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Super Heróis visitaram pacientes internados no Hospital Municipal de Araguaína

O encontro levou magia e alegria para crianças, acompanhantes e profissionais da unidade

Heróis e personagens dos filmes e quadrinhos fizeram uma visita bastante especial ao Hospital Municipal de Araguaína (HMA) e animaram o dia dos pacientes infantis, acompanhantes e colaboradores. A ação aconteceu na manhã da última quarta-feira, 17.

A surpresa e os sorrisos dos profissionais foram vistos logo que os personagens chegaram à unidade. A cada dois passos, os voluntários ouviam um “eu posso tirar uma foto com vocês?”.

Mas a alegria de verdade foi sentida assim que os cosplayers (nome dado às pessoas que se caracterizam de personagens da ficção, seja de filmes, quadrinhos, desenhos, games, entre outros) entraram na brinquedoteca. O brilho no olhar das crianças já mostrava que aquele dia seria pra lá de especial.

Magia e heroísmo

Homem Aranha, Supergirl, Aladdin e a Princesa Jasmine estavam cheios de histórias para contar, todas repletas de magia e atos de heroísmo. Eles foram interpretados por jovens voluntários que têm como hobbie o cosplay para ações solidárias e eventos do segmento.

E a magia também partiu da brinquedoteca do hospital direto para a UTI Pediátrica. Os pequenos logo se animaram e quiseram bater papo com os heróis.

“Eu conheci a Super Girl, fiquei muito feliz, gostei muito mesmo”, disse a pequena Heloisa Santos, paciente na UTI.

A mãe, Alvina dos Santos, destacou a importância da ação.

“O hospital é um local onde as crianças não estão bem, então é uma diversão que os alegra. Ver esse pessoal praticando essa boa ação é uma terapia que com certeza ajuda no tratamento”, finalizou.

A médica pediátrica, Aliandra Orlandino, reforçou que esse tipo de iniciativa é, de fato, bastante benéfico para os pacientes.

“Nós precisamos fazer isso mais vezes, porque as crianças ficam muito felizes. Isso reflete no tratamento delas e facilita o nosso trabalho. Vamos sempre priorizar esse tipo de atendimento as nossas crianças”, destacou Aliandra.

O maior herói de todos

Questionado se tinha gostado da visita, o pequeno Carlos Henrique deu uma resposta para lá de especial.

“Gostei muito da visita de todos eles, mas o que eu mais gosto é o meu pai, porque ele também é um super-herói”, disse.

O Marcelo Lima, pai do Carlos Henrique, se emocionou com a resposta do filho. Ele também adorou a presença dos visitantes.

“Foi muito legal e serve para animar as crianças em tratamento, dá uma energia positiva”, destacou.

Maísa Alves, Professora de inglês, é a Princesa Jasmine nas horas vagas. Para ela, levar alegria para os pacientes é o maior presente.

“As crianças são responsabilidade da sociedade, ou seja, de todos nós, então sempre que possível é bom tentarmos levar um pouquinho de luz para elas”, finalizou.

UPA de Araguaína registra taxa de 95% na resolução dos atendimentos

O fluxo de pacientes aumentou 43% nos primeiros quatro meses de 2019. E mesmo com os dados positivos, ISAC reconhece necessidade imediata de redução no tempo de espera e atendimento

A Unidade de Pronto Atendimento do Araguaína Sul (UPA 24 horas) vem registrando bons indicadores desde o início do ano. Um levantamento feito pelo Instituto de Saúde e Cidadania (ISAC), que administra a unidade, mostrou que, na comparação entre janeiro e abril, o aumento no volume de atendimento foi de 43%.

A meta de resolutividade estabelecida internamente pelo ISAC para a unidade é de 95% e foi superada em abril. Em janeiro foram 6.705 atendimentos na UPA, entre clínica médica e pediatria, uma média de 216 atendimentos/dia.

Já em abril, esse número passou para 9.585 atendimentos, com uma média de 319,5 atendimentos diários. Nos meses de março e abril, a UPA de Araguaína funcionou acima da capacidade estipulada conforme dimensionamento da unidade, que é de 8 mil atendimentos por mês.

