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UPA de Araguaína registra taxa de 95% na resolução dos atendimentos

O fluxo de pacientes aumentou 43% nos primeiros quatro meses de 2019. E mesmo com os dados positivos, ISAC reconhece necessidade imediata de redução no tempo de espera e atendimento

A Unidade de Pronto Atendimento do Araguaína Sul (UPA 24 horas) vem registrando bons indicadores desde o início do ano. Um levantamento feito pelo Instituto de Saúde e Cidadania (ISAC), que administra a unidade, mostrou que, na comparação entre janeiro e abril, o aumento no volume de atendimento foi de 43%.

A meta de resolutividade estabelecida internamente pelo ISAC para a unidade é de 95% e foi superada em abril. Em janeiro foram 6.705 atendimentos na UPA, entre clínica médica e pediatria, uma média de 216 atendimentos/dia.

Já em abril, esse número passou para 9.585 atendimentos, com uma média de 319,5 atendimentos diários. Nos meses de março e abril, a UPA de Araguaína funcionou acima da capacidade estipulada conforme dimensionamento da unidade, que é de 8 mil atendimentos por mês.

Apesar dos dados positivos, o ISAC reconhece que, devido ao alto número de atendimentos, há uma necessidade imediata de melhora no tempo de espera dos pacientes e também redução no tempo de atendimento total, melhorando os fluxos internos.

“Estamos focados na resolução como um todo. Importante ressaltar que a UPA é uma unidade destinada para urgências e emergências, no entanto, a maioria dos nossos atendimentos são para casos clínicos menos graves”, explica Maria Dulcimary Fonseca, diretora geral das unidades.

Azul e verde

A maioria dos pacientes atendidos no primeiro quadrimestre do ano, 50%, foi classificada na cor verde, seguido da cor amarela com 41%, cor laranja 8%, cor azul com 1% e, por último, pacientes classificados pela cor vermelha, que não chegaram a representar 1%.

O paciente classificado com a cor verde indica que ele não corre risco de morte, podendo aguardar mais tempo para atendimento, dando prioridade para casos amarelos, laranjas ou vermelhos.

Quanto aos pacientes identificados com a pulseira azul, são aqueles que poderiam resolver o problema na rede básica de saúde.

“Os pacientes azuis já foram em maior número, mas há algum tempo estamos fazendo um trabalho de orientação, informação e conscientização, com a coordenação da nossa assistência social, junto a essas pessoas indicando qual o melhor caminho para sanar as situações”, acrescenta a diretora.

Cálculo

A taxa de resolutividade apresentada pelo instituto é calculada da seguinte forma: número de atendimentos totais, menos as transferências e menos os óbitos. O valor é dividido pelo número de atendimentos totais e multiplicado por 100.

“Após as mudanças implementadas na UPA desde o início do ano, estabelecemos a meta dos 95%, mas ela pode e deve ser alterada para mais, ou seja, o ideal é chegarmos acima de 98%”, explica Vinícius Menezes, gerente de qualidade do ISAC.

Hospital Municipal de Araguaína ganha materiais didáticos de ligas acadêmicas

Os alunos fizeram uma doação de cadernos, lápis de cor, giz de cera, entre outros, que serão usados nas atividades com os pacientes na brinquedoteca

 

Acadêmicos da Liga Universitária de Psicologia Aplicada se uniram aos alunos do curso de Direito e Gestão Hospitalar, integrantes da Liga Universitária da Solidariedade da Faculdade Católica Dom Orione, e arrecadaram materiais didáticos que foram doados para a brinquedoteca do Hospital Municipal de Araguaína – HMA.

Com quatro dias de campanha, os alunos conseguiram borrachas, quebra-cabeças, cadernos de desenho, canetas coloridas, lápis de cor, giz de cera, lápis de escrever e apontadores. Todo o material foi entregue pelos alunos ao HMA no último dia 16.

