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Novembro Azul: Unidade de Oncologia de Araguaína registra mais de 3 mil procedimentos em homens em tratamento contra o câncer

Campanha alerta a população masculina sobre cuidados gerais com a saúde

O cuidado com a saúde do homem em todas as fases da vida é o foco atual das campanhas nacionais do Novembro Azul. O objetivo é lembrar que, além do câncer de próstata, é preciso chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce de outras doenças e também outros tipos de cânceres que atingem principalmente os homens.

Um estudo divulgado pelo Ministério da Saúde feito com mais de seis mil homens adultos aponta que 31% deles ainda não têm o hábito de ir ao médico regularmente.  Desses que não vão, 55% afirmam simplesmente que não precisam.

Segundo levantamento da Oncoradium, responsável pela gestão da Unidade de Oncologia (consultas e quimioterapia) do Hospital Regional de Araguaína, de janeiro a setembro foram realizados mais de 3 mil procedimentos durante os tratamentos contra o câncer apenas no público masculino.

Tipos mais comuns

Os tipos de cânceres mais comuns entre os homens, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são os de pele não-melanoma, próstata, traqueia, brônquios e pulmão, cólon e estômago.

A médica oncologista da Oncoradium, Dra. Ariana Luz, lembra o diagnóstico precoce sempre será a forma mais segura de garantir mais sucesso nos tratamentos.

“Queremos motivar os homens para visitarem os médicos com mais frequência. É preciso fazer os exames de rotinas e os específicos a partir de uma determinada idade. Sem contar nos hábitos diários, como alimentação e exercícios físicos, que são fundamentais para prevenção”, afirma.

Próstata

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Esse tipo de câncer é uma doença na qual as células cancerígenas se desenvolvem na próstata, que é uma glândula masculina do localizada ao redor da uretra.

Ainda segundo a Oncoradium, de janeiro a setembro deste ano, foram realizados mais de 2.200 procedimentos para o tratamento de câncer de próstata na unidade de Araguaína.

“A avaliação médica para a descoberta dessa doença deve ser feita a partir dos 45 anos, mas é preciso observar também histórico familiar, que pode demandar que o homem comece o rastreio a partir dos 40. O câncer de próstata tem cura, mas é necessário que os homens procurem ajuda médica”, reforça Ariana.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda que os homens, a partir da puberdade, devam procurar um médico especializado para avaliação.

Homens vivem menos no Tocantins

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta também uma diferença considerável entre a expectativa de vida das mulheres e homens no Tocantins. O estudo mostra que a estimativa de vida do homem tocantinense é de 70,7 anos e das mulheres 77 anos.

Entre as formas de evitar o câncer estão a alimentação saudável, não fumar, manter o peso do corpo ideal, praticar atividade física regularmente e evitar ingestão de bebida alcoólica.

Foto: blog.biologicus.com.br

ACIARA mantém questionamentos sobre o Benefício Social

Entidade reforça que empresários não foram consultados sobre a obrigatoriedade, que se assemelha à contribuição sindical abolida na Reforma Trabalhista

Desde maio de 2018, a Associação Comercial e Industrial de Araguaína – ACIARA mobiliza seus associados e demais entidades representativas dos empresários do Tocantins a respeito da cobrança do Benefício Social, pago pelas empresas aos sindicatos e que a ACIARA considera ilegal.

Instituído na Convenção Coletiva de Trabalho, firmada entre a Federação do Comércio, Bens e Serviços do Tocantins (Fecomércio) e o Sindicato dos Empregados do Comércio do Estado do Tocantins (SECETO), o Benefício Social Familiar obriga as empresas a recolher, mensalmente, R$ 20,00 por cada colaborador empregado.

Questionamentos

A contribuição é questionada por 13 associações empresariais do Estado junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), porque veem nela uma alternativa para a contribuição sindical, abolida pela Reforma Trabalhista.

Questões formais e legais foram questionadas em uma ação protocolada no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, em que a ACIARA reivindicou a anulação tanto da convenção coletiva firmada entre o SECETO e a Fecomércio, como também a anulação da cláusula da convenção que criou o chamado Benefício Social Familiar.

De acordo com a ACIARA, essa cláusula prevê que as empresas são obrigadas a pagar o valor mensal por trabalhador para uma empresa gerenciadora de um fundo. Essa empresa, sediada em Americana (SP), cobra uma taxa de administração e fornece alguns serviços, uma espécie de seguro contra eventualidades, como acidente, licença maternidade, doenças e morte.

