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Projeto Cãoterapia promove alegria e interação para as crianças internadas no HMA

Os pacientes e acompanhantes interagiram com os pets e assistiram um teatro de fantoches sobre a importância de cuidar dos animais

“Nós já ficamos aqui no hospital em uma situação de fragilidade com os nossos filhos e esse projeto com os cãezinhos ajudou não só as crianças, mas a nós também. Eu fiquei bem feliz com essa tarde de hoje”, disse Michelly Soares, mãe da Maria Vallentina, que está internada no Hospital Municipal de Araguaína (HMA).

A tarde do último dia 26 de setembro foi marcada por sorrisos e emoção. Isso porque foi realizada mais uma edição do projeto Cãoterapia, que tem como objetivo encorajar as relações interpessoais, despertando a atenção, concentração e raciocínio dos participantes.

O projeto é uma parceria do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Tocantins, campus de Araguaína, com o Instituto Saúde e Cidadania – ISAC, que faz a gestão do hospital.

“O resultado é imediato, é impressionante! Após o contato com os animaizinhos e com as outras crianças, alguns pacientes que antes não queriam comer, ou ajudar no tratamento, passaram a se alimentar melhor, sorrir e até colaboram com o atendimento das nossas enfermeiras. E isso para nós é muito gratificante!”, destacou a terapeuta ocupacional do HMA, Evellyne Andrade.

A tarde de interação ainda teve apresentação de teatro com fantoches, que chamou a atenção da criançada e dos acompanhantes.

 “O nosso objetivo é ver esses sorrisos e reações diversas que vimos aqui hoje. Na apresentação, trouxemos uma mensagem de um gatinho, que é espancado por estar fazendo barulho no telhado de uma casa e que vai pra rua logo depois. Em outra situação, ele recebe um lar e é muito amado pelo seu novo dono. E falar sobre a importância de dar amor e cuidado para os animais foi a nossa intenção, acho que conseguimos”, agradeceu a professora da UFT, Ana Paula Coelho.

Setembro é o mês Dourado para falar sobre o câncer infantojuvenil

Não há como prevenir a doença, que tem origem genética, mas o diagnóstico precoce é o caminho para a cura

Para intensificar a conscientização sobre e necessidade do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil, o mês de setembro recebe a cor dourada para celebrar a causa.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) mostra que, atualmente, o câncer na criança e no adolescente representa de 1% a 3% de todos os casos de câncer diagnosticados. Já o Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que o câncer é a principal causa de morte por doença neste público no Brasil.

A oncopediatra da Acreditar Tocantins, Maria Tereza Ferreira Albuquerque, destaca a importância de estar atento aos sinais e sintomas do câncer.

“Isso favorece a descoberta e o tratamento precoce. O câncer infantojuvenil é uma patologia rara que apresenta características distintas. Ele faz parte de um conjunto de doenças mais agressivas, com curtos períodos de espera e que se proliferam rapidamente”, pontua.

Principais sinais

Segundo o Observatório da Saúde da Criança e do Adolescente, os principais sintomas do câncer infanto-juvenil são febre persistente sem causa esclarecida, perda de peso sem explicação, sangramentos anormais, mancha branca no olho, caroços (ínguas) duros, dor nos ossos sem explicação e palidez incomum da pele.

“Quando o diagnóstico é antecipado e o tratamento é iniciado, o câncer tem 80% de chances de cura”, completa a médica.

Não há fatores de risco

O câncer em crianças e jovens se diferente do câncer em adultos principalmente por causa dos fatores de risco. O câncer infantil não costuma estar associado a causas externas e os sintomas podem ser confundidos com outras doenças.

“O acompanhamento médico regular possibilita esse diagnóstico rápido. O câncer em crianças e adolescentes está ligado a mutação genética e não há prevenção”, explica.

Dores fortes e frequentes nos ossos podem indicar um câncer

O osso é o terceiro local do corpo mais atingido pelas metástases, atrás apenas do fígado e pulmão

 

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Cancerologia mostra que, no Brasil, cerca de 2.700 novos casos de câncer ósseo surgem todos os anos. É um tipo de câncer raro, mas perigoso, pois evolui rapidamente.