Apesar dos dados positivos, o ISAC reconhece que, devido ao alto número de atendimentos, há uma necessidade imediata de melhora no tempo de espera dos pacientes e também redução no tempo de atendimento total, melhorando os fluxos internos.

“Estamos focados na resolução como um todo. Importante ressaltar que a UPA é uma unidade destinada para urgências e emergências, no entanto, a maioria dos nossos atendimentos são para casos clínicos menos graves”, explica Maria Dulcimary Fonseca, diretora geral das unidades.

Azul e verde

A maioria dos pacientes atendidos no primeiro quadrimestre do ano, 50%, foi classificada na cor verde, seguido da cor amarela com 41%, cor laranja 8%, cor azul com 1% e, por último, pacientes classificados pela cor vermelha, que não chegaram a representar 1%.

O paciente classificado com a cor verde indica que ele não corre risco de morte, podendo aguardar mais tempo para atendimento, dando prioridade para casos amarelos, laranjas ou vermelhos.

Quanto aos pacientes identificados com a pulseira azul, são aqueles que poderiam resolver o problema na rede básica de saúde.

“Os pacientes azuis já foram em maior número, mas há algum tempo estamos fazendo um trabalho de orientação, informação e conscientização, com a coordenação da nossa assistência social, junto a essas pessoas indicando qual o melhor caminho para sanar as situações”, acrescenta a diretora.

Cálculo

A taxa de resolutividade apresentada pelo instituto é calculada da seguinte forma: número de atendimentos totais, menos as transferências e menos os óbitos. O valor é dividido pelo número de atendimentos totais e multiplicado por 100.

“Após as mudanças implementadas na UPA desde o início do ano, estabelecemos a meta dos 95%, mas ela pode e deve ser alterada para mais, ou seja, o ideal é chegarmos acima de 98%”, explica Vinícius Menezes, gerente de qualidade do ISAC.

Hospital Municipal de Araguaína realiza a primeira cirurgia de fissura labiopalatina

O procedimento foi feito em uma criança internada na UTI Pediátrica. As fissuras são as más formações congênitas mais comuns que afetam a face

 

O Hospital Municipal de Araguaína (HMA) realizou a primeira cirurgia de fissura labiopalatina, uma má formação que pode ocorrer isoladamente ou como parte de um problema ou síndrome genética. O sinal mais característico é a abertura na boca, que resulta em dificuldade para falar e comer.

O procedimento foi feito em uma criança de um ano e nove meses, que estava internada na UTI Pediátrica da unidade no mês de abril.

A chegada de um bebê com fissura provoca um choque e angústia nos pais e familiares. O dentista Dr.Rufino Klug, especialista em cirurgia bucomaxilofacial e que coordenou a cirurgia, destaca que o processo foi um sucesso.

“A paciente é portadora de microcefalia e veio para Araguaína para ficar na UTI Pediátrica por causa de uma pneumonia. O quadro clínico dela exigiu um cuidado redobrado de toda a equipe multiprofissional do HMA. A cirurgia ocorreu tudo como esperado e, no futuro, a criança vai precisar de uma nova cirurgia para fazer pequenos retoques”, afirmou.

De acordo com o Hospital de Reabilitação de Anomalias da Universidade de São Paulo (USP), referência internacional em tratamento e pesquisa da anomalia, a incidência pode variar de acordo com a população estudada, mas, de forma geral, a fissura atinge uma a cada 650 crianças nascidas.

Referência regional

O diretor técnico do HMA, Luiz Flávio Quinta, ressaltou que, com essa cirurgia, a unidade vai se consolidando ainda mais no atendimento infantil no Estado.

“Foi a primeira cirurgia no HMA pelo Centro de Reabilitação e Anomalias do Tocantins. Uma equipe de médicos, dentistas e outros profissionais capacitados estiveram envolvidos nesse procedimento”, disse.

Causas da anomalia

As causas da fissura labiopalatina ainda não são totalmente esclarecidas. Pode ter origem genética e pode estar associada ou não a outras anomalias. Existe ainda relação a fatores como obesidade e deficiência de vitaminas na mãe, excesso à radiação, uso de determinados medicamentos, cigarro e álcool no início da gestação.

