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Novembro Azul: em 2020, Araguaína realizou 2.340 atendimentos para o câncer de próstata pelo SUS

INCA diz que 760 homens desenvolverão a doença em 2020 no Tocantins

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer – INCA, o câncer de próstata foi responsável por mais de 15 mil mortes no Brasil em 2018 e a maior parte foi de pacientes com mais de 65 anos. A previsão para 2020 é de que 65.840 homens desenvolvam a doença no país, 760 só no Tocantins.

A doença afeta somente homens e mulheres transexuais porque só eles têm a próstata, uma glândula que fica localizada embaixo da bexiga. Ela é responsável por produzir o fluido que protege e alimenta os espermatozoides no sêmen.

Araguaína no mapa do câncer de próstata

De janeiro a setembro de 2020, a Oncoradium, centro especializado no atendimento e tratamento do câncer e responsável pelo serviço oncológico do SUS no Hospital Regional de Araguaína, registrou 2.340 atendimentos para o câncer de próstata. 

Este número corresponde à somatória dos atendimentos ambulatoriais (consultas), quimioterapia e radioterapia, tanto para pacientes novos, como para os mais antigos que estão em tratamento contínuo.

“O recomendado é que o homem passe pelo exame anual a partir dos 45 anos. Já para aqueles que estão na zona de risco, como homens negros ou com familiares que já desenvolveram a doença, o rastreio deve começar mais cedo, a partir dos 40 anos”, pontua a Dra. Ariana Luz, médica oncologista na Oncoradium de Araguaína.

Tabu

Um dos principais exames para detectar esse tipo de câncer é o toque retal. Nele, o médico urologista detecta alterações na próstata, evidenciando a doença. Para aumentar a eficiência do diagnóstico, o paciente também faz o exame PSA de sangue.

Acontece que muitos homens, por preconceito ou desconhecimento, são resistentes quanto ao exame do toque.

Por isso, Ariana alerta que o diagnóstico tardio dificulta no tratamento da doença. 

“A resistência que o homem tem em procurar o médico para fazer exames periódicos é um perigo para a saúde. É errado buscar ajuda somente quando os sintomas aparecem, porque isso só vai dificultar o tratamento. Se for diagnosticado logo no início, o câncer de próstata tem mais de 90% de chances de cura”, enfatizou.

Fatores de Risco

– Idade: mais de 50% dos casos diagnosticados foram em homens acima dos 75 anos;

– Jato fraco de urina

– Presença de sangue na urina;

– Vontade de urinar várias vezes por dia e a noite;

– Dor pélvica, nas coxas, ossos e ombros;

– Fraqueza ou dormência nas pernas ou pés;

– Impotência sexual.

 Tratamento

O tratamento é desenvolvido individualmente para cada paciente e pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. É o médico quem vai avaliar qual é o melhor caminho para derrotar a doença. 

Outubro Rosa: INCA estima mais de 66 mil novos casos de câncer de mama entre 2020 e 2022 no Brasil

No Tocantins, a projeção para este ano é de 290 novas mulheres com a doença

O movimento é mundial e data da década de 90, mas, no Brasil, as primeiras ações começaram em 2002. O Outubro Rosa é uma das principais campanhas em prol da saúde humana durante todo o ano, ainda mais porque conta com enorme adesão da sociedade, empresas, organizações e poderes públicos.

Mas há um bônus nisso: é uma campanha praticamente exclusiva para as mulheres e todos nós sabemos que o público feminino é o que mais cuida de si (e de todos os outros também).

Vamos aos dados

Contudo, informação e conscientização nunca é demais, ainda mais porque sempre há a necessidade de aumentar a adesão às consultas e exames preventivos. E os dados mostram isso: entre os anos de 2014 e 2018, o câncer de mama ocupou o primeiro lugar em óbitos de câncer entre as mulheres com uma taxa de 16,5%, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer – INCA.

Um pouco mais de números:

1. Salvos os casos de câncer de pele não melanoma, o de mama é mais incidente no público feminino no Brasil em todas as regiões do país (INCA)

2. Para o triênio 2020/2022, a estimativa nacional é de 66.280 novos casos (INCA)

3. Ainda de acordo com o INCA, também em 2020, o Tocantins deve registrar cerca de 290 casos de câncer de mama – pelo menos 30 deles na capital Palmas.

