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Conheça os comportamentos preventivos contra o câncer de boca

Conscientização sobre a doença é trabalhada durante o Maio Vermelho. A incidência chega a ser três quase vezes maior nos homens

Também conhecido como câncer de lábio e cavidade oral, o câncer de boca é um tumor maligno que pode afetar gengivas, céu da boca, língua, a região embaixo da língua, as bochechas e os lábios. O Maio Vermelho é o mês de conscientização acerca da importância das medidas de prevenção dessa doença.

Esse tipo de câncer é mais comum em homens acima dos 40 anos, atingindo-os quase três vezes mais do que as mulheres. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para 2020 foi de 15.190 casos, sendo 4.010 em mulheres e 11.180 em homens.

Em 2019, 6.605 brasileiros morreram por causa da doença, sendo 1.485 mulheres e 5.120 homens.

“É preciso ficar mais atento aos comportamentos que aumentam o risco do aparecimento da doença, como o tabagismo, consumo regular de bebidas alcoólicas, sedentarismo, excesso de gordura corporal e a exposição a diversas substâncias potencialmente cancerígenas. Há ainda a infecção pelo HPV”, explica a Maryana Oliveira Feliciano, médica oncologista da Oncoradium, centro especializado no tratamento do câncer responsável pelo atendimento via SUS no Hospital Regional de Araguaína.

Que substâncias são essas?

A lista é bem extensa. Se durante o trabalho a pessoa é exposta ao pó de madeira, couro, cimento, formaldeído, têxtil, sílica, amianto, cereais, fuligem de carvão, solventes orgânicos, óleo de corte e agrotóxico, o risco de desenvolver o câncer de boca é maior, já que esses são agentes cancerígenos.

E vale mencionar que a infecção pelo vírus do HPV também está relacionada a alguns casos de câncer de orofaringe, a parte posterior da língua, as amígdalas e o palato fibroso.

 Mudar os hábitos é o melhor caminho

São comportamentos simples que garantem a saúde do corpo como um todo. Não fume, evite o consumo de bebidas alcoólicas, mantenha a boa higiene da boca, use preservativo durante a prática do sexo oral e tenha uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras, além da prática regular de atividade física”, orienta a médica.

Detecção precoce, sinais e sintomas

É preciso ficar atento aos sinais, porque todos são bem aparentes. Procure ajuda médica se surgirem manchas ou placas vermelhas ou esbranquiçadas no céu da boca, gengivas, bochechas ou língua, nódulos no pescoço, rouquidão persistente ou feridas nos lábios ou dentro da cavidade oral que não cicatrizam por mais de 15 dias.

Os sinais mais avançados da doença incluem dificuldade para movimentar a língua, dificuldade na fala, sensação de que há algo preso na garganta ou dificuldade de mastigação e de engolir, e perda de peso.

Diagnóstico e tratamento

“Quando encaramos uma lesão suspeita, solicitamos uma biópsia, que é um exame de um fragmento da lesão. Exames de imagem, como a tomografia computadorizada e a videonasolaringoscopia também auxiliam no diagnóstico do tumor”, ressalta Maryana.

O tratamento cirúrgico é usado na maioria das vezes. Quando a cirurgia não é possível ou seu resultado pode gerar sequelas funcionais e complicadas para a reabilitação funcional e a qualidade de vida do paciente, o paciente pode contar com a radioterapia e a quimioterapia. E se optado pela cirurgia, posteriormente, é necessária uma avaliação para definir se haverá indicação de tratamento complementar. 

Conheça alguns mitos e verdades sobre o câncer

Desinformação e preconceito são os principais obstáculos para compreender a doença e buscar o diagnóstico precoce

A simples menção ao câncer é capaz de provocar medo na maioria da população. Isso acontece, principalmente, porque a doença está envolta em mitos, dúvidas e informações desencontradas.

A desinformação e o preconceito acabam prejudicando a pessoa que está com a doença, os familiares, amigos e qualquer outro que tente apoiar o paciente em tratamento.

O câncer tem cura: mito ou verdade?

Um dos grandes mitos é de que a doença é uma sentença de morte, mas não é bem assim.

“Vários tipos de câncer são completamente curáveis quando diagnosticados precocemente. O avanço da Medicina, com técnicas e tratamentos, e da farmacologia abre enormes possibilidades de cura ou de uma sobrevida com qualidade para muitos pacientes”, explica o médico oncologista clínico Macilon Nonato, da Oncoradium, centro responsável pelo tratamento do câncer pelo SUS no Hospital Regional de Araguaína (HRA).