Bom para todos

Para a acadêmica Maria Victória Carvalho, participante do projeto, a iniciativa foi de grande importância também para uma interação maior entre alunos e professores.

“Nós sabemos que o hospital não recebe apenas pacientes de Araguaína, por ser referência na região, e nós imaginamos a grande demanda que ele tem todos os dias. Então as duas ligas se juntaram e resolvemos tomar essa iniciativa de arrecadar esses materiais. A idéia é fazer o bem aos pequenos, que já estão muito sensíveis no ambiente hospitalar, além de promover uma maior interação entre as ligas com projetos como esses”, afirma a acadêmica.

Tornar a internação mais leve

Cerca de 25 alunos participaram do projeto. Eles foram divididos em grupos e, na oportunidade, conheceram mais sobre algumas áreas do hospital. O primeiro local mostrado para eles foi a brinquedoteca, onde o material foi deixado.

Contente, a analista do Núcleo de Educação Permanente em Saúde do ISAC, Síntia Barros, agradeceu a iniciativa dos alunos.

“Estamos muito felizes com esse gesto de  amor e solidariedade. O  HMA busca  proporcionar aos pacientes que a experiência na internação seja o mais agradável possível e o colorir contribui muito  neste aspecto. Todo o material recebido será utilizado nas atividades lúdico-pedagógicas”, finalizou Síntia.

 

 

 

Hospital Municipal de Araguaína realiza a primeira cirurgia de fissura labiopalatina

O procedimento foi feito em uma criança internada na UTI Pediátrica. As fissuras são as más formações congênitas mais comuns que afetam a face

 

O Hospital Municipal de Araguaína (HMA) realizou a primeira cirurgia de fissura labiopalatina, uma má formação que pode ocorrer isoladamente ou como parte de um problema ou síndrome genética. O sinal mais característico é a abertura na boca, que resulta em dificuldade para falar e comer.

O procedimento foi feito em uma criança de um ano e nove meses, que estava internada na UTI Pediátrica da unidade no mês de abril.

A chegada de um bebê com fissura provoca um choque e angústia nos pais e familiares. O dentista Dr.Rufino Klug, especialista em cirurgia bucomaxilofacial e que coordenou a cirurgia, destaca que o processo foi um sucesso.

“A paciente é portadora de microcefalia e veio para Araguaína para ficar na UTI Pediátrica por causa de uma pneumonia. O quadro clínico dela exigiu um cuidado redobrado de toda a equipe multiprofissional do HMA. A cirurgia ocorreu tudo como esperado e, no futuro, a criança vai precisar de uma nova cirurgia para fazer pequenos retoques”, afirmou.

De acordo com o Hospital de Reabilitação de Anomalias da Universidade de São Paulo (USP), referência internacional em tratamento e pesquisa da anomalia, a incidência pode variar de acordo com a população estudada, mas, de forma geral, a fissura atinge uma a cada 650 crianças nascidas.

Referência regional

O diretor técnico do HMA, Luiz Flávio Quinta, ressaltou que, com essa cirurgia, a unidade vai se consolidando ainda mais no atendimento infantil no Estado.

“Foi a primeira cirurgia no HMA pelo Centro de Reabilitação e Anomalias do Tocantins. Uma equipe de médicos, dentistas e outros profissionais capacitados estiveram envolvidos nesse procedimento”, disse.

Causas da anomalia

As causas da fissura labiopalatina ainda não são totalmente esclarecidas. Pode ter origem genética e pode estar associada ou não a outras anomalias. Existe ainda relação a fatores como obesidade e deficiência de vitaminas na mãe, excesso à radiação, uso de determinados medicamentos, cigarro e álcool no início da gestação.

O tratamento é multidisciplinar, incluindo cirurgia para fechamento das fissuras e terapias fonoaudiológicas, odontológicas e psicológicas, principalmente. As cirurgias iniciam ao redor dos 3 meses (lábio) e 9 meses (palato) e quanto mais cedo forem executadas, melhor.