O tratamento é multidisciplinar, incluindo cirurgia para fechamento das fissuras e terapias fonoaudiológicas, odontológicas e psicológicas, principalmente. As cirurgias iniciam ao redor dos 3 meses (lábio) e 9 meses (palato) e quanto mais cedo forem executadas, melhor.

 

Acompanhantes da UTI Pediátrica participam de projeto de geração de renda

A ideia é aproveitar o tempo dentro do hospital para aprender atividades que permitam uma nova oportunidade de negócio no futuro

 Pais e acompanhantes de pacientes da UTI Pediátrica do Hospital Municipal de Araguaína começaram a participar de um projeto que tem como meta possibilitar a geração de renda a mais para as famílias.

A parceria entre o Instituto Saúde e Cidadania – ISAC, responsável pela gestão da unidade, com o Centro de Geração de Renda da Secretaria Municipal da Assistência Social, Trabalho e Habitação prevê que os acompanhantes usem o tempo dentro do hospital para produzir tapetes, crochês, artesanatos, entre outros artigos.

A iniciativa faz parte do projeto Interação no Conforto dos Pais na UTI Pediátrica, criada no início deste ano.

A dona de casa Eva Cleiba, que está com a filha internada na UTI, é moradora de Conceição do Tocantins e gostou da iniciativa. Ela disse que pretende continuar fazendo os tapetes quando voltar para casa para completar a renda familiar.

“É um meio da gente se distrair e faturar um rendimento a mais. Estou gostando muito de fazer tapetes, antes eu não sabia fazer essas peças”.

A fisioterapeuta do HMA e uma das voluntárias do projeto, Maria Martha, explica que a ação já tem grande adesão entre os acompanhantes, mesmo sendo voluntária.

“O projeto foi iniciado no mês de março e foi pensado para acompanhantes da UTI Pediátrica terem uma forma de distração e sair desse processo de angústia. Já foram realizadas várias atividades com psicóloga, nutricionista, fonoaudiólogo e outras dinâmicas para que eles saiam dessa rotina rigorosa de um hospital”, afirmou.

A cozinheira Maria Alves Fonseca, que acompanha o neto na UTI, disse que o projeto está possibilitando o aprendizado de uma nova atividade.

“Quando eu fiquei sabendo, fiquei curiosa em participar. É importante fazer essas atividades, pois teremos uma renda e será uma forma de aproveitar o tempo que estamos no hospital”.

A cozinheira Maria Alves Fonesca, que acompanha o neto na UTI, disse que o projeto possibilitou o aprendizado de muitas atividades. Acompanhantes da UTI Pediátrica participam de projeto de geração de renda (1) Acompanhantes da UTI Pediátrica participam de projeto de geração de renda (2) Acompanhantes da UTI Pediátrica participam de projeto de geração de renda (4)

Em 10 meses, UPA, HMA e AME têm avanços estruturais e de gestão

No balanço apresentado pelo ISAC, gestora das unidades, há também os desafios e serem superados em cada unidade

Diretores do Instituto Saúde e Cidadania – ISAC, organização social que gere o Hospital Municipal de Araguaína (HMA), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Ambulatório Municipal de Especialidades (AME), apresentaram, na última sexta-feira (15), um balanço das atividades desenvolvidas, investimentos e desafios no período entre maio de 2018 e fevereiro de 2019.

O encontro contou com a participação autoridades do Executivo e Legislativo Municipal, órgãos de controle externo, conselhos sociais e imprensa.

A diretora geral das unidades, Maria Dulcimary, destacou a importância do balanço para a sociedade.

“Apresentamos os avanços em 10 meses de gestão com todas as dificuldades e limitações que tivemos, especialmente em relação aos repasses financeiros, mas conseguimos avançar muito em relação aquilo que foi proposto inicialmente, oferecendo um serviço de qualidade para a comunidade de Araguaína e região”, disse.