Eis uma triste verdade: o Preconceito

Até mesmo procedimentos médicos estão à mercê dos mitos. Uma parcela dos homens acredita que vão perder a masculinidade caso passem pelo toque retal, o exame fundamental para diagnosticar precocemente o câncer de próstata.

“Esse exame não afeta em nada o desempenho sexual do paciente, tampouco o tratamento irá interferir na atividade sexual dele”, destaca o médico.

Medo da Radiação

Há os que afirmam que a radiação emitida pelos celulares causa câncer no cérebro. E mais: alimentos cozidos em forno micro-ondas também têm o mesmo efeito. E vejam só, ambos são mitos.

Um estudo realizado pela FDA, agência de administração de drogas e alimentos dos EUA, e que durou mais de 10 anos, não achou evidências de que a radiação do celular cause câncer.

Já o aparelho micro-ondas não apresenta risco de exposição à radiação, desde que usadas de acordo com as instruções do fabricante. 

A lista de mitos é grande

“O que se escuta muito falar é que o câncer é contagioso, o que não é verdade. A doença não é transmitida para outras pessoas como se fosse um simples resfriado”, explica Macilon.

Olha só outros mitos:

1.Um trauma, como o causado por uma batida de automóvel, causa câncer

2.Desenvolver câncer é um castigo

3.Pessoas com pele negra não correm risco de ter câncer de pele

4. O autoexame das mamas exclui a necessidade de fazer mamografia

5. Anemia transforma-se em leucemia

E as verdades?

Há informações que vem para o bem. Por exemplo, é verdade que a amamentação protege a mulher do câncer de mama.

“Isso acontece porque as células mamárias produzem leite e se multiplicam menos, reduzindo o risco do desenvolvimento da doença”, destaca o especialista.

Também é verdade que a maior incidência do câncer de pele ocorre nas áreas mais expostas à radiação solar, como cabeça, rosto e pescoço.

É correta a informação de que o câncer de pele é o mais comum em pessoas com mais de 40 anos. Proteja-se da radiação solar, use e abuse do protetor solar e das roupas que cobrem a pele.

E a mais importante de todas: o diagnóstico precoce é um dos fatores decisivos para a cura do paciente. Quanto mais cedo a doença for descoberta, melhor será para tratar.

Imagem: https://veja.abril.com.br/

Câncer de Intestino, uma doença que atinge homens e mulheres de maneira igual.

Também conhecida como câncer colorretal, ela inclui tumores no intestino grosso, reto e ânus

Normalmente, boa parte dos cânceres apresenta maior incidência em públicos específicos, como homens, mulheres, pessoas idosas, obesas, entre outras características fisiológicas e comportamentais.

Mas o câncer de intestino é um tipo que atinge homens e mulheres de forma praticamente igual. E março recebe a cor azul-marinho para chamar atenção aos sinais e perigos da doença.

De acordo com INCA – Instituto Nacional de Câncer, a estimativa de novos casos para este tipo de câncer em 2020 foi de 40.990: 20.520 em homens e 20.470 em mulheres. Durante todo o ano de 2019, 10.191 homens e 10.385 mulheres morreram da doença.

“Esse tipo de câncer é curável na maioria dos casos, mas é preciso detectá-lo precocemente, quando as células tumorais ainda não se espalharam para outros órgãos”, explica o médico oncologista clínico Macilon Nonato, da Oncoradium, centro responsável pelo tratamento do câncer pelo SUS no Hospital Regional de Araguaína (HRA).

“A maior parte desses tumores se inicia a partir de lesões benignas que podem crescer grudadas na parede interna do intestino grosso, chamadas de pólipos, que são lesões pré-cancerígenas”, completa o especialista.

Sinais e Sintomas

Boa parte dos sintomas do câncer de intestino podem ser confundidos com outras enfermidades, como problemas de hemorroidas, úlcera gástrica, verminose e outros.

A doença pode ser assintomática ou se manifestar em quadros mais graves, como obstrução intestinal ou sintomas de doença avançada (perda de peso, dores difusa, falta de ar, etc.)

Mas os sintomas mais frequentes são sangue e/ou alteração na forma das fezes (fezes muito finas e compridas), dor ou desconforto abdominal, alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados), fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente e massa (formação de tumor) abdominal.  

“O ideal é consultar o médico regularmente a partir dos 45 anos de idade. Quando a doença é descoberta no início, antes dos sintomas, as chances de cura beiram os 95%”, destaca Macilon.