 

Acompanhantes da UTI Pediátrica participam de projeto de geração de renda

A ideia é aproveitar o tempo dentro do hospital para aprender atividades que permitam uma nova oportunidade de negócio no futuro

 Pais e acompanhantes de pacientes da UTI Pediátrica do Hospital Municipal de Araguaína começaram a participar de um projeto que tem como meta possibilitar a geração de renda a mais para as famílias.

A parceria entre o Instituto Saúde e Cidadania – ISAC, responsável pela gestão da unidade, com o Centro de Geração de Renda da Secretaria Municipal da Assistência Social, Trabalho e Habitação prevê que os acompanhantes usem o tempo dentro do hospital para produzir tapetes, crochês, artesanatos, entre outros artigos.

A iniciativa faz parte do projeto Interação no Conforto dos Pais na UTI Pediátrica, criada no início deste ano.

A dona de casa Eva Cleiba, que está com a filha internada na UTI, é moradora de Conceição do Tocantins e gostou da iniciativa. Ela disse que pretende continuar fazendo os tapetes quando voltar para casa para completar a renda familiar.

“É um meio da gente se distrair e faturar um rendimento a mais. Estou gostando muito de fazer tapetes, antes eu não sabia fazer essas peças”.

A fisioterapeuta do HMA e uma das voluntárias do projeto, Maria Martha, explica que a ação já tem grande adesão entre os acompanhantes, mesmo sendo voluntária.

“O projeto foi iniciado no mês de março e foi pensado para acompanhantes da UTI Pediátrica terem uma forma de distração e sair desse processo de angústia. Já foram realizadas várias atividades com psicóloga, nutricionista, fonoaudiólogo e outras dinâmicas para que eles saiam dessa rotina rigorosa de um hospital”, afirmou.

A cozinheira Maria Alves Fonseca, que acompanha o neto na UTI, disse que o projeto está possibilitando o aprendizado de uma nova atividade.

“Quando eu fiquei sabendo, fiquei curiosa em participar. É importante fazer essas atividades, pois teremos uma renda e será uma forma de aproveitar o tempo que estamos no hospital”.

A cozinheira Maria Alves Fonesca, que acompanha o neto na UTI, disse que o projeto possibilitou o aprendizado de muitas atividades. Acompanhantes da UTI Pediátrica participam de projeto de geração de renda (1) Acompanhantes da UTI Pediátrica participam de projeto de geração de renda (2) Acompanhantes da UTI Pediátrica participam de projeto de geração de renda (4)

Pacientes infantis do HMA tiveram o primeiro contato com cães durante nova terapia

A Cãoterapia tem a parceria da Universidade Federal do Tocantins e assegura muitos benefícios para o tratamento das crianças

O projeto “Cãoterapia” é uma iniciativa do Instituto Saúde e Cidadania – ISAC em parceria com o curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Tocantins – UFT, e foi criado no intuito de melhorar o quadro clínico das crianças internadas no Hospital Municipal de Araguaína (HMA), além de criar um ambiente mais humanizado para pacientes, acompanhantes  e toda a equipe do hospital.

A primeira edição do projeto aconteceu no último dia 4 e levou quatro cãezinhos para uma tarde de teatro e interação com as crianças autorizadas pelos médicos da unidade para participar do encontro.

Todos os bichinhos estavam com as vacinas em dia e não tiveram acesso aos corredores do Hospital. A atividade aconteceu na recepção da unidade.

Projeto aprovado

Lucivania Monteiro é mãe da pequena Walytha Monteiro, de 10 anos, internada no HMA, e ficou encantada com a iniciativa.

“Nós estamos aqui dentro e perdemos o contato com as pessoas e as coisas lá fora. Poder ver esses bichinhos tão espertos e fofos aqui trouxe alegria para mim, para minha filha e para o ambiente. Tomara que esse projeto continue, pois ele já é um sucesso”, disse a mãe, emocionada.