UPA

A unidade com maior fluxo de pacientes gerida pelo ISAC teve avanços estruturais e de gestão importantes para assegurar qualidade e comodidade dos usuários. Entre os principais investimentos feitos estão:

Implantação da Classificação de Risco (Protocolo de Manchester)

Aquisição e operacionalização do Equipamento Trius;

Construção da Farmácia e Central de Abastecimento da Farmácia

Sistema de Informação Integrado;

Sistema de senhas com voz e monitor;

Adequação e reforma nos consultórios;

Adequação da Sala de RX;

Implantação da sala de ECG;

Aquisições de móveis e equipamentos;

Melhoria do clima organizacional (relacionamento com funcionários, fornecedores e prestadores).

O encontro também foi um espaço importante para reconhecer os pontos de melhorias e propor projetos para resolução:

Instabilidade do repasse financeiro do contrato;

Melhoria da infraestrutura e ampliação da recepção para separação dos fluxos;

Estacionamento para funcionários;

Isolamento da área de urgência e emergência.

Adequação para mudança de porte e opção da UPA e ampliação da capacidade de atendimento

Poder público

O Chefe de Gabinete, Wagner Rodrigues, e secretário municipal da Saúde, Jean Coutinho, participaram do encontro e concordaram que os esforços de Prefeitura e ISAC são pela qualidade e eficiência no serviço para o usuário, e avaliaram positivamente a gestão do instituto.

“No curto período de dez meses, houve avanços muito positivos, muita modificação no serviço, na adequação de fluxo, melhorias no atendimento, além da adequação e operacionalização da UTI Pediátrica”, pontuou.

O presidente da Câmara de Vereadores, Gipão, disse estar satisfeito com a atuação do ISAC na gerência das unidades de saúde.

“Nós sabemos que a gestão pública tem que ter participação do município, do Estado e do Governo Federal. Às vezes por alguma deficiência de recurso e repasse, o trabalho acaba dificultado, porém, mesmo com esses problemas, o contexto geral é bem positivo, é produtivo, tanto o trabalho da instituição, quanto o esforço individual de cada profissional em atender a comunidade”, disse.

Agnaldo da Silva Teixeira, conselheiro do Conselho Municipal de Saúde, comentou que já teve experiência com gestões anteriores e elogiou a atuação do ISAC.

“Nossa UPA, em relação à organização anterior, melhorou na faixa de 60%. Ainda temos muito a melhorar. Se os repasses forem feitos regularmente, vamos ter uma UPA de acordo com o perfil da portaria 10, o sonho de todo araguainense quer ter”, explicou o conselheiro.

HMA

O Hospital Municipal de Araguaína, referência pediátrica para toda a região norte do Tocantins, também recebeu investimentos importantes e de destaque, como a operacionalização da UTI Pediátrica.

Mudança do AME para o UNITPAC (oferta de 100% das especialidades previstas em contrato);

Implantação de mais 10 leitos de retaguarda com reforma e adequação de mais duas enfermarias;

Implantação de Usinas de O2 e Ar Medicinal;

Reforma da Cozinha;

Reforma da Estabilização;

Reforma da Recepção;

Climatização de quatro enfermarias;

Adequação de espaço para acolhimento dos pais dos pacientes da UTI Pediátrica;

Implantação da Cirurgia Pediátrica (Especialistas);

Novas especialidades para suporte ao Hospital (Oncopediatria, Gastropediatria, Cirurgia Pediátrica, entre outras).

A unidade também tem desafios a serem superados.

Infraestrutura antiga;

Instabilidade do repasse financeiro do contrato;

Climatizar 100% das enfermarias;

Realizar pintura e reforma das enfermarias (projeto em curso)

Implantação do Lactário (em andamento);

Projeto “Adote uma enfermaria”.

Busca pela certificação ONA

Durante o encontro, a diretora Maria Dulcimary explicou que o ISAC está em busca da certificação ONA para a UPA.

“Todos os projetos geridos pelo ISAC buscam a acreditação ONA, como demonstrativo de excelência de gestão e qualidade dos serviços de saúde aos usuários do SUS. Nenhuma unidade de saúde na região norte possui tal certificação”, finalizou a diretora.

A Organização Nacional de Acreditação é uma entidade não governamental e sem fins lucrativos que certifica a qualidade de serviços de saúde no Brasil.