Na maioria dos casos, a causas de tumores ósseos incluem doenças hereditárias e metástases. O médico onco-ortopedista da Acreditar Tocantins, Dr. Ernesto Fernandez Machin, explica que o tumor é caracterizado como uma massa de tecido com crescimento anormal e pode se desenvolver em qualquer osso do corpo.

“O mais comum é surgir nos ossos longos, como fêmur e coluna. O tratamento pode ser feito com cirurgia ou não”, afirma o especialista.

Sintomas

Dores fortes e frequentes, redução do funcionamento e mobilidade na área afetada e o aumento do risco de fraturas são indícios da presença do câncer ósseo.

Outro importante fator a ser considerado é a alta incidência de câncer ósseo em pacientes que apresentam metástase em cânceres de mama e próstata.

“No caso do câncer de mama, a metástase pode atingir os ossos em até 37% dos casos. Quando é a próstata, esse índice pode chegar a 15%, da mesma forma que o câncer no pulmão (15%)”, reforça Dr. Ernesto.

O osso é o terceiro local do corpo mais atingido pelas metástases, atrás apenas do fígado e pulmão.

Diagnóstico

A identificação do tumor começa pela radiografia simples e o onco-ortopedista saberá identificar se a lesão tem características de benignidade ou agressividade.

Em um momento posterior, é realizado o estadiamento, quando o paciente faz exames mais complexos, como ressonância magnética, cintilografia óssea, arteriografia, entre outros.

“O câncer ósseo não tem como ser prevenido, pois tem base genética. A pessoa precisa estar atenta à dor e procurar o especialista. Uma dor óssea que não melhora e não deixa a pessoa dormir deve ser cuidada. Alguns tumores não cancerígenos desaparecem sem tratamento”, completou.

Área de abrangência

A Oncologia Ortopédica não trata apenas tumores primários ósseos, que podem ser benignos ou malignos, mas também outras manifestações, como tumores de origem vascular, ou implantes metastáticos de origem, por exemplo, na mama e na próstata.

Abrange ainda outras lesões não neoplásicas como a Doença de Paget e lesões que são chamadas de pseudo-tumores (falsos tumores), como o caso de tumor marrom do hiperparatireoidismo.

Imagem: https://www.acritica.com

Mudança nas refeições da UPA e HMA melhora a alimentação de pacientes, acompanhantes e colaboradores

Desde a última semana, as marmitas são térmicas para conservar melhor a comida

Colaboradores, acompanhantes e pacientes do Hospital Municipal de Araguaína e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) passaram a usufruir de uma importante mudança que melhorou a qualidade das refeições oferecidas nas unidades.

O Instituto Saúde e Cidadania – ISAC, responsável pela gestão das unidades, mudou a forma de acondicionamento das refeições a serem servidas, que agora serão em bandejas térmicas para garantir a melhor conservação dos alimentos.

A diretora geral da UPA, Meire Fonseca, explica que a iniciativa faz parte dos investimentos da organização social em qualidade e humanização.

“Além de preservar a temperatura, sabor e qualidade da comida, mantendo os valores nutricionais dos alimentos, o novo recipiente também proporciona humanização com a personalização das bandejas e divisão dos alimentos servidos”, destaca Meire.

No HMA, por ser referência no tratamento infantil, as bandejas térmicas foram confeccionadas com figuras infantis, como forma de chamar a atenção das crianças e aumentar a adesão à alimentação.

Nova marmita

As marmitas possuem quatro divisórias. Em cada espaço acomoda-se um tipo de alimento, melhorando a visualização da comida.

O ISAC também realizará um treinamento com toda a equipe do Serviço de Nutrição e Dietética, em parceria com a empresa fornecedora das bandejas, para melhorar os sabores das refeições, utilizando temperos naturais, sempre prezando por uma alimentação saudável e de qualidade.

Língua presa pode dificultar a amamentação e desenvolvimento da fala

Durante o Agosto Dourado do Aleitamento Materno, é importante lembrar que a prevenção começa com o Teste da Linguinha

Durante o período de amamentação, algumas crianças apresentam dificuldades para se alimentar. A principal delas é a língua presa. Esse problema é uma alteração no frênulo e pode ser detectado a partir da forma como o bebê mama no seio. Uma das características principais é o grande esforço que a criança faz para mamar e a fome não é saciada.

O médico otorrinolaringologista, Daniel Nunes, lembra que os pais da criança precisam buscar orientações profissionais em situações como essa.