“Eles são lindos, me fizeram lembrar minha cachorra que ficou em casa. Estou muito feliz”, disse Walytha, enquanto brincava com os bichinhos.

Resultados nítidos

A tarde de interação ainda teve teatro e muitas fotos com os pets. A terapeuta ocupacional do HMA, Evellyne Andrade, destacou que o projeto é um elemento a mais no tratamento das crianças.

“Hoje teve uma criança que não estava querendo comer, mas quando soube desse momento, ela comeu e ficou feliz que iria poder ter contato com os cães. E o objetivo desse projeto é justamente levar alegria, amor, acolhimento e carinho para essas crianças, que passam por algum problema de saúde”, afirma.

A professora da UFT, Ana Paula Coelho, ressaltou que o projeto é inovador em Araguaína e promete trazer bons resultados dentro o HMA.

“O Hospital Municipal é a primeira unidade a receber esse projeto na cidade. A terapia assistida por animais já é bastante estudada e os benefícios são inúmeros. Nesse primeiro contato, nós pudemos observar o quanto feliz e harmonioso ficou a unidade após a chegada dos cães e esse é o nosso objetivo, trazer esperança para os internados”, finalizou.

Cãoterapia - ISAC (1) Cãoterapia - ISAC (7) Cãoterapia - ISAC (28) Cãoterapia - ISAC (45) Cãoterapia - ISAC (46) Cãoterapia - ISAC (54) Cãoterapia - ISAC (57) Cãoterapia - ISAC (61) Cãoterapia - ISAC (71) Criança Walytha - 10 anos - cachos_ Dra Evelyne_

Quadro gerador de ideias na UPA e HMA estimula sugestões de colaboradores

A proposta é dar visibilidade para as boas ideias que podem melhorar o trabalho interno e o atendimento aos pacientes

 

Em várias oportunidades, boas ideias de gestão e atendimento partem daqueles que vivenciam o dia a dia de uma rotina de trabalho, ou seja, os próprios colaboradores. Por isso, o Instituto Saúde e Cidadania – ISAC implantou um Quadro Gerador de Ideias para que os profissionais do Hospital Municipal de Araguaína (HMA) e Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas) do Araguaína Sul possam colaborar com sugestões.

A nova ferramenta é também um importante elo entre gestores e colaboradores, deixando claro que todos estão aptos a contribuir para a melhora no ambiente de trabalho e atendimento aos pacientes.

De acordo com Vinicius Menezes, gerente de Assistência e Qualidade do ISAC, o quadro tem o intuito de priorizar a qualidade assistencial e valorização dos profissionais.

“É um processo de melhoria contínua dos processos de assistência, por isso estamos abertos para ouvir as soluções daqueles que vivenciam o dia a dia de uma unidade de saúde. O ISAC está dando liberdade de proposições, entendendo que todos dividem a responsabilidade da qualidade, sempre com foco no paciente”, pontuou Vinicius.

A assistente administrativa, Dayanne Coimbra, destacou que esse canal de recebimento de sugestões é importante para o ambiente de trabalho.

“Vai melhorar todo o trabalho, sendo uma importante ponte de comunicação entre os colaboradores e a gestão. Sabermos que somos ouvidos e ver nossas ideias colocadas em prática é motivo de muita satisfação”, afirmou a colaboradora.

Participação efetiva

A diretora geral do HMA e UPA, Maria Dulcimary Fonseca, destacou a participação dos colaboradores na ideia. “É importante ouvir a opinião, pois são os colaboradores que executam as ações cotidianas e estão presentes no dia a dia da unidade, onde vivenciam com o usuário e com certeza sabem o que podemos melhorar”, afirmou.