Quando o diagnóstico é feito tardiamente, ou seja, por causa dos sangramentos ou alteração de hábitos, as chances de cura caem para 65%.

Fatores de risco

É preciso estar atento a alguns fatores que aumentam o risco do câncer de intestino surgir.

Pessoas com mais de 50 anos, ou com excesso de peso corporal, não ser adepto da alimentação saudável, ter casos de câncer na família ou sofrer com doenças inflamatórias no intestino estão no grupo de risco.

Melhor método de prevenção

Realização de colonoscopia a partir dos 45 anos

Manter o peso ideal 

Não consumir álcool e tabaco

Não ter uma dieta rica em gordura

Praticar exercício físico regular 

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é feito por meio da biópsia, um exame que analisa um pequeno pedaço de tecido retirado da lesão suspeita a partir de uma colonoscopia.

O tratamento vai depender do tamanho, localização e extensão do tumor. A cirurgia é o procedimento médico mais utilizado. A radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas.

“Quando as células cancerígenas se espalham, com metástases no pulmão, fígado e outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas, por isso é que o diagnóstico precoce é super importante”, alerta o oncologista clínico.

Com informações do Portal Oncoguia

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Conheça os direitos do paciente oncológico

De tratamento fora do domicílio à isenção de impostos, a lista é extensa

Junto ao diagnóstico do câncer vem uma onda de sentimentos e dúvidas acerca da doença. Depois de todos os esclarecimentos feitos pelo médico, chega um momento em que alguns pacientes não sabem se vão conseguir custear as despesas do tratamento ou como isso irá afetar a sua vida profissional.

Primeiro é preciso destacar que a Constituição brasileira define que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, seu acesso deve ser universal e igualitário. Isso significa que o poder público deve dar toda a assistência que o paciente precisar. 

O paciente oncológico tem direito a receber gratuitamente todos os tratamentos necessários, o primeiro deles deve ocorrer no prazo de até 60 dias a partir do dia do diagnóstico.

E como cada caso é um caso, para cada necessidade há um direito para o paciente oncológico.

O Serviço Social orienta os pacientes

Na Oncoradium de Araguaína, centro responsável pelo tratamento do câncer pelo SUS no Hospital Regional de Araguaína (HRA), os pacientes contam com o apoio do Serviço Social.

“Trabalhamos de forma que os direitos dos pacientes oncológicos sejam garantidos. Assim que ele chega até nós, fazemos uma avaliação social, observamos todas as necessidades e o orientamos sobre quais serviços sociais são os mais adequados para a sua situação”, explicou a assistente social, Michelle Freitas.

TFD – Tratamento Fora de Domicílio

Caso não haja em sua cidade de domicílio o tratamento para o câncer que o afeta, o paciente tem direito ao uso do TFD – Tratamento Fora de Domicílio. Oferecido pelo SUS – Sistema Único de Saúde, o TFD pode envolver a garantia de transporte para outro município que ofereça o tratamento, além de hospedagem e, em alguns casos, ajuda de custo para alimentação.

Em muitos casos, pacientes de cidades vizinhas são direcionados via TFD para a Oncoradium Araguaína. O SUS também oferece os remédios e todos os serviços necessários à recuperação do paciente oncológico. Dentre eles estão a cirurgia oncológica, serviços de oncologia clínica, tratamento com quimioterapia, radioterapia e hematologia, entre outros.

Cirurgias corretivas

Ainda dentro do SUS, a mulher que tiver uma ou ambas as mamas amputadas ou mutiladas como consequência do tratamento do câncer tem direito a realização de cirurgia plástica de reconstrução mamária.

Também é um direito fundamental da mulher a realização da mastectomia mesmo que a doença não tenha sido diagnosticada, já que um exame genético pode apontar uma Síndrome de Predisposição Hereditária ao Câncer. A remoção da mama oposta é garantida mesmo em paciente com câncer diagnosticado em apenas uma das mamas.

No Tocantins, as cirurgias oncológicas pelo SUS não são oferecidas pela Oncoradium. Os procedimentos são disponibilizados diretamente pela Secretaria Estadual da Saúde.

Auxílio-Doença para contribuintes do INSS

Você sabia que, no caso do paciente ficar temporariamente incapaz para o trabalho por causa do câncer e esse afastamento durar mais de 15 dias, ele tem direito ao Auxílio-Doença? E que o laudo médico para afastamento do trabalho é concedido gratuitamente? Só que é preciso estar atento, esse benefício é só para contribuintes do INSS – Instituto Nacional do Seguro Social.

