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Acompanhantes de pacientes internados no HMA aprenderam mais sobre verminoses

Ação aconteceu por meio de parceria com acadêmicos de Medicina do Centro Universitário UNITPAC

Foi com peça teatral e músicas que acompanhantes de pacientes internados no Hospital Municipal de Araguaína – HMA aprenderam um pouco mais sobre verminoses. A ação foi organizada pelo Instituto Saúde e Cidadania – ISAC, em parceria com o Centro Universitário UNITPAC e aconteceu no último dia 8, na brinquedoteca do hospital.

Acadêmicos de medicina da Liga do Aparelho Digestivo de Araguaína (LAAD) apresentaram o personagem Jeca Tatu, caipira de pé sujo que não usava calçados, tomava banho em rio sujo e pegava na comida sem lavar as mãos.

“Mostramos para as crianças por meio do Jeca, de maneira bem lúdica, o que acontece com uma pessoa que pega uma verminose. Ensinamos também quais são os sintomas e como tratar”, explicou a acadêmica Valéria Carvalho dos Reis.

O ISAC busca sempre fomentar o conhecimento por meio de ações lúdicas e pedagógicas. “Sabemos que as crianças são mais propensas a adquirir verminoses em razão de colocar tudo o que veem na boca e o lúdico é um método facilitador da aprendizagem infantil”, explicou a analista do Núcleo de Educação Permanente (NEP), do hospital, Síntia Barros.

A professora Rosiane Max Filó é mãe da Valentina, de 8 anos, e achou a ideia bem interessante, elogiando o esforço dos integrantes da liga. “Eles conseguiram passar as informações sobre o que são as verminoses de uma forma bem simples, com uma linguagem facilitada e que qualquer criança consegue entender”, disse.

Jeca Tatu foi orientado pela médica a andar calçado, não tomar banho em rio poluído e lavar as mãos e alimentos antes de comer. Jeca, curado, cantou para as crianças e distribuiu brinquedos.

Acadêmicos do UNITPAC encenam peça teatral Valentina ganhou um brinquedo depois da apresentação No fim da apresentação, teve música para os participantes Médica orientando Jeca Tatu Jeca Tatu e sua triste história Crianças e acompanhantes assistem o teatro sobre verminoses

ISAC implementa mudanças na UPA de Araguaína para dar mais agilidade aos atendimentos

Softwares de gestão, prontuário eletrônico e redirecionamento de profissionais são alguns das ações iniciais

Ao assumir a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Araguaína Sul, o Instituto Saúde e Cidadania – ISAC identificou alguns pontos que causam dificuldade no fluxo de pacientes e consequente superlotação. Diante disso, a direção da organização social e da unidade já estão implementando mudanças para alcançar resultados de curto prazo em um primeiro momento.

A primeira implementação é sobre os pacientes que necessitam de transferência para o Hospital Regional de Araguaína (HRA). Segundo o gerente de assistência de qualidade, Dr. Vinícius Menezes, ainda há dificuldades para conseguir autorização do hospital devido à falta de leitos, já que a unidade também enfrenta superlotação.

“O tempo máximo de permanência de um paciente na UPA é de 24 horas, mas há muitos casos que estão extrapolando esse prazo, acontecendo até de ter pacientes há 10 dias na unidade”, explica o gerente.

Em função disso, um dos médicos que deveria estar atendendo os pacientes novos acaba ficando até seis horas reavaliando os pacientes “internados”. Por isso, o ISAC está reorganizando o fluxo e distribuição de médicos para que, no período da manhã, tenha um médico específico para reavaliar os pacientes que estão há mais de 24 horas na sala vermelha (emergência).

“Desta forma, os outros quatro médicos plantonistas permanecerão integralmente no atendimento dos demais pacientes”, completa Dr. Vinícius.

Classificação de risco

Hoje, o processo é feito de forma manual, com tempo médio de três a sete minutos por cada atendimento. O ISAC passará a utilizar um equipamento de alta tecnologia para a tarefa que garante agilidade no atendimento, com redução prevista de até 50% no tempo da classificação.