 

 

UTI pediátrica humanizada conta com espaço para conforto de acompanhantes

A nova sala tem sofá, TV, banquetas, espaço para higienização e pretende dar mais comodidade aos pais e responsáveis durante a passagem pelo hospital

 

Todos os dias, mães, pais e acompanhantes de pacientes da UTI Pediátrica do Hospital Municipal de Araguaína – HMA frequentam a unidade para acompanhar o tratamento  das crianças e torcer sempre pela melhora na saúde do paciente.

O Instituto Saúde e Cidadania – ISAC, responsável pela gestão da unidade, decidiu tornar essa espera um pouco mais confortável e montou, em parceria com o empresário Rodrigo Mocó, das Lojas Nosso Lar, e com Wagner Rodrigues, secretário Chefe de Gabinete da Prefeitura de Araguaína, uma sala de estar com sofá, televisão, ar-condicionado, porta revistas, purificador de água, banquetas e bancada para receber os acompanhantes.

Atendimento humanizado

A diretora geral do HMA, Maria Dulcimary Fonseca, explica que humanizar o atendimento é uma prioridade do hospital.

“Estamos tornando esse ambiente o mais confortável possível para que pais e acompanhantes se sintam ainda mais acolhidos na unidade. Sabemos que o tratamento é um período bem delicado e esse espaço vai proporcionar pelo menos um descanso no dia a dia deles”, destacou a diretora.

Dorivan Alves da Silva, que está com um filho internado na UTI, foi uma das primeiras a fazer uso da sala e aprovou logo de cara.

“Eu gostei muito. Esse espaço é importante, porque praticamente moramos no hospital. Precisamos ir na UTI e, quando a gente retorna, podemos vir descansar um pouco. O ambiente está bem confortável, podemos descansar no sofá, tem a TV para assistir. Gostaria de parabenizar toda a equipe do hospital pelo atendimento que estamos recebendo aqui, os profissionais são muito bem-educados”, afirmou.

Projeto com equipe multiprofissional

Além da acomodação, o ISAC ainda vai promover um projeto com os acompanhantes e a equipe multiprofissional, esclarecendo dúvidas sobre as normas da UTI e possibilitar trocas de experiências com outros pais. Encontro periódicos serão agendados para deixar o ambiente mais humanizado.

“Este é um espaço que pode e deve ser melhorado sempre, por isso estamos sempre abertos à colaboração de empresários e quem mais quiser ajudar. O foco será sempre o bem-estar dos acompanhantes”, enfatiza Síntia Barros, analista do Núcleo de Educação Permanente do HMA.

Documento para tratamento fora do domicílio é usado em demandas de média e alta complexidade

Os pacientes que necessitam de atendimento em especialidades não oferecidas no HMA são transferidos para outras unidades de saúde no Estado

 No Hospital Municipal de Araguaína (HMA), as demandas de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) se concentram, em sua grande maioria, na parte neuropediatria e otorrino. Segundo a assistente social do HMA, Marleide Teodoro, só por meio do TFD a criança recebe o remanejamento adequado para a continuidade do tratamento médico.

“O TFD é um documento em que o Hospital solicita às regulações de saúde, municipal e estadual, a transferência do paciente para outra unidade hospitalar que tenha condições de oferecer o tratamento de média complexidade, caso o HMA não tenha a especialidade, e alta complexidade de maneira geral, conforme necessidade do interno”, explica.

O TFD também assegura uma ajuda de custo para o paciente e, em alguns casos, para o acompanhante também.

“Como é um tratamento fora do domicílio, geralmente as famílias não têm condições de se manterem nesse lugar novo, então o Estado ou o município assumem algumas despesas, como a alimentação, deslocamento e hospedagem, por exemplo”, pontua Marleide.

Importante ressaltar que o TFD funciona para transferências dentro do Estado de origem.

Já a CNRAC é que define quais procedimentos de alta complexidade têm âmbito interestadual. O objetivo é garantir o acesso da população a procedimentos médicos que são oferecidos em Estados fora do domicílio do paciente.