“Quando o paciente chega, perguntamos se ele já foi contribuinte do INSS, se ele não foi, o orientamos a se apresentar pessoalmente no INSS para verificar como fica a situação do auxílio”, explicou Michelle.

Aposentadoria por invalidez 

E tem mais. Quando essa incapacidade para o trabalho é considerada definitiva pela perícia médica do INSS, a pessoa passa a receber a aposentadoria por invalidez. E vale mencionar que isso só acontece se o segurado não estiver fazendo reabilitação para voltar a desempenhar a atividade que lhe garanta a subsistência.

Saque do FGTS

O saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é assegurado para o trabalhador cadastrado que tenha câncer (na fase sintomática) ou um dependente com a doença. O mesmo vale para o saque do PIS- Pasep.

Isenção de Impostos

O paciente oncológico que tenha adquirido alguma deficiência em decorrência do câncer, nos membros superiores ou inferiores, têm direito à isenção do Imposto de Renda e, dependendo da legislação de cada estado, também não precisará pagar o IPI e o ICMS na compra de Veículos Adaptados. O mesmo acontece com o IPVA e o IPTU.

Com informações do Oncoguia e do Instituto Nacional do Câncer – INCA

Imagem: https://conteudo.imguol.com.br/

O que não falar para pacientes em tratamento contra o câncer

Seja um ouvinte sensível. Escutar mais e falar menos pode ser a melhor forma de ajudar

Para muita gente, a notícia de que há um câncer no corpo é um impacto que poucos conseguem ter ideia. Mesmo com todo o avanço da Medicina, os tratamentos aperfeiçoados e as maiores chances de cura, ainda assim o abalo emocional acontece em boa parte dos casos. 

Esta individualidade na hora de lidar com a doença é uma parte muito importante do tratamento, conforme explica a psico-oncologista, Cristhina Ramos.

“A condição emocional do paciente está fortemente ligada à forma de enfrentamento deste diagnóstico e aos possíveis tratamentos que se submeterá. Sendo assim, os cuidadores, os familiares e os amigos têm importante papel na hora de contribuir para o melhor enfrentamento desta vivência”, destaca.

Preste um pouco mais de atenção nas suas palavras

Você já falou alguma dessas frases ou ouviu alguém dizer para um paciente com câncer?

“Meu tio morreu disso aí”

“Se a doença voltar, você morre?”

“Essa doença é castigo”

“Ah, o cabelo vai crescer de novo”

“Você tem que mudar seu estilo de vida”

E ainda têm as clássicas receitas de “remédios caseiros” capazes de curar até o câncer. Sempre tem o relato de uma vizinha, sobrinha ou amiga que fez e deu certo.

Por mais inofensivas que algumas dessas frases possam parecer, ou até uma tentativa de ajudar o paciente com dicas ou mensagens de motivação, nem sempre elas serão ouvidas dessa forma.

“É muito difícil controlar o que as outras pessoas pensam ou falam, mas você pode se controlar, por isso é importante evitar fazer comentários e suposições. É muito mais útil ouvir do que falar”, pontua a psicóloga.

Apoio desde o começo

Macilon Nonato Irene, médico oncologista da Oncoradium, centro responsável pelo serviço oncológico pelo SUS no Hospital Regional de Araguaína, reforça que, na unidade, o paciente recebe apoio multiprofissional, entre eles uma equipe com psicólogos, desde o primeiro dia de tratamento.

“Na luta contra o câncer, o apoio psicológico é um dos pilares para a boa evolução e vai desde o diagnóstico até as fases subsequentes”, reforça 

Como ajudar então?

Para muitos pacientes, a perda provisória do cabelo e, às vezes, o emagrecimento por causa do tratamento são os fatores menos importantes. O que interessa é se tudo está evoluindo da melhor maneira possível, se o câncer está regredindo ou controlado, e se a cura está próxima.

Por isso, ter empatia e colocar-se à disposição para ouvir a pessoa é o ato mais significativo.

“O que se pode fazer primeiro é conversar com o paciente, perguntar como pode ajudá-lo. Daí surgirá uma ótima oportunidade para criar um vínculo de confiança. Aja com empatia, se coloque no lugar do outro”, finalizou Cristhina. 

Fonte de consulta: Portal Onco Guia

Imagem: https://www.spdm.org.br/

Vacina contra a Covid-19: pacientes oncológicos podem receber?

 A orientação do médico e o tipo da vacina são dois pontos fundamentais para a imunização

Em 2020, a humanidade se viu em estado de emergência, um novo coronavírus mudou a rotina de todos os habitantes do planeta e novos comportamentos tiveram que ser adotados. E diversos laboratórios farmacêuticos ao redor do mundo correram contra o tempo para criar e fabricar a vacina para a Covid-19.