 

Em 10 meses, UPA, HMA e AME têm avanços estruturais e de gestão

No balanço apresentado pelo ISAC, gestora das unidades, há também os desafios e serem superados em cada unidade

Diretores do Instituto Saúde e Cidadania – ISAC, organização social que gere o Hospital Municipal de Araguaína (HMA), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Ambulatório Municipal de Especialidades (AME), apresentaram, na última sexta-feira (15), um balanço das atividades desenvolvidas, investimentos e desafios no período entre maio de 2018 e fevereiro de 2019.

O encontro contou com a participação autoridades do Executivo e Legislativo Municipal, órgãos de controle externo, conselhos sociais e imprensa.

A diretora geral das unidades, Maria Dulcimary, destacou a importância do balanço para a sociedade.

“Apresentamos os avanços em 10 meses de gestão com todas as dificuldades e limitações que tivemos, especialmente em relação aos repasses financeiros, mas conseguimos avançar muito em relação aquilo que foi proposto inicialmente, oferecendo um serviço de qualidade para a comunidade de Araguaína e região”, disse.

UPA

A unidade com maior fluxo de pacientes gerida pelo ISAC teve avanços estruturais e de gestão importantes para assegurar qualidade e comodidade dos usuários. Entre os principais investimentos feitos estão:

Implantação da Classificação de Risco (Protocolo de Manchester)

Aquisição e operacionalização do Equipamento Trius;

Construção da Farmácia e Central de Abastecimento da Farmácia

Sistema de Informação Integrado;

Sistema de senhas com voz e monitor;

Adequação e reforma nos consultórios;

Adequação da Sala de RX;

Implantação da sala de ECG;

Aquisições de móveis e equipamentos;

Melhoria do clima organizacional (relacionamento com funcionários, fornecedores e prestadores).

O encontro também foi um espaço importante para reconhecer os pontos de melhorias e propor projetos para resolução:

Instabilidade do repasse financeiro do contrato;

Melhoria da infraestrutura e ampliação da recepção para separação dos fluxos;

Estacionamento para funcionários;

Isolamento da área de urgência e emergência.

Adequação para mudança de porte e opção da UPA e ampliação da capacidade de atendimento

Poder público

O Chefe de Gabinete, Wagner Rodrigues, e secretário municipal da Saúde, Jean Coutinho, participaram do encontro e concordaram que os esforços de Prefeitura e ISAC são pela qualidade e eficiência no serviço para o usuário, e avaliaram positivamente a gestão do instituto.

“No curto período de dez meses, houve avanços muito positivos, muita modificação no serviço, na adequação de fluxo, melhorias no atendimento, além da adequação e operacionalização da UTI Pediátrica”, pontuou.

O presidente da Câmara de Vereadores, Gipão, disse estar satisfeito com a atuação do ISAC na gerência das unidades de saúde.

“Nós sabemos que a gestão pública tem que ter participação do município, do Estado e do Governo Federal. Às vezes por alguma deficiência de recurso e repasse, o trabalho acaba dificultado, porém, mesmo com esses problemas, o contexto geral é bem positivo, é produtivo, tanto o trabalho da instituição, quanto o esforço individual de cada profissional em atender a comunidade”, disse.

Agnaldo da Silva Teixeira, conselheiro do Conselho Municipal de Saúde, comentou que já teve experiência com gestões anteriores e elogiou a atuação do ISAC.

“Nossa UPA, em relação à organização anterior, melhorou na faixa de 60%. Ainda temos muito a melhorar. Se os repasses forem feitos regularmente, vamos ter uma UPA de acordo com o perfil da portaria 10, o sonho de todo araguainense quer ter”, explicou o conselheiro.

HMA

O Hospital Municipal de Araguaína, referência pediátrica para toda a região norte do Tocantins, também recebeu investimentos importantes e de destaque, como a operacionalização da UTI Pediátrica.