Prejuízos às empresas

“Do valor arrecadado, desconta-se o valor da taxa de administração e do valor gasto com os prêmios de seguro pagos e o que sobre é rateado entre os sindicatos. Ou seja, no fundo, os sindicatos obrigaram as empresas a pagarem mais caro por um serviço que é oferecido por seguradoras de renome pela metade do preço para que possam custear suas atividades. Isso é muito perigoso, pois admitir algo dessa natureza demonstra que os sindicatos podem indicar um valor maior a cada convenção coletiva, podendo ficar sem limites”, pontua o assessor jurídico da ACIARA, Roger Sousa Kuhn.

Empresários não foram ouvidos

Tanto a ACIARA, quanto as demais associações e empresários, reclamam que não foram consultados na obrigatoriedade do benefício social.

“A ACIARA não tem tradição em enfrentar esse tipo de imposição judicialmente. Sempre a discussão foi pautada por diálogo, que muitas vezes foi oportunizado pelos sindicatos. Ocorre que, na última convenção, foi instituído essa obrigação sem qualquer aviso prévio às empresas, que foram pegas de surpresa. A ACIARA busca o diálogo com os sindicatos patronais e a própria Fecomércio”, afirma Roger Kuhn.

Foto: Marcos Filho / Ascom Prefeitura de Araguaína

Projeto Cãoterapia promove alegria e interação para as crianças internadas no HMA

Os pacientes e acompanhantes interagiram com os pets e assistiram um teatro de fantoches sobre a importância de cuidar dos animais

“Nós já ficamos aqui no hospital em uma situação de fragilidade com os nossos filhos e esse projeto com os cãezinhos ajudou não só as crianças, mas a nós também. Eu fiquei bem feliz com essa tarde de hoje”, disse Michelly Soares, mãe da Maria Vallentina, que está internada no Hospital Municipal de Araguaína (HMA).

A tarde do último dia 26 de setembro foi marcada por sorrisos e emoção. Isso porque foi realizada mais uma edição do projeto Cãoterapia, que tem como objetivo encorajar as relações interpessoais, despertando a atenção, concentração e raciocínio dos participantes.

O projeto é uma parceria do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Tocantins, campus de Araguaína, com o Instituto Saúde e Cidadania – ISAC, que faz a gestão do hospital.

“O resultado é imediato, é impressionante! Após o contato com os animaizinhos e com as outras crianças, alguns pacientes que antes não queriam comer, ou ajudar no tratamento, passaram a se alimentar melhor, sorrir e até colaboram com o atendimento das nossas enfermeiras. E isso para nós é muito gratificante!”, destacou a terapeuta ocupacional do HMA, Evellyne Andrade.

A tarde de interação ainda teve apresentação de teatro com fantoches, que chamou a atenção da criançada e dos acompanhantes.

 “O nosso objetivo é ver esses sorrisos e reações diversas que vimos aqui hoje. Na apresentação, trouxemos uma mensagem de um gatinho, que é espancado por estar fazendo barulho no telhado de uma casa e que vai pra rua logo depois. Em outra situação, ele recebe um lar e é muito amado pelo seu novo dono. E falar sobre a importância de dar amor e cuidado para os animais foi a nossa intenção, acho que conseguimos”, agradeceu a professora da UFT, Ana Paula Coelho.

Setembro é o mês Dourado para falar sobre o câncer infantojuvenil

Não há como prevenir a doença, que tem origem genética, mas o diagnóstico precoce é o caminho para a cura

Para intensificar a conscientização sobre e necessidade do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil, o mês de setembro recebe a cor dourada para celebrar a causa.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) mostra que, atualmente, o câncer na criança e no adolescente representa de 1% a 3% de todos os casos de câncer diagnosticados. Já o Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que o câncer é a principal causa de morte por doença neste público no Brasil.

A oncopediatra da Acreditar Tocantins, Maria Tereza Ferreira Albuquerque, destaca a importância de estar atento aos sinais e sintomas do câncer.

“Isso favorece a descoberta e o tratamento precoce. O câncer infantojuvenil é uma patologia rara que apresenta características distintas. Ele faz parte de um conjunto de doenças mais agressivas, com curtos períodos de espera e que se proliferam rapidamente”, pontua.