A imunização já é uma realidade, mesmo que ainda sem prazo para atingir a população massivamente, mas mesmo assim surge a dúvida: Pacientes oncológicos também podem tomar a vacina para a SARS-CoV-2 e variações?

Ressalvas

“A resposta é sim”, explica o médico oncologista clínico Macilon Nonato, da Oncoradium, centro especializado no atendimento e tratamento do câncer e responsável pelo serviço oncológico do SUS no Hospital Regional de Araguaína.

“Todas as vacinas produzidas e já aprovadas pelos órgãos de saúde reguladores são seguras para serem aplicadas em pacientes oncológicos. A única ressalva é para aquelas que contém o vírus atenuado (danificado, mas vivo). Essas são contraindicadas em indivíduos imunossuprimidos”, complementou.

É imprescindível que os pacientes passem por uma avaliação médica individual, pois é o oncologista quem irá dar as ressalvas quanto à vacinação.

Grupo de risco

Os pacientes com câncer fazem parte do grupo de risco para complicações geradas pela doença. Para se ter uma ideia, enquanto que na população geral a taxa de mortalidade varia entre 2 a 3%, os pacientes oncológicos encontram uma variação que vai de 6 até 61%.

 Eficácia

Segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), pessoas com câncer não foram incluídas nos estudos clínicos que testaram a eficácia das vacinas, porém há evidências suficientes coletadas de imunizantes para outras doenças (influenza, herpes zoster e doença pneumocócica), que sugerem haver um efeito protetor. Ressalva para o fato de que essas vacinas são produzidas com agentes não vivos.

Mas é preciso estar atento, já que alguns tipos de tratamentos oncológicos podem interferir na eficácia da vacina. A quimioterapia, por exemplo, reduz a imunidade do paciente, alterando a resposta imunológica da vacina.

Quando vacinar?

O ideal mesmo é que o indivíduo seja vacinado antes de iniciar o tratamento, mas o paciente que já o tenha iniciado também pode ser imunizado. Quem vai definir o melhor momento para isso é o médico oncologista.

“A vacinação em pessoas que já terminaram o tratamento é também fundamental, desde que ele não seja alérgico aos componentes da vacina.”, acrescenta Macilon

E mesmo quem já foi infectado pela Covid-19 deve ser vacinado. Estudos clínicos mostraram que a resposta imune foi superior sem que houvesse nenhuma adição à toxicidade da vacina.

 Fonte de consulta: Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica

Imagem: https://agenciabrasil.ebc.com.br/ | Reuter – Dado Ruvic

Saiba quais são as principais dúvidas dos pacientes antes de começar a radioterapia

O cabelo vai cair também? Tem efeito colateral? Posso manter minhas atividades cotidianas? Essas e outras perguntas são respondidas pelo médico nas primeiras consultas

O câncer aparece quando as células de algum tecido ou órgão do corpo começam a crescer fora de controle. Elas aumentam de tamanho e número de forma anormal e, ao invés de morrerem, continuam se multiplicando, formando mais células defeituosas. Essa pequena introdução é necessária para falar sobre um dos principais tratamentos para a doença: a Radioterapia.

Esse nome ainda causa alguns medos em muitos pacientes, principalmente por causa das dúvidas sobre qual será o impacto do tratamento na pessoa, os conhecidos efeitos colaterais. Na quimioterapia, por exemplo, o efeito mais simbólico é a perda de cabelo. Mas e na Radioterapia, qual é?

Vamos começar do começo

Primeiro, vamos a uma breve explicação do que é esse tratamento: ele utiliza radiações ionizantes (eletromagnéticas) que, dependendo da sua energia, atinge uma determinada profundidade do corpo. O raio-x, por exemplo, também é um tipo de radiação ionizante.

E o câncer?

Os “raios” da radioterapia são usados para atingir o tumor e destruí-lo, impedindo que novas células defeituosas voltem a aparecer.

Nathalya Ala Yagi, médica radio-oncologista da Oncoradium Araguaína, centro responsável pelo tratamento do câncer pelo SUS no Hospital Regional de Araguaína (HRA), diz que essa é apenas uma das dezenas de dúvidas que os pacientes têm quando vão começar o tratamento.

“Primeiro eles querem saber como o câncer vai sumir. Mas muitos ainda acreditam que os efeitos colaterais serão muito fortes, por isso dedicamos vários momentos durante as consultas para esclarecer essas dúvidas”.