Mudança do AME para o UNITPAC (oferta de 100% das especialidades previstas em contrato);

Implantação de mais 10 leitos de retaguarda com reforma e adequação de mais duas enfermarias;

Implantação de Usinas de O2 e Ar Medicinal;

Reforma da Cozinha;

Reforma da Estabilização;

Reforma da Recepção;

Climatização de quatro enfermarias;

Adequação de espaço para acolhimento dos pais dos pacientes da UTI Pediátrica;

Implantação da Cirurgia Pediátrica (Especialistas);

Novas especialidades para suporte ao Hospital (Oncopediatria, Gastropediatria, Cirurgia Pediátrica, entre outras).

A unidade também tem desafios a serem superados.

Infraestrutura antiga;

Instabilidade do repasse financeiro do contrato;

Climatizar 100% das enfermarias;

Realizar pintura e reforma das enfermarias (projeto em curso)

Implantação do Lactário (em andamento);

Projeto “Adote uma enfermaria”.

Busca pela certificação ONA

Durante o encontro, a diretora Maria Dulcimary explicou que o ISAC está em busca da certificação ONA para a UPA.

“Todos os projetos geridos pelo ISAC buscam a acreditação ONA, como demonstrativo de excelência de gestão e qualidade dos serviços de saúde aos usuários do SUS. Nenhuma unidade de saúde na região norte possui tal certificação”, finalizou a diretora.

A Organização Nacional de Acreditação é uma entidade não governamental e sem fins lucrativos que certifica a qualidade de serviços de saúde no Brasil.

 

 

UTI pediátrica humanizada conta com espaço para conforto de acompanhantes

A nova sala tem sofá, TV, banquetas, espaço para higienização e pretende dar mais comodidade aos pais e responsáveis durante a passagem pelo hospital

 

Todos os dias, mães, pais e acompanhantes de pacientes da UTI Pediátrica do Hospital Municipal de Araguaína – HMA frequentam a unidade para acompanhar o tratamento  das crianças e torcer sempre pela melhora na saúde do paciente.

O Instituto Saúde e Cidadania – ISAC, responsável pela gestão da unidade, decidiu tornar essa espera um pouco mais confortável e montou, em parceria com o empresário Rodrigo Mocó, das Lojas Nosso Lar, e com Wagner Rodrigues, secretário Chefe de Gabinete da Prefeitura de Araguaína, uma sala de estar com sofá, televisão, ar-condicionado, porta revistas, purificador de água, banquetas e bancada para receber os acompanhantes.

Atendimento humanizado

A diretora geral do HMA, Maria Dulcimary Fonseca, explica que humanizar o atendimento é uma prioridade do hospital.

“Estamos tornando esse ambiente o mais confortável possível para que pais e acompanhantes se sintam ainda mais acolhidos na unidade. Sabemos que o tratamento é um período bem delicado e esse espaço vai proporcionar pelo menos um descanso no dia a dia deles”, destacou a diretora.

Dorivan Alves da Silva, que está com um filho internado na UTI, foi uma das primeiras a fazer uso da sala e aprovou logo de cara.

“Eu gostei muito. Esse espaço é importante, porque praticamente moramos no hospital. Precisamos ir na UTI e, quando a gente retorna, podemos vir descansar um pouco. O ambiente está bem confortável, podemos descansar no sofá, tem a TV para assistir. Gostaria de parabenizar toda a equipe do hospital pelo atendimento que estamos recebendo aqui, os profissionais são muito bem-educados”, afirmou.

Projeto com equipe multiprofissional

Além da acomodação, o ISAC ainda vai promover um projeto com os acompanhantes e a equipe multiprofissional, esclarecendo dúvidas sobre as normas da UTI e possibilitar trocas de experiências com outros pais. Encontro periódicos serão agendados para deixar o ambiente mais humanizado.

“Este é um espaço que pode e deve ser melhorado sempre, por isso estamos sempre abertos à colaboração de empresários e quem mais quiser ajudar. O foco será sempre o bem-estar dos acompanhantes”, enfatiza Síntia Barros, analista do Núcleo de Educação Permanente do HMA.