Natal antecipado alegrou as crianças internadas no HMA

Papai Noel e a equipe do hospital distribuíram presentes, além cantar em coro músicas natalinas

Deu para ouvir de longe as músicas de natal que tomaram conta dos corredores do Hospital Municipal de Araguaína – HMA. Enquanto isso, os pacientes infantis internados e seus acompanhantes esperavam ansiosos pela visita do Papai Noel, que aconteceu na manhã da última quinta-feira, 20.

A visita do bom velhinho aconteceu mais cedo para as crianças e ele não estava sozinho. Os colaboradores do Instituto Saúde e Cidadania – ISAC fizeram o papel de duendes e carregaram os presentes, enquanto cantavam em coro lindas cantigas natalinas, o suficiente para emocionar a professora Marizete das Mercedes Santana e sua filha, Gabriela.

“Essa ação foi surpreendente para mim e para a minha filha. Creio que foi gratificante para o coração de todos os presentes. Com certeza esse dia ficará marcado para sempre na memória das crianças”, destacou Marizete.

 Orgulho em ser Papai Noel

Assim que pequena Gabriela ganhou presente, já foi brincar. “O Papai Noel aparecendo foi muito legal, gostei bastante do meu presente”, disse.

O arquivista do hospital e Noel de primeira viagem, Bruno Brito, não conseguia esconder a emoção.

“Foi uma experiência incrível, você vê a alegria nos olhos das crianças, principalmente no ambiente hospitalar, onde estão tristes, doentes, sentindo dor, mas você vê que elas estão felizes e por isso a gente se sente gratificado de verdade”, comentou.

Antes da entrega de presentes, um pequeno teatro mostrou para as crianças a história do natal e do menino Jesus.

Tratamento humanizado

A médica da UTI Pediátrica, Dra. Aliandra Orlandina, destacou a necessidade da humanização no ambiente hospitalar.

“A humanização é prioridade para toda a equipe do Hospital, porque aproxima os familiares e interfere diretamente na melhora dos pacientes. A gente consegue perceber isso no dia a dia, quando realizamos essa aproximação, especialmente em cuidado crítico, os pacientes têm uma resposta melhor ao tratamento”, explicou.

Vilma Andrade de Meneses, mãe do pequeno Bruno Alex, adorou a ação promovida pelo ISAC. “Eu gostei muito, é a primeira vez que meu menino fica internato no HMA, o acolhimento é muito grande e eu gostei. Ele adorou”, agradeceu a mãe.

Coral formado por colaboradores do HMA encheu os corredores de cantigas natalinas 01 Coral formado por colaboradores do HMA encheu os corredores de cantigas natalinas 02 Donos das notas musicais O coral também levou música para os quartos Papai Noel presenteia crianças no natal antecipado do ISAC 01 Papai Noel presenteia crianças no natal antecipado do ISAC 02 Teatro mostrou para as crianças a história do natal e do menino Jesus Todos reunidos para fotografia

Saiba como colaborar para a prevenção de infecções hospitalares

Mesmo sem intenção, acompanhantes podem ser o veículo para agentes infecciosos. Celular é um dos grandes vilões

O ambiente hospitalar possui padrões rígidos de higiene e assepsia como forma de garantir qualidade no tratamento e recuperação dos pacientes. Uma pessoa já debilitada está ainda mais vulnerável a qualquer interferência externa, principalmente infecções.

Por isso o Instituto Saúde e Cidadania – ISAC, responsável pela gestão compartilhada do Hospital Municipal de Araguaína (HMA), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Araguaína Sul e Ambulatório Municipal de Especialidades (AME), alerta os acompanhantes de pacientes internados para que não se tornem, mesmo que de forma involuntária, veículos de agentes causadores das diversas infecções hospitalares.

Levando em conta a quantidade de pessoas adoecidas em um hospital, o acompanhante acaba se tornando um enorme reservatório de micro-organismos. Existe um grande esforço para impedir a proliferação, mas todo o trabalho pode acabar sendo ameaçado por atitudes consideradas “inocentes”.

Vilão moderno

Adriano Rocha e Silva, gerente de Enfermagem do ISAC em Araguaína, explica que as unidades contam com um Serviço de Controle de Infecção Hospitalar para oferecer segurança aos pacientes. “São protocolos e medidas que asseguram um ambiente limpo e propício para os tratamentos”.