Vamos à primeira: Radioterapia dói?

A radiação utilizada é invisível e indolor. Durante a sessão, o paciente não sente e nem vê nada de diferente, além de não ficar “radioativo” depois do tratamento.

Mas Nathalya lembra que “pode haver ou não casos de efeitos colaterais que se assemelham às causadas pelo sol. Os efeitos na pele vão desde o escurecimento, vermelhidão e feridas parecidas com as de queimadura, mas isso vai depender da intensidade do tratamento, organismo e dos cuidados”.

Tem efeito colateral?

Depende da dose do tratamento, do tamanho da área e parte do corpo tratada, do tipo de aparelho, da radiação utilizada e do engajamento do paciente.

“É comum que os efeitos colaterais comecem a aparecer a partir da terceira semana de aplicação, mas desaparecem poucas semanas depois que o tratamento é concluído”, pontua Nathalya.

Os efeitos mais comuns são perda de apetite, cansaço e algumas reações na pele, como coceira, vermelhidão e irritação local.

O cabelo vai cair durante a radioterapia?

A radioterapia só afeta a área do corpo onde o tumor está localizado. Então, a menos que o tratamento tenha como alvo a cabeça, o paciente não terá queda de cabelo.

Quanto tempo dura uma sessão de radioterapia?

Cada sessão dura de 8 a 10 minutos. “O número de sessões vai variar de acordo com o tamanho e localização do tumor, além dos resultados dos exames e do estado de saúde atual do paciente”, destaca a médica.

Posso continuar a trabalhar e praticar exercícios físicos normalmente?

A maioria dos pacientes é capaz de continuar com todas as atividades que já desempenhavam antes de iniciar a radioterapia, seja trabalhando ou praticando exercícios físicos. É necessário perguntar ao (à) médico (a) sobre a condição de saúde atual, ele (ela) é quem vai recomendar ou não a volta às atividades corriqueiras.

Tenho outros problemas de saúde, posso continuar tomando os remédios?

O paciente pode e deve manter seus medicamentos de uso contínuo sem prejuízo para o tratamento.

Quais os benefícios da radioterapia?

Cerca de metade dos pacientes que passam pela radioterapia costuma ter resultados muito positivos. Para muitos, o tumor desaparece e a doença fica sob controle, até mesmo alcançando a cura.

E mesmo quando a cura não pode ser alcançada, o tratamento melhora a qualidade de vida do paciente, diminuindo o tamanho do tumor, aliviando o sofrimento, reduzindo hemorragias, dores e outros sintomas.

Desde que assumiu em julho deste ano o serviço de Radioterapia no HRA, a Oncoradium realizou mais de 5 mil sessões de tratamento, beneficiando mais de 200 pacientes.

Cuidados após as sessões de radioterapia

Durante o tratamento é necessário beber de três a quatro litros de líquido (de preferência água) por dia para manter a pele hidratada e aplicar o hidratante indicado pelo enfermeiro na área da pele submetida à radioterapia.

Evite banhos quentes, sabonetes perfumados, roupas justas, jeans ou lycra. Dê preferência para água fria, sabonete neutro e roupas largas de algodão.

Não depile a área tratada com ceras depilatórias ou lâminas durante o tratamento.

Em alguns casos pode ser necessário utilizar o tratamento radioterápico em conjunto com a quimioterapia (medicamentos que agem contra o câncer), mas isso vai depender do tipo de tumor e da escolha de tratamento feita pelo médico.

Imagem: https://imeb.com.br/

Câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil: representa 30% dos novos casos todos os anos

Mas o diagnóstico e tratamento precoces aumentam as chances de cura do paciente para mais de 90%

É verão e cada pessoa pretende aproveitar esse período de um jeito diferente. Seja na piscina, na praia, caminhando ao ar livre, andando de bicicleta ou curtindo uma cachoeira.  E essas atividades de lazer carregam algo em comum: a necessidade de proteger a pele dos raios solares.

Cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil são de câncer de pele do tipo não-melanoma. E é por causa disso que a campanha do Dezembro Laranja tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e atenção aos sinais de aparecimento da doença.

“Embora seja o mais comum, o câncer de pele é altamente tratável, porque, quando descoberto logo no início, tem 90% de chances de cura”, explica o médico oncologista, Carlos Eduardo Sá, da Oncoradium Caxias, centro responsável pelo tratamento público contra o câncer no Hospital Macrorregional.