Após 6 meses de funcionamento, UTI pediátrica registra mais de 90% de sucesso no tratamento de crianças

Todos os meses, os 40 profissionais da unidade passam por treinamentos de qualificação e alinhamento de cuidados intensivos

O Instituto Saúde e Cidadania – ISAC, responsável pela gestão da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Pediátrica do Hospital Municipal de Araguaína, avalia como bastante satisfatório o balanço dos atendimentos feitos pela unidade nos primeiros seis meses de funcionamento.

Segundo um levantamento do instituto, feita de 28 de julho a 31 de janeiro, os sete leitos ativos da unidade já receberam 68 crianças. Mais de 90% dos pacientes receberam alta ou estão em tratamento. 7,25% foram a óbito.

Referência

A UTI Pediátrica atende crianças de Araguaína e toda a região norte do Tocantins, além do sul do Maranhão e sul do Pará. Antes as crianças eram levadas para Palmas para receber atendimento. Após a implantação da unidade em Araguaína, crianças que estavam internadas em Palmas foram transferidas para UTI da cidade e ficaram mais perto de suas famílias.

“Toda a equipe da UTI Pediátrica está empenhada em dar o melhor tratamento aos pacientes internados, baseado nas melhores práticas clínicas, constantes capacitações e reciclagem dos profissionais. Os indicadores da unidade são comparáveis às UTIs de referência das grandes cidades. É um trabalho sério e comprometido, visando a segurança das crianças”, informa Dr. Márcio Brito, coordenador da UTI Pediátrica do HMA.

Equipe

Os mais de 40 profissionais que hoje atuam na unidade foram capacitados e treinados para dar a melhor assistência a todas as crianças internadas. A equipe passa, mensalmente, por treinamentos com assuntos voltados à assistência, como parada cardiorrespiratória, medicações, cuidados com crianças em estado grave, entre outros.

A equipe da UTI Pediátrica é composta por doze médicos, seis enfermeiras, 24 técnicas de enfermagem, além de nutricionistas, psicólogas, terapeutas, odontólogas, fonoaudiólogos entre outros profissionais que estão ligados diretamente aos tratamentos das crianças que passam pela unidade.

Administração

O ISAC assumiu a gestão da UTI Pediátrica assim que foi contratada para gerir o HMA, Unidade de Pronto Atendimento do Araguaína Sul e o Ambulatório Municipal de Especialidade.

As primeiras ações foram no intuito de levantar as informações sobre as melhorias que a unidade precisava passar para o funcionamento definitivo e levou o relatório ao Ministério Público Estadual.

Documento para tratamento fora do domicílio é usado em demandas de média e alta complexidade

Os pacientes que necessitam de atendimento em especialidades não oferecidas no HMA são transferidos para outras unidades de saúde no Estado

 No Hospital Municipal de Araguaína (HMA), as demandas de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) se concentram, em sua grande maioria, na parte neuropediatria e otorrino. Segundo a assistente social do HMA, Marleide Teodoro, só por meio do TFD a criança recebe o remanejamento adequado para a continuidade do tratamento médico.

“O TFD é um documento em que o Hospital solicita às regulações de saúde, municipal e estadual, a transferência do paciente para outra unidade hospitalar que tenha condições de oferecer o tratamento de média complexidade, caso o HMA não tenha a especialidade, e alta complexidade de maneira geral, conforme necessidade do interno”, explica.

O TFD também assegura uma ajuda de custo para o paciente e, em alguns casos, para o acompanhante também.

“Como é um tratamento fora do domicílio, geralmente as famílias não têm condições de se manterem nesse lugar novo, então o Estado ou o município assumem algumas despesas, como a alimentação, deslocamento e hospedagem, por exemplo”, pontua Marleide.

Importante ressaltar que o TFD funciona para transferências dentro do Estado de origem.

Já a CNRAC é que define quais procedimentos de alta complexidade têm âmbito interestadual. O objetivo é garantir o acesso da população a procedimentos médicos que são oferecidos em Estados fora do domicílio do paciente.