Foco no interior

Em Araguaína, a unidade de oncologia do Hospital Regional de Araguaína, gerida pela Oncoradium – consultas, quimioterapia e radioterapia, é responsável por atender as pacientes da região meio-norte do Estado.

De janeiro até agosto deste ano, o serviço realizou mais de 2.500 atendimentos – consultas, quimioterapias e outros tratamentos – somente para casos de câncer de mama. O número abrange novos casos e casos contínuos, quando um paciente recebe mais de um atendimento durante o tratamento.

Ariana Luz, médica oncologista da Oncoradium, centro especializado em tratamento contra o câncer e responsável pelos atendimentos ambulatoriais, quimioterapia e radioterapia do Hospital Regional de Araguaína, reforça a necessidade do comportamento preventivo das mulheres com relação à mamografia.

“O ideal é começar aos 40 anos, mas se houver histórico na família, recomenda-se a partir dos 35, com exames anuais. Mas a visita periódica  à médica ou médico de confiança é fundamental. Se for descoberto logo no começo, as chances de cura do câncer de mama chegam a 95%”, afirma a médica.

É hora de prevenir o 3º câncer mais comum entre as mulheres brasileiras

Estamos falando do exame Papanicolau: simples, rápido e eficiente

Vamos começar trazendo alguns dados sobre o câncer de colo de útero, o terceiro mais incidente entre as brasileiras:

– Segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA, em 2020, a previsão é que surjam 16.590 casos da doença entre as mulheres;

– Em 2018, ainda segundo o INCA, 6.526 brasileiras morreram por causa desse câncer;

– Para o Maranhão, em 2020, (dados no INCA), a previsão é de 890 casos.

Apesar dos números preocupantes, uma informação traz esperança: o câncer de colo de útero pode ser diagnosticado precocemente, o que aumenta, e muito, as chances de cura.

E como? Por meio do Exame de Papanicolau.

O que é este exame?

É a coleta das células da parede da vagina para análise de laboratório. O objetivo é encontrar lesões ou alguma alteração que denuncie a presença do HPV, vírus responsável por quase todos os casos de câncer de colo de útero.

Só serve para isso?

Não. No papanicolau também podemos identificar outros acometimentos vaginais, como candidíase e vaginoses bacterianas.

Com a palavra, a especialista

De acordo com a ginecologista da Oncoradium Imperatriz, Dra. Fabiana Santos Barreto, o resultado do Papanicolau não é um atestado de que a mulher está com câncer.

“Muito pelo contrário. Uma vez que identificamos qualquer alteração, podemos fazer o diagnóstico das doenças por meio da biópsia e iniciar o tratamento o mais precoce possível. Feito isso, as chances de cura são enormes”, afirma a médica.

Se o quadro do câncer for inicial, as chances de cura podem atingir 90%.

E quando começar?

Recomenda-se a partir dos 25 anos e já com vida sexual ativa. Conforme orientação do Ministério da Saúde, os dois primeiros exames devem ser feitos anualmente. Se não houver alterações, a frequência passa a ser de três em três anos.

“Nós também orientamos que as mulheres continuem fazendo as coletas até os 64 anos, na média. Mas é comum mulheres com essa idade nunca terem feito o exame, aí precisamos conversar e organizar a coleta em um intervalo menor”, acrescenta Dra. Fabiana.

Imagem: Internet (https://www.boaconsulta.com/)

Serviço de radioterapia do HRA zera fila de espera por atendimento

Eram quase 100 pacientes aguardando primeira consulta ou retorno. Agora o fluxo foi normalizado

No último dia 16 de julho, o serviço de radioterapia do Hospital Regional de Araguaína (HRA) foi assumido pela Oncoradium, empresa que já gere as consultas e quimioterapias do serviço público de tratamento contra o câncer na cidade. 

Na oportunidade, havia uma fila de espera por atendimento em radioterapia de 94 pessoas: 34 para primeira consulta e 60 para retorno.

“Assim que começamos os atendimento, já montamos um plano para zerar essa fila de espera, no máximo, em 30 dias. Organizamos as consultas com os dois médicos da unidade, conciliando com os novos pacientes enviados pela regulação”, informa Janaína Nasser, diretora de operações da Rede Oncoradium.