“É importante que a mãe e o bebê passem por essa fase de forma prazerosa. Se o bebê apresentar a língua presa ele terá muita dificuldade em mamar e até mesmo ferir o seio da mãe, além do risco de apresentar baixa nutrição”, completou.

Outros problemas que podem derivar dessa condição são os de desenvolvimento da fala, uma vez que é possível que a dicção fique comprometida, caso o quadro não seja tratado.

Quando a filha da Renata Cristina Santos nasceu, ela sentiu algo diferente e foi logo procurar por orientação médica.

“Quando ela nasceu, os médicos identificaram que ela poderia ter a língua presa e alguns indicaram o procedimento cirúrgico. A pediatra pediu para procurar um especialista. No acompanhamento, o médico preferiu não fazer cirurgia até ela começar a falar. Agora ela está começando a falar as primeiras palavras e nos surpreendeu, pois ela tem uma dicção muito boa”, relatou.

Teste da Linguinha

Desde 2014, uma lei federal obriga hospitais e maternidades a fazerem o Teste da Linguinha em crianças nascidas em suas dependências.

“Esse diagnóstico precoce é importante para a prevenção de problemas durante o período de amamentação”, lembra Daniel.

A avaliação feita no Teste da Linguinha não é invasiva, não tem contraindicações e possibilita diagnóstico e encaminhamento para tratamento das alterações por equipe multidisciplinar.

Imagem: https://maepop.com.br

Hospital Municipal de Araguaína lança campanha de arrecadação de brinquedos para pacientes da UTI Pediátrica

Os itens vão atender crianças na faixa de 0 a 12 meses de idade e podem ser entregues na recepção do HMA em horário comercial

O Hospital Municipal de Araguaína lançou uma campanha de arrecadação de brinquedos novos, preferencialmente lacrados, para os pacientes internados na UTI Pediátrica. A demanda é para atender crianças de 0 a 12 meses e as opções incluem chocalhos, mordedores e brinquedos de borracha com sons adequados para a faixa etária, entre outros itens, exceto artigos de pelúcia.

As doações podem ser entregues na recepção do próprio hospital (Avenida Tibúrcio José Dantas, nº 650, Loteamento Manoel Gomes da Cunha) em horário comercial

A terapeuta ocupacional do HMA, Evelyne Andrade, explica que os brinquedos são uma alternativa para estimular e entreter os pacientes durante a internação.

“Na primeira infância, brincar é um dos principais estímulos oferecidos à criança. Diante disso, esses brinquedos serão usados para estimular o desenvolvimento neuropsicomotor e deixar o ambiente hospitalar um pouco mais aconchegante para os pacientes infantis”, frisou.

Allaíne Lacerda, coordenadora de enfermagem da UTI Pediátrica do HMA, lembra que a assistência à criança internada deve atender também as necessidades emocionais, sociais e psicológica.

“Utilizamos técnicas adequadas de comunicação e relacionamento que permitam reconhecer e compreender essas necessidades. O brinquedo terapêutico na assistência à criança contribui para amenizar o sofrimento causado pelo impacto da hospitalização, contribuindo para melhorar o enfrentamento do processo de adoecimento”, disse.

Agosto Verde-Claro alerta a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento dos linfomas

A doença atinge as células do sistema imunológico. Se diagnosticado precocemente, as chances de cura podem chegar a mais de 80%

Agosto é o mês escolhido para receber a cor verde-claro de conscientização sobre a necessidade de atenção aos sinais e o diagnóstico precoce do tratamento do linfoma, um tipo de câncer que atinge os linfócitos, células que fazem parte do sistema imunológico do nosso corpo.

A doença é caracterizada pela multiplicação desordenada destas células, gerando o aumento dos gânglios linfáticos, popularmente conhecidos como ínguas. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa do número de casos de linfoma, no ano passado, no Tocantins, foi de 40.

Existem mais de 40 tipos de linfomas, divididos em dois grupos principais: o Linfoma de Hodgkin e o Não-Hodgkin.

Sintomas

Os sinais do linfoma são variados e com manifestações físicas aparentes, como o surgimento de ínguas endurecidas, e geralmente indolores, no pescoço, axilas e virilha.