Principais sinais

Segundo o Observatório da Saúde da Criança e do Adolescente, os principais sintomas do câncer infanto-juvenil são febre persistente sem causa esclarecida, perda de peso sem explicação, sangramentos anormais, mancha branca no olho, caroços (ínguas) duros, dor nos ossos sem explicação e palidez incomum da pele.

“Quando o diagnóstico é antecipado e o tratamento é iniciado, o câncer tem 80% de chances de cura”, completa a médica.

Não há fatores de risco

O câncer em crianças e jovens se diferente do câncer em adultos principalmente por causa dos fatores de risco. O câncer infantil não costuma estar associado a causas externas e os sintomas podem ser confundidos com outras doenças.

“O acompanhamento médico regular possibilita esse diagnóstico rápido. O câncer em crianças e adolescentes está ligado a mutação genética e não há prevenção”, explica.

Dores fortes e frequentes nos ossos podem indicar um câncer

O osso é o terceiro local do corpo mais atingido pelas metástases, atrás apenas do fígado e pulmão

 

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Cancerologia mostra que, no Brasil, cerca de 2.700 novos casos de câncer ósseo surgem todos os anos. É um tipo de câncer raro, mas perigoso, pois evolui rapidamente.

Na maioria dos casos, a causas de tumores ósseos incluem doenças hereditárias e metástases. O médico onco-ortopedista da Acreditar Tocantins, Dr. Ernesto Fernandez Machin, explica que o tumor é caracterizado como uma massa de tecido com crescimento anormal e pode se desenvolver em qualquer osso do corpo.

“O mais comum é surgir nos ossos longos, como fêmur e coluna. O tratamento pode ser feito com cirurgia ou não”, afirma o especialista.

Sintomas

Dores fortes e frequentes, redução do funcionamento e mobilidade na área afetada e o aumento do risco de fraturas são indícios da presença do câncer ósseo.

Outro importante fator a ser considerado é a alta incidência de câncer ósseo em pacientes que apresentam metástase em cânceres de mama e próstata.

“No caso do câncer de mama, a metástase pode atingir os ossos em até 37% dos casos. Quando é a próstata, esse índice pode chegar a 15%, da mesma forma que o câncer no pulmão (15%)”, reforça Dr. Ernesto.

O osso é o terceiro local do corpo mais atingido pelas metástases, atrás apenas do fígado e pulmão.

Diagnóstico

A identificação do tumor começa pela radiografia simples e o onco-ortopedista saberá identificar se a lesão tem características de benignidade ou agressividade.

Em um momento posterior, é realizado o estadiamento, quando o paciente faz exames mais complexos, como ressonância magnética, cintilografia óssea, arteriografia, entre outros.

“O câncer ósseo não tem como ser prevenido, pois tem base genética. A pessoa precisa estar atenta à dor e procurar o especialista. Uma dor óssea que não melhora e não deixa a pessoa dormir deve ser cuidada. Alguns tumores não cancerígenos desaparecem sem tratamento”, completou.

Área de abrangência

A Oncologia Ortopédica não trata apenas tumores primários ósseos, que podem ser benignos ou malignos, mas também outras manifestações, como tumores de origem vascular, ou implantes metastáticos de origem, por exemplo, na mama e na próstata.

Abrange ainda outras lesões não neoplásicas como a Doença de Paget e lesões que são chamadas de pseudo-tumores (falsos tumores), como o caso de tumor marrom do hiperparatireoidismo.

Imagem: https://www.acritica.com

Mudança nas refeições da UPA e HMA melhora a alimentação de pacientes, acompanhantes e colaboradores

Desde a última semana, as marmitas são térmicas para conservar melhor a comida

Colaboradores, acompanhantes e pacientes do Hospital Municipal de Araguaína e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) passaram a usufruir de uma importante mudança que melhorou a qualidade das refeições oferecidas nas unidades.

O Instituto Saúde e Cidadania – ISAC, responsável pela gestão das unidades, mudou a forma de acondicionamento das refeições a serem servidas, que agora serão em bandejas térmicas para garantir a melhor conservação dos alimentos.

A diretora geral da UPA, Meire Fonseca, explica que a iniciativa faz parte dos investimentos da organização social em qualidade e humanização.

“Além de preservar a temperatura, sabor e qualidade da comida, mantendo os valores nutricionais dos alimentos, o novo recipiente também proporciona humanização com a personalização das bandejas e divisão dos alimentos servidos”, destaca Meire.