Comportamento preventivo

Vai sair de casa para trabalho ou lazer?  Então a primeira coisa a fazer é passar o protetor solar com FPS mínimo 30. Aplique pelo menos 30 minutos antes de se expor ao sol para dar tempo da pele absorver o produto.

Lembre de passar no pescoço, orelhas, costas e dedos das mãos e cabeça (para os calvos). Sempre que possível, use bonés ou chapéus, óculos escuros e roupa manga longa com proteção UV 

“O filtro solar deve ser renovado a cada duas horas ou todas as vezes que a pessoa sair da água. A recomendação também vale em dias nublados. Também evite a exposição entre as 10 e 16 horas, quando a incidência dos raios ultravioletas é maior”, destaca Leoberth.

Procure também sempre ficar embaixo de tendas e barracas nas praias e espaços abertos.

Não-Melanoma e Melanoma

Esses são basicamente os dois tipos de câncer de pele. O mais frequente, o não-melanoma, tem alta chance de cura – acima de 90% quando diagnosticado e tratado com antecedência. 

Ele é caracterizado por manchas na pele que descamam, ardem, coçam, sangram e não cicatrizam em até quatro semanas. Seu aparecimento é mais comum em áreas do corpo que recebem constante radiação UV com as orelhas, pescoço, face e braços.

O tipo melanoma representa somente 3% dos casos de câncer de pele, mas é o mais agressivo. Isso porque ele é mais propenso para a metástase, que é quando as células cancerígenas se espalham para outras partes do corpo.

“Se você perceber o aparecimento de pintas escuras que crescem, possuem bordas irregulares e vêm acompanhadas de descamação e coceira, procure ajuda médica urgente. Quanto antes a doença for diagnosticada, maiores as chances de cura”, reforça o especialista.

A cirurgia é o tratamento mais indicado. O procedimento pode ser complementado ainda com a radioterapia e quimioterapia.

Muita gente desenvolve o câncer de pele?

Segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA, durante todo o ano de 2020 serão contabilizados 176.930 novos casos do câncer de pele do tipo não melanoma no Brasil. Desses, 83.770 em homens e 93.160 em mulheres. No Maranhão a estimativa é de 2290 novos casos da doença.

2.329 brasileiros morreram por causa da doença em 2018 – 1.358 homens e 971 mulheres. 

Imagem: https://gncnews.com.br/

30% dos tumores malignos registrados no Brasil são de câncer de pele, o mais frequente

Diagnóstico e tratamento precoces aumentam as chances de cura para mais de 90% e favorecem melhores resultados estéticos.

Férias escolares, às vezes do trabalho também, descanso à vista, viagem agendada, piscina limpa, diversão em espaços abertos… Dezembro está aí com todos seus atrativos, mas, também, com situações de alta exposição ao sol e raios ultravioletas.

É por isso que a campanha do Dezembro Laranja vem para alertar as pessoas sobre os perigos de sair para espaço abertos sem a devida proteção contra o sol e, o mais importante: a prevenção ao câncer de pele.

Olha os números

Para se ter uma ideia, cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil são de câncer de pele, a maioria do tipo não-melanoma. Apenas 3% são da variação mais grave da doença, o tipo melanoma.

O melanoma é mais grave porque é bem mais agressivo e tem alta possibilidade das células cancerígenas se alastrarem para outros órgãos do corpo, a chamada metástase.

Prevenir é melhor do que remediar

Vamos ao checklist da proteção:

– Filtro solar de FPS 30, no mínimo

– Guarda-chuvas e sombrinhas no dia a dia; guarda-sol, tendas e barracas na praia

– Roupas, chapéus e óculos de sol com proteção UV

– Não se exponha ao sol entre as 10 e 16 horas

– Renove o filtro solar a cada 2 horas ou toda vez que sair da água

– Use o filtro solar mesmo se o tempo estiver nublado

Fatores de risco

“Os principais fatores de risco são a alta exposição ao sol, principalmente na infância e adolescência, algumas doenças cutâneas prévias, pessoas de pele e olhos claros, além de histórico pessoal ou familiar de câncer de pele. Esses grupos são mais propensos a desenvolverem o câncer de pele, então, precisam redobrar os cuidados”, explica Ana Caroline Fonseca Alves, médica oncologista da Oncoradium São Luís, centro especializado em tratamento de câncer.

Sinais e sintomas

O câncer de pele pode ser dividido em dois tipos: o melanoma e o não-melanoma.

Menos frequente, o melanoma é caracterizado por pintas escuras na pele que crescem de tamanho, tem bordas irregulares e podem ser acompanhadas de coceira e descamação.