“Com isso, um dos técnicos de Enfermagem que até então estava responsável pelo processo poderá ser deslocado para o setor de assistência”, informa o gerente.

Sala de Medicação

Também foi identificada uma demora de atendimento na sala de medicação devido ao número de técnicos disponíveis, além da distância entre a sala e a farmácia, com necessidade de deslocamento constante da equipe assistencial.

Para sanar essa situação, será colocado um técnico de enfermagem a mais no setor (remanejado da classificação de risco pelo uso do software). Haverá também a implantação da farmácia ao lado da sala de medicação.

Tumulto

Em alguns pontos da unidade, há fluxo o cruzado de pacientes, gerando acúmulo de pessoas, tumulto e dificuldades de comunicação. O ISAC já instalou sinalizações visuais e orientações para redistribuir o fluxo para locais distintos (primeiro atendimento e reavaliação/exames).

“Também vamos coletar os exames laboratoriais na própria sala de medicação, evitando deslocamentos desnecessários e diminuindo o tempo de permanência do paciente na unidade”, complementa o gerente.

Prontuário

Todo o prontuário do paciente é manual, com registro em papel e dependente de pessoas para transitar a informação entre os setores, acarretando em tempo adicional ao atendimento.

O instituto já está em processo de implantação do prontuário eletrônico, com todas as informações sobre o paciente disponível via sistema. O ganho será em eficiência, permitindo mais profissionais disponíveis para os atendimentos.

“Outros problemas e soluções estão sendo levantados para melhorarmos ainda mais a assistência e redução do tempo de atendimento, melhora da qualidade e segurança ao paciente”, finaliza Dr. Vinícius.

Semana de Combate à Meningite teve palestra educativa no AME

Pacientes e colaboradores foram informados sobre sintomas e tratamento

Durante a Semana de Combate à Meningite, ciente da necessidade de alertar a comunidade dos riscos dessa doença, o Instituto Saúde e Cidadania (ISAC) promoveu uma palestra educativa para pacientes e enfermeiras na recepção do Ambulatório Municipal de Especialidades – AME, no último dia 4.

Abordando aspectos da doença, como sinais, sintomas, formas de contágio, prevenção e tratamento, a palestrante e coordenadora do Controle de Infecção Hospitalar, Thayna Borges Leal, explicou que é por meio do conhecimento que os pacientes procurarão ajuda médica especializada assim que identificarem os primeiros sintomas da meningite.

“A meningite precisa ter uma resposta rápida. Quanto mais tempo o paciente demorar para procurar um serviço de saúde, maiores as chances de ter sequelas. O risco de agravamento fica cada vez maior, então é uma doença que exige o atendimento imediato”, pontuou Thayna.

A dona de casa Irene Nogueira Mercedes conhecia a doença, mas não os sintomas. “A minha vizinha tem, mas eu não sabia como pegava, o que a pessoa sente e nem todo o mal que a doença pode causar. Vou usar o que aprendi para cuidar melhor dos meus netinhos”, disse Irene.

Colaboradora no Hospital Municipal de Araguaína – HMA, Taísa Sousa Guimarães achou a proposta da palestra bem interessante. “Quando muitas pessoas ficam cientes da doença, mais fácil é para elas compartilharem com conhecidos tudo o que aprenderam. Assim, se alguém ficar doente, já procura logo ajuda médica”, destacou Taísa.

A doença

A meningite é uma doença inflamatória que afeta as meninges, membranas que envolvem tanto o encéfalo, como a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus ou bactérias. Quando a inflamação é viral, os sintomas se assemelham aos da gripe e resfriados.

A meningite bacteriana por sua vez é causada pelos meningococos, pneumococos ou hemófilos. É uma doença grave e altamente contagiosa, transmitida pelas de gotículas de saliva expelidas no ar.

Alguns casos são tão severos que podem levar o paciente a óbito ou causar danos ao cérebro.

DSC07684 DSC07689 Thayna Borges falando sobre a Meningite