Antes desse prazo, a fila de espera foi zerada e os atendimentos já seguem o fluxo normal.

Integração das equipes

Segundo a médica radio-oncologista, Nathalya Ala Yagi, o diálogo e o contato frequente com todos os profissionais do serviço da oncologia, como as recepcionistas, médicos, físicos, enfermeiras, assistente social, entre outros, foram fundamentais.

“Foi um trabalho em equipe. Há uma interação muito grande com todos os profissionais e isso é fundamental para fluir. E nossa preocupação é otimizar o tempo do paciente, principalmente os que vêm de fora. Como o paciente vem para a radioterapia encaminhado de outro serviço oncológico, esse fluxo está funcionando muito bem”, explica a médica.

O serviço de radioterapia tem capacidade para atender até 80 pacientes por dia, de segunda à sexta, das 7 às 17 horas. A equipe profissional é composta de dois médicos radioterapeutas, equipe de física médica, equipe de enfermagem e assistência social.

Com a retomadas dos serviços e garantia de continuidade, Araguaína mais uma vez firma-se como referência para tratamento contra o câncer no Tocantins.

Hábitos do dia a dia são responsáveis por 70% da radiação solar recebida pelo ser humano

Durante o nosso “Verão”, a atenção precisa ser redobrada para prevenir o câncer de pele

Conforme manda a tradição de todos os anos, a meteorologia promete tempo seco, sol forte e céu com poucas nuvens na região sul do Maranhão pelo menos até setembro. O conhecido Verão da nossa região chegou e com ele o aumento da exposição ao sol nas piscinas, balneários e praias de água doce, mesmo em tempos de pandemia.

Mas o perigo maior está em outro contexto: os hábitos diários das pessoas. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), eles são responsáveis por 70% da radiação que o ser humano recebe ao longo da vida.

Olha o risco!

Todo este cenário, se não houver a proteção adequada, gera riscos para o desenvolvimento do câncer de pele, um dos poucos tipos que qualquer pessoa pode desenvolver.

O médico oncologista Jorge Lyra, da Oncoradium Imperatriz, centro especializado no tratamento do câncer nas redes pública e privada, lembra que a prevenção é o único caminho.

“O protetor solar com FPS mínimo de 30 tem que ser usado todos os dias, até mesmo se estiver nublado. Pessoas que trabalham ao ar livre ainda precisam reforçar a proteção com roupas de manga comprida, de preferência com a barreira ultra-violeta”.

Óculos e chapéus também são adereços necessários. Se tiverem proteção UV, melhor ainda. 

O câncer de pele

De maneira geral, há dois tipos: não-melanoma e o melanoma. O primeiro é o mais frequente, maligno, mas, se diagnosticado precocemente, tem alta taxa de cura.

“O perigo maior está no melanoma, que é mais raro, só que mais letal. Ele também é mais agressivo, porque tem a capacidade de gerar metástase para outros órgãos de origem precoce.”, alerta Dr. Jorge.

Dados que preocupam

Segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA, o câncer de pele é o mais incidente na população brasileira e representa 30% dos tumores malignos diagnosticados.

E de acordo com a SBD, 33 mil pessoas morreram da doença no país entre 2008 e 2017. Já entre 2013 e 2019, 77 mil brasileiros desenvolveram o câncer de pele.

Anote para não esquecer

Além do uso frequente do protetor e a renovação a cada duas horas, quem for frequentar piscinas, balneários e rios tem que passar o filtro novamente sempre que se molhar, ingerir muita água e ficar abrigado o máximo de tempo possível debaixo de tendas ou barracas.

Foto: https://www.nacaojuridica.com.br/

Oncoradium assume o serviço de radioterapia do Hospital Regional de Araguaína

A gestão teve início neste dia 16 de julho. A rede é especializada em tratamentos oncológicos em vários estados das regiões norte e nordeste

A partir deste 16 de julho, o serviço de radioterapia da unidade de tratamento oncológico do Hospital Regional de Araguaína (HRA) será gerido pela empresa Oncoradium, que venceu a licitação para gestão do serviço, e que desde 2015 já administra o centro de serviço ambulatorial (consultas), quimioterapia e cirurgias.