No HMA, por ser referência no tratamento infantil, as bandejas térmicas foram confeccionadas com figuras infantis, como forma de chamar a atenção das crianças e aumentar a adesão à alimentação.

Nova marmita

As marmitas possuem quatro divisórias. Em cada espaço acomoda-se um tipo de alimento, melhorando a visualização da comida.

O ISAC também realizará um treinamento com toda a equipe do Serviço de Nutrição e Dietética, em parceria com a empresa fornecedora das bandejas, para melhorar os sabores das refeições, utilizando temperos naturais, sempre prezando por uma alimentação saudável e de qualidade.

Língua presa pode dificultar a amamentação e desenvolvimento da fala

Durante o Agosto Dourado do Aleitamento Materno, é importante lembrar que a prevenção começa com o Teste da Linguinha

Durante o período de amamentação, algumas crianças apresentam dificuldades para se alimentar. A principal delas é a língua presa. Esse problema é uma alteração no frênulo e pode ser detectado a partir da forma como o bebê mama no seio. Uma das características principais é o grande esforço que a criança faz para mamar e a fome não é saciada.

O médico otorrinolaringologista, Daniel Nunes, lembra que os pais da criança precisam buscar orientações profissionais em situações como essa.

“É importante que a mãe e o bebê passem por essa fase de forma prazerosa. Se o bebê apresentar a língua presa ele terá muita dificuldade em mamar e até mesmo ferir o seio da mãe, além do risco de apresentar baixa nutrição”, completou.

Outros problemas que podem derivar dessa condição são os de desenvolvimento da fala, uma vez que é possível que a dicção fique comprometida, caso o quadro não seja tratado.

Quando a filha da Renata Cristina Santos nasceu, ela sentiu algo diferente e foi logo procurar por orientação médica.

“Quando ela nasceu, os médicos identificaram que ela poderia ter a língua presa e alguns indicaram o procedimento cirúrgico. A pediatra pediu para procurar um especialista. No acompanhamento, o médico preferiu não fazer cirurgia até ela começar a falar. Agora ela está começando a falar as primeiras palavras e nos surpreendeu, pois ela tem uma dicção muito boa”, relatou.

Teste da Linguinha

Desde 2014, uma lei federal obriga hospitais e maternidades a fazerem o Teste da Linguinha em crianças nascidas em suas dependências.

“Esse diagnóstico precoce é importante para a prevenção de problemas durante o período de amamentação”, lembra Daniel.

A avaliação feita no Teste da Linguinha não é invasiva, não tem contraindicações e possibilita diagnóstico e encaminhamento para tratamento das alterações por equipe multidisciplinar.

Imagem: https://maepop.com.br

Hospital Municipal de Araguaína lança campanha de arrecadação de brinquedos para pacientes da UTI Pediátrica

Os itens vão atender crianças na faixa de 0 a 12 meses de idade e podem ser entregues na recepção do HMA em horário comercial

O Hospital Municipal de Araguaína lançou uma campanha de arrecadação de brinquedos novos, preferencialmente lacrados, para os pacientes internados na UTI Pediátrica. A demanda é para atender crianças de 0 a 12 meses e as opções incluem chocalhos, mordedores e brinquedos de borracha com sons adequados para a faixa etária, entre outros itens, exceto artigos de pelúcia.

As doações podem ser entregues na recepção do próprio hospital (Avenida Tibúrcio José Dantas, nº 650, Loteamento Manoel Gomes da Cunha) em horário comercial

A terapeuta ocupacional do HMA, Evelyne Andrade, explica que os brinquedos são uma alternativa para estimular e entreter os pacientes durante a internação.

“Na primeira infância, brincar é um dos principais estímulos oferecidos à criança. Diante disso, esses brinquedos serão usados para estimular o desenvolvimento neuropsicomotor e deixar o ambiente hospitalar um pouco mais aconchegante para os pacientes infantis”, frisou.

Allaíne Lacerda, coordenadora de enfermagem da UTI Pediátrica do HMA, lembra que a assistência à criança internada deve atender também as necessidades emocionais, sociais e psicológica.

“Utilizamos técnicas adequadas de comunicação e relacionamento que permitam reconhecer e compreender essas necessidades. O brinquedo terapêutico na assistência à criança contribui para amenizar o sofrimento causado pelo impacto da hospitalização, contribuindo para melhorar o enfrentamento do processo de adoecimento”, disse.

