Março Lilás: exame Papanicolau pode diagnosticar câncer do colo do útero

Março Lilás: exame Papanicolau pode diagnosticar câncer do colo do útero

O exame é recomendado para mulher a partir da primeira relação sexual

Até o final de 2020 devem ser registrados 780 novos casos de câncer de colo do útero no Pará, a estimativa é do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Ele é o segundo tipo mais comum no Estado entre as mulheres, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. A campanha Março Lilás alerta para a prevenção e combate a doença.

“A doença é causada pela infecção por alguns tipos do Papilomavírus Humano, que é o HPV. Ele é um câncer que apresenta um desenvolvimento lento e que não necessariamente apresente sintomas na fase inicial”, frisa o médico da Oncoradium de Marabá e Parauapebas, Dr. Rodolfo Amoury Jr.

Nos casos mais avançados, pode evoluir para sangramento vaginal ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais.

Vacinação

Para prevenir o HPV a vacinação é fundamental. Ela protege quatro tipos do HPV, sendo que dois destes são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos devem ser imunizados.

Exame Papanicolau

“O diagnóstico da doença é feito por acompanhamento médico e o exame Papanicolau. A recomendação é que mulheres façam o exame, a partir da primeira relação sexual, uma vez por ano”, explica Rodolfo.

Alguns fatores de riscos podem causar o câncer do colo do útero, como o início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros, tabagismo e uso prolongado de pílulas anticoncepcionais. O ideal é ter relação utilizando preservativos.

Caso seja diagnosticado na fase inicial, o câncer do colo pode apresentar chances de 100% de cura.

Sobre o Autor

Equipe Singular editor

Deixe uma resposta