O atendimento acontecerá de segunda à sexta, das 7 às 17 horas. Neste período de pandemia, os pacientes serão recebidos com hora marcada para evitar aglomerações, conforme explica Janaína Nasser, diretora de Operações da Rede Oncoradium.

“Trabalharemos para dar o máximo de fluxo possível aos atendimentos, respeitando todas as regras de distanciamento social e as características de cada tratamento”.

A unidade conta atualmente com um acelerador linear (radioterapia) e tem capacidade de atendimento de 80 pacientes por dia. A equipe profissional será composta de dois médicos radioterapeutas, equipe de física médica, equipe de enfermagem e assistência social.

Referência

Evandro de Araújo Júnior, diretor geral da Rede Oncoradium, ressalta que o reinício dos serviços de radioterapia mostra, mais uma vez, que Araguaína é um centro de saúde de referência para todo o Tocantins.

“O mais importante é que muitos pacientes não vão mais precisar se deslocar para outras cidades para dar continuidade aos tratamentos. Isso representa um ganho de qualidade, é poder estar perto da família. Araguaína é pioneira no tratamento contra o câncer no Tocantins e, a partir do trabalho conjunto com a equipe da Secretaria de Saúde do Estado e regulação, pretendemos, além da retomada da radioterapia, ofertar também a biópsia para os casos suspeitos

A Oncoradium

A rede, fundada em 2010, é especializada em tratamentos contra o câncer com unidades nas regiões norte e nordeste. Em processo de expansão, a Oncoradium tem como foco descentralizar o atendimento oncológico, criando centros especializados em várias regiões polos nos estados.

Ser humano recebe 70% da radiação solar durante os hábitos do dia a dia

O câncer de pele é o maior risco para quem se expõe sem proteção ao sol 

Apesar de, oficialmente, o Brasil estar no período de inverno, várias regiões do país, entre elas o meio-norte do Maranhão, vivenciam um verdadeiro verão, com tempo seco, céu limpo e sol forte. E mesmo neste período de pandemia, a exposição aos raios solares aumenta muito por causa do fluxo de pessoas nas piscinas, balneários e praias de água doce.

Só que o perigo está em outro cenário: 70% da radiação solar recebida pelo ser humano ao longo da vida acontece durante as rotinas diárias de deslocamento para o trabalho, escola, faculdades, compras e demais afazeres ao ar livre, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

O perigo do câncer de pele

E é aí que acende-se o alerta para o risco do câncer de pele, um dos tipos que qualquer pessoa pode desenvolver se não adotar medidas de proteção e prevenção.

O médico e cirurgião oncológico, Leoberth Silva Araújo, da Oncoradium Caxias, centro responsável pelo tratamento público contra o câncer no Hospital Macrorregional, explica que o comportamento preventivo é o único caminho.

“Mesmo durante a pandemia e a quarentena, muitas pessoas mantiveram suas rotinas, por isso o uso do protetor solar com fator de proteção mínimo de 15 é obrigatório. Se a pessoa suar muito, é preciso renovar a cada duas horas. Mas, de toda forma, a orientação é renovar a camada de filtro a cada três horas, no máximo”.

Para quem trabalha o tempo todo ao ar livre – motoristas, construção civil, entre outros, a recomendação é usar também camisetas de manga comprida com proteção UV (ultravioleta), chapéus e óculos de sol (se possível, também com a barreira UV).

Os tipos

O câncer de pele pode ser classificado em dois tipos mais comuns: não-melanoma e melanoma.

O não-melanoma é o mais incidente, tem letalidade baixa e altas chances de cura se diagnosticado precocemente.

“O alerta maior está no tipo melanoma, que é mais raro, porém mais letal e agressivo, porque tem a capacidade de invadir outros órgãos”, informa Dr. Leoberth.

Dados que preocupam

Segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA, o câncer de pele é o mais incidente na população brasileira e representa 30% dos tumores malignos diagnosticados.

E de acordo com a SBD, 33 mil pessoas morreram da doença no país entre 2008 e 2017. Já entre 2013 e 2019, 77 mil brasileiros desenvolveram o câncer de pele.

Anote para não esquecer

Além do uso frequente do protetor e a renovação a cada duas horas, quem for frequentar piscinas, balneários e rios tem que passar o filtro novamente sempre que se molhar, ingerir muita água e ficar abrigado o máximo de tempo possível debaixo de tendas ou barracas.