“Esse tipo é o mais perigoso por causa do alto risco de metástase, então descobrir logo no início é fundamental para a recuperação do paciente. Felizmente, nos últimos anos, houve grandes avanços no tratamento dessa doença, com a introdução de novos medicamentos como os imunoterápicos e terapia-alvo, possibilitando melhora na sobrevida desses pacientes”, destaca a médica.

O tipo não-melanoma é o mais comum e tem as chances de cura mais altas, superiores a 90% quando a doença é identificada logo no início. Atinge principalmente as orelhas, pescoço, braços e rosto, basicamente as áreas que ficam expostas à radiação UV por mais tempo.

“Por isso, é fundamental que a aplicação do protetor solar cubra todas essas regiões que ficam expostas ao sol”, frisa Ana Caroline.

Estimativa

O Instituto Nacional do Câncer – INCA estimou para 2020 o aparecimento de 176.930 novos casos do câncer de pele do tipo não melanoma – 93.160 em mulheres e 83.770 em homens. Em 2018, 1.358 homens e 971 mulheres morreram vítimas da doença.

No Maranhão, a previsão é de 2.290 novos casos da doença em 2020, 520 deles na capital São Luís.

Como tratar?

O médico oncologista decidirá a melhor abordagem para combater a doença. “A cirurgia é o tratamento mais indicado para ambos os tipos de câncer, podendo ser complementado com radioterapia, quimioterapia, além de outras estratégias”, pontua a oncologista.

Imagem: https://veja.abril.com.br/

Dezembro Laranja, o câncer de pele não tira férias. Maranhão deve registrar 2.290 casos em 2020

Quando diagnosticada e tratada logo no início, doença tem 90% de chances de cura. 

É dezembro, muito calor e sol forte, oportunidade mais do que perfeita para entrar de férias e curtir uma praia, piscina e espaços abertos, não é verdade? Mas antes da diversão, fique atento ao nosso alerta: três de dez novos casos de tumores malignos no Brasil são câncer de pele.

Por isso, a campanha do Dezembro Laranja chama a atenção da população brasileira para o diagnóstico e tratamento precoce da doença, porque, quando descoberta bem no comecinho, as chances de cura passam dos 90%.

Tipos mais comuns

Esse tipo de câncer é dividido basicamente em melanoma e não-melanoma. Camila Oliveira de Sá, médica oncologista da Oncoradium Imperatriz, centro especializado na prevenção e tratamento do câncer, é o centro de referência para a cidade de Imperatriz e toda a região sul do Maranhão, com atendimento pelo SUS, particular e convênio, explica que o tipo não-melanoma é mais frequente, apesar de menos grave.

“O mais perigoso é o melanoma, que atinge cerca de 3% dos casos. Ele é mais agressivo, já que tem altas chances de se espalhar para outras partes do corpo, a chamada metástase”, destacou.

Fatores de risco

1. Uso de câmaras de bronzeamento artificial;

2. Histórico familiar ou pessoal de câncer de pele;

3. Exposição prolongada aos raios solares sem proteção, principalmente na infância e na adolescência;

4. Ter pele e olhos claros, ser albino ou ter cabelos ruivos ou loiros.

E a prevenção, como faz?

“Existem muitas formas de proteger a pele da radiação solar, como o uso do guarda-chuva no dia a dia e o guarda-sol, barracas e tendas nas praias; passar filtro solar na pele mesmo em dias nublados, usar chapéus, roupas com proteção UV, óculos escuros e até mesmo a sombra das árvores para se proteger”, destaca Camila.

E o mais importante: evitar a exposição ao sol entre as 10 e 16 horas.

Números que impressionam

O câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil, tanto em homens, quanto em mulheres. Segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA, 176.930 (83.770 homens e 93.160 mulheres) novos casos de câncer de pele são estimados para 2020. Desse total, 2.290 são no Maranhão

Em 2018, a doença foi fatal para 2.329 brasileiros, sendo 1.358 homens e 971 mulheres.

Fique esperto com os sinais!

Pintas escuras que aumentam de tamanho, têm bordas irregulares, coçam e descamam são os sinais mais comuns.

“Manchas na pele que não somem, coçam, ardem, sangram e não cicatrizam em até quatro semanas é um indicativo de câncer de pele, sendo muito importante procurar ajuda médica urgente”, enfatiza a médica.

A cirurgia é o tratamento mais indicado. O procedimento pode ser complementado ainda com a radioterapia e quimioterapia.

Imagem: https://drauziovarella.uol.com.br/