Um item comum e que poucos sabem do potencial infeccioso são os telefones celulares. Uma pesquisa realizada nos EUA apontou que o aparelho pode ser mais sujo que um banheiro. Dezenas de milhares de bactérias podem ser encontradas no celular.

“É muito comum que os acompanhantes deixem os pacientes mexerem no aparelho para se distrair e o risco é enorme. Por isso que proibimos o uso do celular em várias alas do hospital”, comenta Adriano.

Conheça outros comportamentos simples que são decisivos para evitar infecções hospitalares:

1 – No momento da entrada e permanência no hospital é importante a lavagem correta das mãos. Nos banheiros das unidades, há adesivos indicando como fazer.

2 – Não levar para o hospital alimentos, travesseiros, lençóis e brinquedos de pelúcia.

3 – Não dormir ou permanecer sentado na cama do paciente, principalmente pacientes pós-cirúrgicos.

4 – Não deixar pertences (sacolas, bolsas, roupas e celular) e restos de alimentos na cama do paciente.

5 – Não encostar a cama do paciente na parede, pois pode haver bactérias ou outros micro-organismos infectantes.

6 – Não permitir que o paciente fique sentado ou deitado no chão, pois é um local com risco de contaminação.

7 – Não ficar transitando em outros quartos ou corredores do hospital, pois os pacientes são distribuídos nas enfermarias de acordo com sua patologia.

8 – Respeitar sempre os horários de troca de acompanhante, e horário, tempo e quantidade de visitantes por paciente.

Thainá Leal, coordenadora do Serviço de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde – SCIRAS, lembra que os bons hábitos surgem com o comprometimento diário.

“Essas atitudes parecem simples, porém podem, com certeza, salvar vidas. Muitas vezes, nós que trabalhamos no Serviço de Controle de Infecção Hospitalar somos até mesmos taxados de ‘chatos’ por estarmos constantemente cobrando a adesão a essas práticas, todavia o que de fato estamos querendo é que nosso paciente se recupere o mais rápido possível e não adquira nenhum dano a mais no seu processo de recuperação”.

 

 

Pacientes atendidos na UPA, HMA e AME podem avaliar o serviço e dar sugestões para melhorias

Mais de 500 avaliações são recolhidas todos os meses nas unidades

 Seguindo as vias do atendimento humanizado, os pacientes do Hospital Municipal de Araguaína – HMA, Unidade de Pronto Atendimento – UPA e Ambulatório Municipal de Especialidades – AME contam com o trabalho do Serviço de Atendimento ao Usuário – SAU para avaliar o tratamento recebido nas unidades.

O SAU é um canal de comunicação direto entre paciente e Instituto Saúde e Cidadania – ISAC, no qual é possível dar opiniões sobre o atendimento, elogiar ou criticar a atuação dos profissionais e dar sugestões para melhoria dos serviços.

A abordagem do SAU é realizada por meio de pesquisa direta. A técnica em Enfermagem, Gislene Marinho, aguarda o final da consulta dos pacientes para fazer perguntas sobre o atendimento e coletar depoimentos. O usuário pode também recolher um formulário, preenchê-lo com as informações e depositar em urnas espalhadas pelas unidades hospitalares.

500 formulários recolhidos todos os meses

Todos os dias as pesquisas são recolhidas e, caso haja reclamações, são imediatamente repassadas para os setores responsáveis e os problemas encontrados entram em vias de resolução.

Mensalmente, são recolhidos cerca de 500 formulários, mas, em meses atípicos, o número pode chegar a 700, dependendo da quantidade de atendimentos realizados.

“As pessoas podem classificar o atendimento como ótimo, bom, regular ou péssimo. A maior parte feedback que estamos recebendo é positivo e nossos campeões de elogios são o setor de atendimento, o de Enfermagem e a Nutrição”, destaca Gislene.

Francisca Damiana de Sousa, cozinheira, foi atendida no HMA e aprovou a conduta da unidade. “É importante que o hospital queira ouvir a opinião dos pacientes, melhor ainda quando reconhece seus erros e melhora os serviços baseados em uma reclamação. Fui muito bem atendida e espero que continue sempre assim”, finalizou Francisca.