observar suas ações com os liderados. Ouvir os seus colaboradores, escutar as observações e sugestões, passar feedbacks, valorizar as ideias apresentadas por eles, se preocupar com a equipe, motivar o grupo e pensar na saúde mental de cada um são passos importantes para desfazer toxicidades construídas nesse ambiente institucional”, conclui a jornalista. 

Não quero um líder tóxico 

Se a empresa possui um grande número de funcionários e dificulta a elaboração de entrevistas de emprego personalizadas, uma excelente estratégia é a realização de uma pesquisa online na qual seja aplicado diferentes tipos de testes de personalidade, ou qualquer outro instrumento que lhe permita medir as habilidades emocionais dos possíveis candidatos a líder.

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