A médica hematologista e hemoterapeuta da Oncoradium, responsável pelo serviço de tratamento contra o câncer no Hospital Regional de Araguaína, Wacilla Batich Abdalla Barbosa, lembra que existem outras doenças mais comuns que podem levar ao aumento dos gânglios linfáticos, como quadros de infecção.

“Por isso é fundamental procurar um especialista caso os gânglios permaneçam por um longo período, principalmente se forem relacionados ao cansaço persistente, perda de peso, febre e suor excessivo. Coceira na pele, desconforto respiratório e no abdômen também podem acontecer”, pontua.

O sistema linfático é responsável pela remoção dos fluídos corporais e a defesa do organismo.

 

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico do linfoma é feito por meio da biópsia na região afetada. É retirada uma pequena parte ou de todo o linfonodo para exames patológicos para confirmação do diagnóstico.

“A doença é classificada de acordo com o tipo de linfoma e o estágio em que se encontra. A maioria desses linfomas é tratada com quimioterapia, associação de imunoterapia e quimioterapia ou radioterapia. Tudo vai depender do tipo de Linfoma e da avaliação do estado inicial do tumor”, detalha Dra. Wacilla.

A duração do tratamento também dependerá do estadiamento inicial e do subtipo. As chances de cura são altas, até 80%, quando descoberto em fase inicial. Por isso, é fundamental procurar atendimento médico quando os sintomas são notados.

Imagem: https://santahelenahospital.com.br

Pacientes em tratamento contra o câncer em Araguaína ganharam comemoração de Dia dos Pais

O café da manhã com homenagens, informação,  depoimentos e oração foi organizado pelos colaboradores da Oncoradium, prestadora do serviço no Hospital Regional

Emoção, alegria e muito amor marcaram a comemoração de Dia dos Pais para os pacientes que fazem tratamento contra o câncer no Hospital Regional de Araguaína, na manhã desta sexta (09). A Oncoradium, empresa prestadora do serviço na unidade, ofereceu um café da manhã para pais e acompanhantes.

A ação contou também com momento religioso, depoimentos de superação e motivação, e uma pequena palestra sobre o câncer de linfoma, uma iniciativa que faz parte da campanha Onocobem, que tem como foco compartilhar conhecimento.

Manoel Coelho Lima, pai, pastor e que venceu a luta contra o câncer, conta que eventos como esses são um elemento de motivação determinante durante os tratamentos.

“Desde 2016 luto contra o câncer. Cheguei aqui em fase terminal, mas, com muita fé e acreditando na equipe, eu fui curado. Em 2017 fiquei livre do câncer e estou fazendo apenas acompanhamento. Quero agradecer aos colaboradores, porque essa festa ajuda a motivar muita gente”, disse Manoel.

Humanização

A assistente social da Oncoradium, Michelle Freitas, destaca que o principal propósito de celebrar essa data é garantir que os pacientes se sintam mais acolhidos.

“O acolhimento é muito importante nessa fase de tratamento, porque esses pais estão passando por um momento delicado.  Estamos muito contentes por ver a alegria e a emoção neles. A Oncoradium valoriza essa humanização”, frisou.

“Desde 2016 que acompanho minha neta, que está com câncer e faz tratamento. Eu acho muito bom esse evento, sempre fomos bem tratados aqui, toda a equipe trabalha de forma excelente. Me sinto honrado como avô e como pai. Me emocionei com as palavras”, disse o acompanhante Raimundo Nonato.

 

Campanha da Honestidade é implantada na UPA

Um freezer com picolés mais de 1.000 picolés foi colocado à disposição de pacientes junto a uma caixa para depositar R$ 2,00 como contribuição

A partir desta semana, pacientes da Unidade de Pronto Atendimento – UPA de Araguaína terão uma novidade na recepção: um freezer com picolés à disposição. Mas a iniciativa do Instituto Saúde e Cidadania – ISAC vai além de uma opção para refrescar o calor de agosto: trata-se da Campanha da Honestidade. Ao lado do freezer haverá uma caixa para que o paciente possa “pagar” pelo picolé, no entanto, não haverá nenhum tipo de fiscalização. O valor é de R$ 2,00.

A UPA é a terceira unidade do ISAC que implanta a campanha.

“O nosso principal objetivo é despertar essa questão do voluntariado, de fazer o bem com os princípios da honestidade e de caráter do ser humano. Nós estamos bem felizes e confiantes com essa implantação e torcendo pelo resultado positivo”, afirma Meire Fonseca, diretora geral da UPA.