Imagem: https://live.staticflickr.com/

70% da radiação solar recebida pelo ser humano vem dos hábitos diários

Por isso os cuidados precisam ser redobrados para prevenir o câncer de pele, o mais incidente no país

O verão tocantinense chegou e até o fim de setembro a promessa da meteorologia é de muito sol, céu limpo e tempo seco. Mesmo com a pandemia, muita gente aumenta o tempo de exposição solar nas piscinas, balneários e até nas praias de água doce. Mas a atenção precisa ser dada para outro cenário: os hábitos do dia a dia.

Eles são responsáveis por 70% da radiação solar recebida pelo ser humano, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“Estamos falando dos deslocamentos para o trabalho, compras e demais afazeres pessoais como exercício físico ao ar livre, situações em que a pele transpira excessivamente e demanda uma troca repetida do protetor solar. Claro que, nesse período de quarentena, essa exposição diminuiu, mas muitas pessoas mantiveram sua rotina normal e o cuidado tem que ser redobrado”, informa Macilon Irene, médico oncologista da Oncoradium, centro responsável pelo tratamento contra o câncer no Hospital Regional de Araguaína.

Crie uma nova rotina

Mesmo quando estiver nublado, o que é raro por esses tempos, a recomendação é usar protetor solar com FPS mínimo de 30. A reaplicação padrão do protetor solar deve ser feita de três em três horas, mas esse intervalo diminui (de 2 em 2 horas) em casos de transpiração excessiva, exposição solar prolongada ou após sair da água.

Para os profissionais que trabalham de moto, bicicleta ou ao ar livre, a orientação é usar também roupas de manga comprida com proteção UV, além de chapéus e óculos, também com barreira aos raios ultravioletas.

Câncer de pele

Este tipo de câncer, que é o mais incidente em nossa população, está relacionado, na maioria das vezes, com o estilo de vida, ou seja, qualquer pessoa terá maior chance de desenvolver se não se proteger da exposição contínua e prolongada dos raios solares.

Evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação UV são as melhores estratégias para prevenir o melanoma e outros tipos de tumores cutâneos.

O oncologista Marcilon explica que há dois tipos: o não-melanoma e o melanoma.

“O tipo mais comum, o câncer da pele não melanoma, tem letalidade baixa, porém seus números são muito altos. Contudo, ele tem altas chances de cura se for detectado de forma precoce. Já o segundo, o melanoma, é bem mais agressivo, com alta taxa de letalidade e tem também a capacidade de se espalhar para outros órgãos”.

Dados preocupantes

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, entre 2013 e 2019, cerca de 77 mil pessoas foram diagnosticadas com câncer de pele no país. Já entre 2008 e 2017, 33 mil brasileiros morreram em decorrência da doença.

O câncer da pele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil, sendo que o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 180 mil novos casos.

Nunca é demais lembrar

Além do uso de protetor e demais métodos de bloqueio dos raios solares (chapéu, roupas, óculos de sol, etc.), as recomendações incluem evitar a exposição solar entre as 10 e 16 horas, ingestão frequente de água e, para aqueles que frequentarão piscinas, praias e balneários, é importante renovar o protetor sempre que se molhar e ficar abrigado embaixo de barracas ou tendas.

Imagem: https://www.royalmaquinas.com.br/

Doações de sangue no Hemomar de Caxias caíram 40% nos últimos meses

A preocupação está no atendimento às cirurgias de emergência e tratamentos contra o câncer, que podem demandar transfusões

Mesmo durante a pandemia, quando o isolamento social reduz o fluxo de pessoas nas ruas, as cirurgias de emergência e alguns tratamentos, como os contra o câncer, continuam demandando transfusões sanguíneas. É por isso que as doações de sangue precisam continuar ativas.

Carlos Eduardo Sá, médico oncologista da Oncoradium, centro responsável pelo tratamento oncológico no Hospital Macrorregional de Caxias, explica que muitos pacientes podem precisar das doações para continuar o tratamento.

“A transfusão sanguínea é essencial quando o paciente, durante quimioterapia, desenvolve uma anemia severa. E, nestes casos, sem a transfusão, o tratamento não tem como continuar”.