Agosto Verde-Claro alerta a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento dos linfomas

A doença atinge as células do sistema imunológico. Se diagnosticado precocemente, as chances de cura podem chegar a mais de 80%

Agosto é o mês escolhido para receber a cor verde-claro de conscientização sobre a necessidade de atenção aos sinais e o diagnóstico precoce do tratamento do linfoma, um tipo de câncer que atinge os linfócitos, células que fazem parte do sistema imunológico do nosso corpo.

A doença é caracterizada pela multiplicação desordenada destas células, gerando o aumento dos gânglios linfáticos, popularmente conhecidos como ínguas. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa do número de casos de linfoma, no ano passado, no Tocantins, foi de 40.

Existem mais de 40 tipos de linfomas, divididos em dois grupos principais: o Linfoma de Hodgkin e o Não-Hodgkin.

Sintomas

Os sinais do linfoma são variados e com manifestações físicas aparentes, como o surgimento de ínguas endurecidas, e geralmente indolores, no pescoço, axilas e virilha.

A médica hematologista e hemoterapeuta da Oncoradium, responsável pelo serviço de tratamento contra o câncer no Hospital Regional de Araguaína, Wacilla Batich Abdalla Barbosa, lembra que existem outras doenças mais comuns que podem levar ao aumento dos gânglios linfáticos, como quadros de infecção.

“Por isso é fundamental procurar um especialista caso os gânglios permaneçam por um longo período, principalmente se forem relacionados ao cansaço persistente, perda de peso, febre e suor excessivo. Coceira na pele, desconforto respiratório e no abdômen também podem acontecer”, pontua.

O sistema linfático é responsável pela remoção dos fluídos corporais e a defesa do organismo.

 

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico do linfoma é feito por meio da biópsia na região afetada. É retirada uma pequena parte ou de todo o linfonodo para exames patológicos para confirmação do diagnóstico.

“A doença é classificada de acordo com o tipo de linfoma e o estágio em que se encontra. A maioria desses linfomas é tratada com quimioterapia, associação de imunoterapia e quimioterapia ou radioterapia. Tudo vai depender do tipo de Linfoma e da avaliação do estado inicial do tumor”, detalha Dra. Wacilla.

A duração do tratamento também dependerá do estadiamento inicial e do subtipo. As chances de cura são altas, até 80%, quando descoberto em fase inicial. Por isso, é fundamental procurar atendimento médico quando os sintomas são notados.

Imagem: https://santahelenahospital.com.br

Pacientes em tratamento contra o câncer em Araguaína ganharam comemoração de Dia dos Pais

O café da manhã com homenagens, informação,  depoimentos e oração foi organizado pelos colaboradores da Oncoradium, prestadora do serviço no Hospital Regional

Emoção, alegria e muito amor marcaram a comemoração de Dia dos Pais para os pacientes que fazem tratamento contra o câncer no Hospital Regional de Araguaína, na manhã desta sexta (09). A Oncoradium, empresa prestadora do serviço na unidade, ofereceu um café da manhã para pais e acompanhantes.

A ação contou também com momento religioso, depoimentos de superação e motivação, e uma pequena palestra sobre o câncer de linfoma, uma iniciativa que faz parte da campanha Onocobem, que tem como foco compartilhar conhecimento.

Manoel Coelho Lima, pai, pastor e que venceu a luta contra o câncer, conta que eventos como esses são um elemento de motivação determinante durante os tratamentos.

“Desde 2016 luto contra o câncer. Cheguei aqui em fase terminal, mas, com muita fé e acreditando na equipe, eu fui curado. Em 2017 fiquei livre do câncer e estou fazendo apenas acompanhamento. Quero agradecer aos colaboradores, porque essa festa ajuda a motivar muita gente”, disse Manoel.

Humanização

A assistente social da Oncoradium, Michelle Freitas, destaca que o principal propósito de celebrar essa data é garantir que os pacientes se sintam mais acolhidos.

“O acolhimento é muito importante nessa fase de tratamento, porque esses pais estão passando por um momento delicado.  Estamos muito contentes por ver a alegria e a emoção neles. A Oncoradium valoriza essa humanização”, frisou.

“Desde 2016 que acompanho minha neta, que está com câncer e faz tratamento. Eu acho muito bom esse evento, sempre fomos bem tratados aqui, toda a equipe trabalha de forma excelente. Me sinto honrado como avô e como pai. Me emocionei com as palavras”, disse o acompanhante Raimundo Nonato.