Foco no usuário

Ao todo, são mais de 1.000 picolés de 15 sabores diferentes. A gerente financeira do ISAC, Suzane Alves, lembra que o foco da campanha não é lucrar.

“Todo o valor arrecadado será investido na compra de mais picolés para os pacientes. A sugestão de pagar R$ 2,00 é para incentivarmos a honestidade das pessoas. Iremos reverter 100% desse valor em benefícios para o próprio usuário. Daqui 30 dias vamos fazer esse balanço”.

Fé na humanidade

Na caixa onde o valor pode ser depositado, há frases, como “Faça o bem sem olhar a quem”, “O que você planta hoje, colherá amanhã”, “Deixe o mundo um pouco melhor do que encontrou” e “Faça você a diferença”.

A acompanhante de um paciente Victória Kelly, viu de perto o lançamento da campanha e acredita que os bons valores serão colocados em prática.

“Eu ainda acredito no ser humano. Nós temos muitas pessoas ruins no mundo, mas também temos pessoas honestas e que fazem o bem. Essa iniciativa foi bacana, porque além de tudo isso,  é uma forma até de distração para nós que estamos aqui aguardando atendimento. Espero que seja um sucesso, eu já fiz a minha parte”, disse.

Quando o usuário não tiver o dinheiro trocado e precisar de troco, ele próprio pode abrir a caixa e retirar o valor. Não havendo dinheiro suficiente o comprador pode solicitar à administração da UPA.

Período de veraneio no sul do Maranhão demanda mais cuidados com a pele

O sol forte e as temporadas de praias requerem prevenção contra o câncer

Na região sul do Maranhão, o período de veraneio já começou e se estende até meados de setembro. Além do sol forte durante os dias de trabalho, há também as temporadas de praias, momento de maior exposição à radiação solar e, neste cenário, é preciso redobrar os cuidados com a pele.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele não-melanoma é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Mas quando descoberta no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.

Em 2018, a estimativa de casos no Maranhão foi de 1680 entre homens e mulheres.

Na rua ou na praia

O cirurgião oncológico da Oncoradium Imperatriz, Gumercindo Leandro Filho, destaca que a prevenção é o único caminho para evitar o câncer, seja no dia a dia do trabalho ou durante a temporada de praias.

“O protetor solar é fundamental e indispensável, respeitando, também, o fator de acordo com cada pele e o tempo de exposição ao sol. No dia a dia, o fator 30 é suficiente. Nas praias, tem que ser acima disso. O uso das camisas com proteção UV, bonés e óculos também ajudam na prevenção”, diz o médico.

Para quem vai tomar banho na piscina ou nos rios, é necessário aplicar o produto com alguns minutos de antecedência e reaplicar após sair da água. E mesmo quem não se molha com frequência precisa renovar o protetor solar a cada duas horas.

“Ficar mais tempo embaixo de guarda-sóis e tendas também é bastante recomendado. Outro aspecto importante dos cuidados é a hidratação constante, porque a água protege nossa pele também”, reforça Dr. Gumercindo.

 Pessoas mais sensíveis

“É importante não esquecer de passar protetor solar nas orelhas e nos pés, principalmente para as pessoas de pele, cabelos e olhos claros, que têm maior risco de desenvolver o câncer de pele. Outro fator importante é que quem teve muita insolação na infância e adolescência têm maior risco desenvolver o câncer do tipo Melanoma”, pontua o oncologista.

Mais dicas

Evite o sol nos horários entre as 10 e 16 horas;

Use protetor solar com Fator de Proteção Solar (FPS) no mínimo 30;

Reaplique o protetor a cada 2 horas, até mesmo aqueles que são “à prova d’água”;

Aplique o protetor solar cerca de 30 minutos antes de se expor ao sol;

Além do protetor solar, utilize bonés, chapéus, roupas compridas, óculos escuros e procure sempre lugares com sombra;

Reaplique o protetor solar após sair da água;

Beba muita água ou sucos naturais com o mínimo de açúcar possível;

Prefira alimentos mais leves, como saladas, frutas e peixes assados;

Evite frituras e comidas muito gordurosas de difícil digestão.

 

Imagem: https://www.imperlove.com.br