Em outras situações, o sangue também é necessário, quando, por exemplo, há tumores sólidos que provocam hemorragias nos pacientes. Os cânceres sanguíneos, como o linfoma, e o mieloma múltiplo, dependendo da situação, também podem demandar a transfusão.

Hemomar de Caxias

Segundo Vivianne Rodrigues Carvalho, diretora do Hemonúcleo de Caxias, a redução nas doações nos últimos meses chegou a 40%.

“O ideal, para nós, seria pelo menos 20 doações diárias, para suprirmos as necessidades de toda nossa região, que demanda uma média de 450 bolsas por mês. Mas estamos conseguindo coletar menos da metade disso”, conta.

A diretora lembra que a rede hospitalar de Caxias é muito grande, com unidades particulares, municipais, estaduais, clínicas e a hemodiálise, e todas dependem do Hemomar.

Por isso, para garantir ainda mais segurança e atrair os doadores, o hemonúcleo adaptou os atendimentos durante a pandemia.

“Estamos agendando as doações para evitar aglomerações, estamos praticando o distanciamento entre os doadores, o constante uso de EPIs específicos por parte dos servidores e álcool em gel disponibilizado em vários locais”, ressalta Viviane.

Os agendamentos podem ser feitos pelo telefone (99) 98817-8761.

Imagem: https://www.acessa.com/

Hemomar de Imperatriz registrou queda de mais de 50% nas doações em maio

 

Pandemia afastou os doadores, mas a demanda por sangue é constante por causa das cirurgias de emergências e tratamentos contra o câncer

A pandemia da COVID-19 (novo coronavírus) alterou radicalmente a rotina das vidas pessoal e profissional de milhões de pessoas no país. E entre essas mudanças está a diminuição drástica de doadores de sangue no Hemomar de Imperatriz.

Acontece que, mesmo neste período de isolamento social, cirurgias de emergência e tratamentos, como os contra o câncer, continuam acontecendo normalmente e a demanda por transfusões sanguíneas é constante.

Sangue no tratamento oncológico

Camila Oliveira de Sá, médica oncologista da Oncoradium de Imperatriz, centro responsável por tratamentos oncológicos nas redes pública e privada, conta que, geralmente, pacientes com tumores sólidos e que estão em tratamento de quimioterapia podem precisar de transfusão de concentrado de hemácias, uma das células do sangue.

“Mais raramente, há necessidade de plaquetas, por efeito colateral do próprio tratamento. E pacientes que estão fazendo quimioterapia junto com radioterapia também podem ter anemia e necessitar de transfusão de hemácias com mais frequência”, explica a médica.

Outros casos

Cânceres em estágio avançado e que provocam algum tipo de hemorragia também podem demandar sangue. Tem ainda os cânceres sanguíneos, como o linfoma, e o mieloma múltiplo, que, dependendo da situação, fazem com o paciente necessite de transfusão.

Hemomar

Conforme explica o coordenador de Triagem Clínica e Sala de Coleta, Weverton Augusto Barros de Oliveira, os meses de abril e maio vivenciaram uma queda acentuada nas doações. Mas, no último mês, a redução foi grande, de mais de 50%.

“Maio fechou com 541 bolsas coletadas, mas o padrão anterior era cerca de 1.200 bolsas”, afirma Weverton.

Ao todo, o Hemomar de Imperatriz atende a rede hospitalar pública e privada de 21 municípios da região, que somam mais de 500 mil pessoas.

“Semana passada havia apenas 25 bolsas no total disponível para atender toda essa população”, alerta o coordenador.

Mudanças necessárias

Para dar mais segurança aos doadores, o Hemomar reforçou os processos de higienização das salas e equipamentos e está usando a área externa do prédio para acomodar os doadores, e assim respeitar o distanciamento social mínimo de dois metros.

“Também estamos controlando o acesso à área interna da unidade, colocamos álcool em gel disponível em todos os setores e todos os nossos servidores estão usando os EPIs obrigatórios”, ressalta.

O Hemomar de Imperatriz também está agendando as doações para organizar melhor o fluxo de pessoas e diminuir o tempo de permanência do doador na unidade. O telefone é o (99) 3526-6777.

A capacidade é para receber até 30 doadores por turno de trabalho

Imagem: https://www.analysislaboratorio.com.br/